[Das Páginas Para as Telas] João e Maria: Caçadores de Bruxas


 Quem aí nunca ouviu falar do clássico João e Maria? Claro, cada um pode conhecer uma versão diferente, mas em "João e Maria: Caçadores de Bruxas" Tommy Wirkola, diretor, nos mostra o que aconteceu com os irmãos que mataram uma bruxa após serem tratados como escravos pela mesma.

 No conto original, dos irmãos Grimm, João e Maria são deixados em uma floresta por seu pai que concordou com sua esposa de que deixá-los seria melhor do que vê-los morrendo de fome. Os dois então acabam encontrando uma casa feita de doces e como estavam famintos, começam a comê-los. O que eles não sabiam, era que a casa era de uma bruxa, que os fariam de escravos para poder comê-los depois. Os dois acabam conseguindo matar a bruxa e fugir do tal lugar, para depois reencontrar finalmente seu pai. Mas não é isso que acontece nesta versão de 2013. No filme dirigido por Wirkola, João e Maria, após matarem a tal bruxa, passam a viajar o mundo e a combater bruxas e conseguem assim, um emprego para toda a vida.

 Qualquer detalhe a mais do que esses pode ser considerado spoiler, mas qualquer um tenha visto pelo menos o trailer ou um banner, reparou nos equipamentos da dupla: metralhadoras e armas elétricas sendo usadas em um século que me parece ser o XVIII. Entendo que o roteirista e o diretor quiseram dar um ar mais moderno, e mostrar que naquela época João e Maria tinham equipamentos e experiencias mais avançadas do que um guarda ou policial que achava que poderia combater as bruxas, mas mesmo assim em um primeiro momento achei surreal. 
 Algo que gostei bastante, foi a maquiagem. É praticamente impossível, ou melhor, é impossível reconhecer a atriz que interpreta cada bruxa, sem que ela vire uma "humana normal". A imagem acima mostra Fmake Janssen (eterna Jean Grey de X-Men) em três cenas diferente (na verdade a primeira imagem é nos bastidores do filme, mas foi a que achei melhor para poder comentar sobre) como Muriel, a rainha das bruxas. E não é só a maquiagem que está espetacular, a atuação de Fmake faz qualquer filme que possa ser considerado ruim, ficar incrível.

 Tem algo, que por mais simples que seja, me incomodou muito! (risos) Há uma cena, logo no inicio do filme, onde uma moça está quase sendo enforcada por ser considerada bruxa, e o argumento de João para que ela não seja, é simplesmente que "quando uma mulher se mistura com bruxaria, uma podridão se instala e aparece nos dentes, na pele e nos olhos dela". Oi? Qualquer pessoa, personagem e, principalmente, João e Maria, deveriam saber que uma bruxa é, justamente, uma bruxa, faz feitiços e pode muito bem dar uma melhorada na aparência. Ok, ok. Vocês podem dizer: "ah, Mariana, mas isso serviu para iludir todo mundo". Eu respondo: Sim, serviu, mais ainda assim não consegui engolir (risos).
 Gemma Arterton me impressionou mais uma vez. Adoro a atuação dela em O Príncipe da Pérsia e dessa vez ela me pareceu fazer melhor do que a própria personagem exigia.  Infelizmente não posso dizer o mesmo de Jeremy Renner. Acho ele um ótimo ator, mas nesse filme achei ele bem contido. Poderia ter mostrado muito mais.

 Apesar de alguns pontos negativos, gostei bastante do filme, e já quero arranjar um tempinho para assistir novamente. Fiquei achando que algumas cenas ficaram cortadas, outras foram longas demais, porém apesar de tudo, o filme, num geral, ficou muito legal e as descobertas dos irmãos trouxeram ainda mais magia para o conto que já conhecíamos.