[Resenha] Mal Intencionados | Geyme Lechner


 ''O preconceito é uma praga que nenhum professor ensina, qualquer um pode aprendê-lo sozinho. Mas você já viu, por exemplo, alguém ser médico sem ter frequentado uma boa universidade?'' 


  Quando comecei a ler Mal Intencionados  fiquei logo perplexa com a fria realidade que é descrita e, para mim, é o maior ponto positivo do livro. Quando recebi o livro de Geyme Lechner minha mãe leu primeiro que eu, pois a sinopse logo fez com que ela se interessasse. Ao terminar o livro ela me avisou sobre o que eu estava prestes a ler e como os detalhes eram tão bem retratados de forma com que você fique mais impressionado a cada palavra. Neste livro, conhecemos personagens que podem estar presentes em nosso cotidiano: um garoto com problemas desde a infância, uma mãe confusa e ao mesmo decidida (mesmo que suas decisões não sejam as melhores), um pai equivocado e manipulado, pessoas sem opiniões próprias e principalmente, pessoas que fingem ser quem não são. Mas a frase de Lucius Seneca é, na minha opinião, a que descreve o livro perfeitamente: Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo.

  ''Você roubou minha juventude  e agora, eu vou tirar algo seu!"  

  Em Mal Intencionados conhecemos Ana, uma mulher que faz de tudo - tudo mesmo - para ter o amor de sua vida ao seu lado. Ana é mãe de Tomás, um garoto problemático que é simplesmente fascinado pela mãe; mas não é uma fascinação relacionada a orgulho, e sim relacionada a amor. Tomás é apaixonado pela mãe e sua obsessão é tão grande que ele é capaz de fazer com que seus pais se separem. Quando a separação acontece, Ana se torna uma mulher depressiva, questionando o que ela fez de errado para chegar aonde estava e é aí que ela começa a analisar a criação que deu para seu filho.


  Nesse meio tempo Ana conhece Damião, um "homem de barbas" como cita Tomás, que sofreu muito quando mais jovem  e hoje se tornou um homem pervertido. A presença dele faz com que a convivência com Tomás fique ainda mais difícil, já que Damião insiste em "educar" Tomás da sua maneira. Ao mesmo tempo, Ana não se dá conta do que está acontecendo em sua própria casa por estar tão focada em sua vingança.

   O livro é escrito em terceira pessoa e os fatos são tão bem retratados que parece que Geyme esteve presente em todas as cenas. Esse é o tipo de livro que você lê imaginando-o como filme. Por trás de todos os sentimentos e dúvidas existe um porquê. Existe um motivo para fazer com que todos eles sejam tão mal intencionados ao tomar suas decisões e ao longo do livro você vai descobrindo tudo e ficando cada vez mais chocado.

  Outra coisa que gostei no livro é que Geyme fala sobre assuntos polêmicos como religião, pedofilia e incesto com ousadia. Ela não nos priva de nenhum detalhe e não teme que alguém a julgue. Mal Intencionados com certeza é o tipo de livro que as pessoas ou amam, ou odeiam.

  Recomendo Mal Intencionados para todos que gostam de um romance adulto, com uma leitura impactante e repleta de emoções.

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