[Resenha] Adeus à Humanidade | Márcia Rubim

  "Se Deus ainda me permitisse conceder um único desejo, pediria que ele não tirasse meu ar."  

  Stephanie é uma carioca de 23 anos que tinha uma vida monótona: sempre envolvida com seus cursos, ficava praticamente fora de casa, quando chegava ficava horas conversando com sua amiga Anne e tinha uma relação muito difícil com sua mãe, Rachel. Ela se identificava muito mais com seu pai, Allan, que morava em Miami com sua atual companheira e era um hematologista, um dos melhores da área. Sua mãe havia refeito sua vida com um homem chamado Otávio, e dessa relação, nasceu o meio irmão de Stephanie, Júnior. Stephanie passa em um concurso de fotografia e vai para Miami, onde passa a viver com o pai e a ciumenta Janet.

  Seu pai precisa fazer uma viagem à trabalho e promete voltar em três dias, mas não é o que acontece. Stephanie se vê preocupada com o sumiço de seu pai e é surpreendida com uma ligação de sua mãe, dizendo que seu padrasto havia sido morto em um assalto. Stephanie se vê voltando ao Rio para consolar sua mãe ao mesmo tempo que quer ficar em Miami para saber sobre seu pai, mas é aí que sua vida muda quando ela precisa arranjar um emprego pois tem que se responsabilizar pelas despesas da casa.

  Stephanie viaja para São Paulo e começa a trabalhar em um hospital como auxiliar de enfermagem. Ela tem que fazer muitas economias, mora em uma pensão, conhece muitas enfermeiras e médicos que a tratam muito bem e a ajudam, mas há alguém que só a trata mau e quer lhe humilhar: Richard.
 "Mesmo com tudo que havia conhecido, precisava admitir: algo nele me deixava balançada, estava plenamente certa de que não era decorrente da sua beleza rara." 
  Por que ele a trata mau sem nem ao menos ter conhecido ela direito? O que esse homem tem no olhar? Por que seu coração acelera toda vez que seus olhos se encontram? Stephanie se vê apaixonada por um homem quem não conhece, que não conversa e que nem a trata com educação, mas ela não sabe que o destino está lhe reservando muitas surpresas.
 "Não posso estar apaixonado porque a paixão é um sentimento que pode acabar, já o meu amor, esse sim não tem fim. É imutável." 
   Conheci a autora Márcia Rubim no evento de apresentação do Grupo Entre Linhas e Letras. Até então não conhecia a autora nem sua obra, mas fiquei interessada por dois motivos: primeiro pela personagem principal ser carioca, e segundo por não ter lido um livro nacional com a estória de um vampiro até então.

   No inicio do livro meu "objetivo" era encontrar o vampiro - rs. Queria saber como ele era e o que a Márcia faria para diferenciá-lo dos demais vampiros da atualidade. Márcia me surpreendeu ao mudar a forma como um humano é transformado (no caso, ele mesmo pode se transformar) e construiu um vampiro  totalmente diferente de  Edward Cullen (Saga Crepúsculo) de Stephenie Meyer, ou Lestat (Entrevista com o Vampiro) de Anne Rice. É claro, que mesmo não gostando de comparações, é impossível não ler um livro sobre vampiros e não lembrar de uma ou outra característica de outro personagem, e é por isso que Márcia merece meu aplauso. 
 "Já não sabia mais se eu tremia de dor, de frio ou pelo receio que ele me visse daquele jeito." 
  Neste livro, o vampiro tem sangue, existe um tipo de sangue que pode matá-lo e o vampiro também pode ficar doente. Mas o romantismo não mudou. Existe uma cena (que estou doida para contar, mas nada de spoiler, pois quero que vocês se surpreendam como eu) que me deixou de boca aberta. Como a autora pode nos tirar de um momento cheio de aflição e transformá-lo em um momento de emoção? Mais uma vez, aplausos para Márcia.
  "- Stephanie, quando é que você vai perceber que já nasceu destinada a ser minha? Deus, quando a criou, deve ter lhe apontado uma lança de fogo na minha direção e falado: 'Vai, Stephanie, cura o coração vazio desse infeliz, que eu já não aguento mais tanta lamentação!'"
  A personagem principal, Stephanie, me irritou um pouco no inicio. Como alguém pode ter a auto estima tão baixa? Tenho uma amiga que também é assim - acreditem.  Falei com ela que Márcia a estava retratando no livro e que se um dia ela encontrar um vampiro por ai, é melhor ela me dizer, pois não quero ficar como a Anne (melhor amiga de Stephanie) fazendo piadinhas como ''para entender você só se não for humano" e ela rindo por dentro, sabendo que é exatamente isso - rs.

 Não sei com qual intuito Márcia escreveu este romance, mas se não foi para mostrar que cada vez mais podemos nos surpreender com os vampiros, ela arrasou. Apesar de Richard ser um pouco romântico demais para a minha pessoa (repito, para a minha pessoa! Não sou muito romântica, mas adoro um romance, vai entender?), ele e Stephanie nos mostram que o amor rompe barreiras e que sempre tem alguém que pode aparecer a qualquer momento predestinada para você. 

  A sequência de Adeus à Humanidade ainda não tem previsão de lançamento, mas já tem seu título divulgado: Quando a Humanidade Prevalece.
  
 ---

Para os que leram o livro, uma curiosidade: qual ator vocês imaginaram que seriam Stephanie e Richard?
Richard eu imaginei como  Ian Somehalder, agora Stephanie, admito não ter parado para pensar - rs.


Fan Page Adeus à Humanidade