[Resenha] Uma Curva na Estrada | Nicholas Sparks

“Uma coisa ela havia aprendido: a vida raramente segue nossos planos.”
Título: Uma curva na estrada
Autor: Nicholas Sparks.
ISBN: 9788580411157.
Páginas: 304.
Editora: Arqueiro.
Sinopse: A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre.

 Nicholas Sparks é considerado um dos autores mais clichês que conhecemos. Ele é conhecido, principalmente, pelas lágrimas que sempre deixamos cair ao terminar um de seus livros. Muitos já deixaram de ler Nicholas pois não querem chorar mais, e outros acham impossível parar de ler e se emocionar com ele. Eu faço parte do segundo grupo.
“Na vida são raros os inícios bem marcados, aqueles instantes dos quais um dia podemos dizer: foi ali que tudo começou. Mas as vezes, o destino cruza o nosso caminho e inicia uma sequência de acontecimentos que levam a um desfecho imprevisível.”
 A sinopse detalhada de "Uma Curva na Estrada" nos faz pensar que já sabemos pelo menos 80% da história, mas durante a leitura percebemos que estamos enganados. Há muito mais na história de Miles Ryan, que perdeu sua esposa Missy e agora cuida sozinho do filho Jonah, um menino que possui dificuldades no colégio, e é Sarah Andrews,  uma recém-chegada em New Bern e também divorciada, que irá perceber isso. Sarah chamará o pai do garoto ao colégio para que possam conversar, e ao se conhecerem, o desejo de conhecer um ao outro melhor irá surgir. 
“Você é linda e charmosa, e não consigo parar de pensar em ontem à noite.” Mas não foi isso que ele disse. O que saiu foi: – Oi. Tudo bem?”
 Nicholas sabe exatamente como nos emocionar. Não importa se é uma situação pela qual já passamos, ou não, ele simplesmente consegue nos colocar em cada situação e em cada personagem. Miles é um personagem que no inicio não me agradou, mas aprendi a gostar dele durante a leitura. Jonah é um menino encantador, e Sarah uma mulher envolvente que me surpreendeu.

 A narrativa do livro é alternada entre a terceira e primeira pessoa. Sempre falo que adoro a forma como Nicholas nos apresenta à suas histórias, e dessa fez ele inovou: o mistério e o suspense estão presentes. Temos uma narrador que não sabemos quem é na realidade, mas ele é o culpado pela morte de Missy. Mesmo que se prestarmos muito atenção a cada detalhe do narrador possamos descobrir logo quem é, achei isso muito produtivo. A resposta para todas as dúvidas de Miles, e as nossas também, serão respondidas em meio a todo esse mistério.

Perdão e paixão são os elementos principais do livro. Mais uma vez não me arrependo de ser tão fã desse autor incrível e já estou me preparando para enfrentar horas na fila da Bienal deste ano para conhecê-lo. Como não quero deixar vocês de fora, vai um aviso: fiquem de olho no blog na próxima semana. Vem promoção vindo aí...

“Às vezes, quando se busca o amor, primeiro é preciso encontrar o perdão.”