"Não seja bobo ao contratar uma editora sob demanda", por Geyme Lechner




  Olá pessoal, como estão? O texto do "Palavra de Autor" de hoje foi escrito pela autora Geyme Lechner e é sobre o mundo editorial. Confiram:

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O tema já é manjado por alguns que estão metidos na área, no entanto, vale a pena “ver de novo” para quem está chegando agora, para quem já chegou, ou para aqueles que ainda chegarão, cheio de inocência e expectativas...

Literatos do meu Brasil, vou sair do pressuposto que você é um autor iniciante, com fogo no rabo sonhos, decidido a publicar seu primeiro livro com uma editora por demanda. No processo de escolha (dos últimos três anos para cá, as editoras sob demanda, cresceram quase tão rápido quanto as igrejas evangélicas, deixando um leque gigantesco de opções para você se afiliar), atente-se para alguns detalhes importantes:

            - O primeiro passo é pesquisar. Consulte informações sobre a editora, através do Google, das redes sociais, e principalmente, através de escritores que publicaram com eles. Observe quantos livros a empresa tem publicado, a qualidade do material, o design nas capas, o preço final do livro para o leitor. Algumas gráficas editoras prometem comercializar seus livros, mas o preço final é exorbitante. Por mais que sua obra seja uma “coisa magnifica”, o leitor não terá acesso; nem ele, nem você, nem sua família. Pois meu amigo, um livro de 80 páginas onde a editora tem a pretensão de vende-lo como se tivesse 800... dá um tempo, né? Para você ver, que o lucro delas é apenas com VOCÊ, quando VOCÊ paga para publicar. Eles não têm qualquer pretensão de vender sua obra, porque sabem que a maioria delas empaca, e empaca mesmo! 

   -   A coincidência entre uma editora e outra é que TODAS prometem muito, e TODAS cumprem pouco. O básico: Correção, Revisão, diagramação! Pelo amor das periquitas! NÃO confie na “revisão” dessas editoras; elas não revisam nada além do que o programa automático faz. Muito pelo contrario, aceitando cada proposta desses corretores (que não entendem português melhor do que você), ademais de NÃO  corrigirem os erros no texto, ainda conseguem cagar estragar aquilo que está certo! O serviço de correção é tão ruim, que eles conseguem errar o seu próprio nome na capa do livro. A dica é entregar seu arquivo com o mínimo de erros, corrigi-lo você mesmo varias vezes, entregar o texto para quem entenda do assunto e posa revisá-lo para você (um revisor profissional, dois ou três amigos feras no português), pois essas editoras NÃO terão qualquer carinho ou piedade na hora de “revisá-lo”. Creio que um macaco faz essas correções, um símio que aperta botões e aceita tudo, absolutamente TUDO que o Word recomenda!! Não há ninguém minimamente APTO para mexer no seu texto. Confie no que estou dizendo (e desconfie sempre dos macacos de circo, amadores, que trabalham nessas editoras).


            - A primeira falha na conduta do escritor iniciante é a pressa! As editoras se aproveitam da ansiedade de seu cliente, tal qual organizadores de festas de casamento se aproveitam dos noivos. Leia o contrato várias vezes, esmiúce cada duvida, acrescente detalhes que são importantes e não constam no documento. Você pode viver sem as editoras, mas as editoras não sobrevivem no mercado sem VOCÊ! Uma vez assinado o contrato entre as partes, eles devolverão o seu texto em 15, 30 dias (revisado como a cara deles), “pronto para comercialização”. NÃO seja preguiçoso, revise (a revisão) várias vezes, faça um relatório de cada página e linha onde exista erros; exija que a editora arrume cada falha, pois tenha certeza, ele voltará com mais erros do que quando você o entregou.

         - Algumas editoras oferecem vantagens especiais com o pagamento à vista. NÃO seja Naiv, céus!!! Você lembra de todo bom atendimento e amabilidade na hora da negociação? Esqueça! Depois que você faz o pagamento à vista, eles se mostrarão extremamente ocupados e o tratarão com um leve distanciamento, adestrando suas exigências, que nada mais são do que “Pitchis de autor! “frescura”! Você é Rei ao negociar com eles, mas passa ao status de mendigo após. Segure-os pelo dinheiro, parcele o pagamento nas condições máximas. Se alguém tiver que tirar vantagem na negociação, faça com que ela seja sua. NÃO se deixe enganar.

Acerte cada detalhe antes de assinar o contrato, veja quais formas de comercialização que a editora oferece. Exija que os livros estejam nos sites de venda delas, imediatamente após a publicação, pois algumas gráficas “editoras”, embora prometam vender seu livro em suas lojas virtuais e livrarias, esquecem totalmente desse detalhe, e tanto você quanto seus leitores ficam a ver navios... A principio, eles o farão acreditar que sua obra será o “BUM” do milênio, mas na verdade, estão cagando e andando tanto para você quanto para ela. NÃO se iluda! Eles sequer leem aquilo que publicam (tanto com sua obra quanto aquilo que eles produzem). Tem duvidas? Nos próximos posts, mostrarei alguns documentos na prática, o trabalho que uma dessas gráficas editoras vende como ouro no mercado...

Aguardem as cenas dos próximos capítulos...