[Resenha] O Que Não Diz a Lenda | Christine M.

 Olá pessoal, como estão? Hoje é um dia muito especial para mim, afinal, é meu aniversário *sorrindo*  e no dia do meu aniversário, resolvi publicar a resenha de uma autora muito especial para mim e de um livro que me surpreendeu bastante. Vamos lá:
"A gente leva a vida protegida pelo que acredita ser, e quando suas certezas escorrem pelo ralo,você se perde na escuridão que é não conhecer."
  Suspense, ação e romance são os três principais elementos do novo livro de Christine M. Dessa vez Chris nos apresenta à Alice, uma das personagens mais marcantes e destemidas que conheci. Ela vive uma vida normal de acordo com os padrões do mundo pós-apocalíptico que agora é regido por antenas que controlam absolutamente tudo. Filha de americanos, Alice é noiva do Coronel Hawk. Sua mãe faleceu três dias depois de seu nascimento e seu pai, um militar que não queria ver seus dois filhos - Alice e seu irmão mais velho Henry - no meio de mais confusão, decide pagar uma família para que cuidem de seus filhos até que possam cuidar de si mesmos. Alice se torna uma artista plástica que trabalha em uma base militar responsável por recuperar a mente de soldados que ficaram perturbados após lutar, já Henry, mesmo preocupando-se com sua irmã e o emprego dela, a vê raramente e acabou se tornando parte de um grupo de revoltosos.

  Pouco antes de seu casamento, um rapaz um pouco mais novo que ela e totalmente simpático passa a fazer parte de sua vida. Natan é um rapaz que consegue lhe fazer rir como a muito tempo não conseguia, e a faz muito bem no seu dia-a-dia ao contrário de seu noivo que mal lhe olha nos olhos e lhe demonstra algum tipo de afeto, mas algo fará com que Natan se afaste dela por um tempo, deixando-a no meio de vários questionamentos.
"Ser agredida fisicamente dói, mas as dores físicas cicatrizam alheias à nossa vontade, ao contrário das feridas que não se pode ver"
  Novas pessoas entrarão na vida de Alice e outras retornarão de seu passado para melhorar ou talvez piorar sua situação.  Mas afinal, onde estava Natan? Por que ele havia sumido? E por que ele a deixa com pistas de algo que ela nem imagina o que possa ser? 
“Um grande amor guarda tudo o que você espera, mesmo que você não saiba o que esperava.”
  Conheci a escrita de Chistine através do seu romance de estréia - Sob a Luz dos Seus Olhos -, depois li seu segundo livro - Meus Melhores Rascunhos - e tenho que dizer que dessa vez Chris me impressionou ainda mais. Chris já havia me dito que gostava de escrever ação, mas até então eu não havia imaginado como seria um livro de suspense e ação escrito por ela, mas acreditem, é melhor do que eu poderia imaginar. O romance também está presente, mas o foco deste livro são os conflitos políticos e elementos futuristas.

  Em um primeiro momento me perguntei se a narrativa em primeira pessoa não afetaria as cenas de ação, mas pelo contrário, acho que foi isso que ajudou ainda mais. Mesmo que uma narrativa em terceira pessoa possa nos dar mais detalhes. Pela primeira vez gostei de ler um livro de ação em primeira pessoa, porque Alice nos passa toda a aflição do momento e todos os detalhes necessários.

  Alice é uma personagem que de inicio me deixou um pouco, digamos, confusa. Na maioria das vezes, já estamos acostumados a conhecer personagens que logo de cara você já sabe que personalidade tem, mas o que tornou o livro ainda mais proveitoso, foi o fato de irmos conhecendo Alice com o tempo. 

  Outros personagens fazem a leitura ser ainda mais cativante. Natan e Ian são tão encantadores, cada um da sua maneira, que cheguei a ponto de nem saber por quem eu queria que ficasse com a personagem principal . Kathy é uma personagem cativante e divertida que me emocionou em sua última cena. Celeste não aparecer o mesmo número de vezes no qual é citada, mas apesar de tudo, é uma personagem que me agradou bastante. Lucy é outra personagem que não aparece tantas vezes mas que também me encantou com sua ingenuidade. E Henry, o irmão de Alice, além de me divertir - mesmo que esse não fosse o propósito - algumas vezes, é durão e ao mesmo tempo podemos perceber seu lado sentimental.

   Este livro é uma distopia tocante, repleta de ação e suspense e com a dose certa de romance. Personagens marcantes engrandecem a história, a narrativa envolvente de Chris nos encanta e o dinamismo e a mistura de cultura de outros países torna o livro aina mais extraordinário. Com certeza, se você já leu os outros livros da Chris não pode  perder tempo para ler este, e se não leu,  O Que Não Diz a Lenda é uma ótima forma de começar.