[Resenha] Estilhaça-Me | Tahereh Mafi

 Quando a Novo Conceito divulgou o lançamento de Estilhaça-me me interessei primeiramente pela capa. Só de ver os detalhes nela contidos (como o título do livro cortado, a frase ''Meu toque é letal" também cortada, seguida da frase ''Meu toque é poder'', como se quisesse dizer que existe um lado bom em ser perigosamente poderosa) já fiquei com vontade de ler e confesso que nem li a sinopse de imediato. Depois de ler resenhas e ficar com ainda mais vontade de ter o livro, a NC divulgou a vinda da autora Tahereh Mafi ao Brasil e corri para comprar o livro. Tahereh é infinitamente fofa, tanto nas redes sociais quanto pessoalmente. Me surpreendeu com sua simpatia, e agora com seu romance. 

 "Eles tomaram tudo. Minha vida. Meu futuro. Minha lucidez. Minha liberdade.

   Juliette tem dezessete anos e não toca ninguém fazem 264 dias. Ela está presa no Restabelecimento, que é uma espécie de manicômio. Ela leva um peso na consciência, o peso de ter matado uma criança apenas com seu toque. Ela nunca pôde tocar ninguém, sem causar nenhum dano. Sua mãe e seu pai a abandonaram, pois não quiseram viver com uma filha "anormal" e agora ela é uma pessoa sozinha.

  De repente, ela ganha um companheiro de cela. Um garoto, para sua infelicidade ou não. Ela quer evitar ao máximo chegar perto dele, pois sabe que se deixaram Adam entrar dentro de sua cela, era para que ela ficasse cada vez mais louca. Ao longo dos dias ela resolve conversar mais com ele, mas é quando soldados invadem a cela deles que a verdade começa a aparecer. Adam entrou na cela a mando de Warner (que até agora é uma incógnita para mim), mas ele não quer lhe fazer mal, pelo contrário, ele gosta dela como ninguém havia gostado antes. Com Adam, Juliette descobre um novo sentimento, um novo motivo para prosseguir, um novo toque. É ele que a faz ter forças para seguir em frente.  

 "Mas ele não sabe que sou um monstro meu segredo." 


   Gostei muito da narrativa de Tahareh, mesmo que a repetição de algumas palavras e expressões (exemplo:  "Vejo morte morte morte [...]" "Seus olhos eram tão tão tão tão tão azuis") tenham me incomodado. E sei que o "corte" em frases ou palavras não são novidades, mas este foi o primeiro livro que li no qual isso acontece. Tahereh quis no mostrar a confusão que existe dentro da cabeça de Juliette e a loucura que toma conta do seu ser, e que a faz repetir incontáveis vezes: "Eu não sou louca.". Na primeira página do capítulo 4 temos uma folha repleta da frase "Eu não sou louca." riscada repetidas vezes. Achei um pouco exagerado, ao mesmo tempo que achei engraçado o fato da autora querer frisar tanto que Juliette pensa estar ficando louca.

   No final, encontrei a semelhança entre Estilhaça-Me e X-Men que muitos diziam. Não acho que Tahereh tenha escrito o livro se inspirando em X-Men e nem criou Juliette pensando na Vampira (Rogue). Quando terminei de ler o livro, nem associei Juliette a Vampira, só associei o fato de termos um local para pessoas "poderosas" como a personagem principal, assim como acontece em X-Men.

 O final não é totalmente decepcionante, não é nada que me impeça de querer ler o próximo volume, pelo contrário, fiquei mais empolgada do que imaginava. A semelhança é grande (gostaria de poder dar mais detalhes, mas seria spoiler demais) e me decepcionei por esperar um final um pouco mais impactante, ao mesmo tempo que gostei do final ter me deixado bastante empolgada. 

  O livro me surpreendeu com a narrativa, o romance, a aventura e os personagens. Espero que o próximo volume (intitulado Destroy-Me (Destrua-Me) seja lançado em breve aqui no Brasil. O segundo livro da trilogia será lançado no dia 2 de outubro nos EUA e o terceiro livro, intitulado Unravel-Me (Desvenda-Me) será lançado em fevereiro de 2013.