[Das Páginas Para As Telas] Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos

 Eu nunca havia lido nada de Cassandra Clare até semana passada, ouso dizer. Quando vi comentários sobre a série "Os Instrumentos Mortais" admito ter até ficado com vontade de conhecer a história, mas ainda assim não tinha vontade de ler o livro. Imagino eu, que você aí, leitor, deve ter milhares de livros na fila de leitura, agora imagine eu, uma mera blogueira, que recebe livros de parceria e não cansa de comprar livros também? Eu sabia que a série tinha um bom enredo, mas mesmo assim não tinha aquela vontade louca de começar a leitura. Adiei ao máximo, até que saiu o trailer da adaptação para o cinema.

 Clary tem sua vida mudada a partir do momento em que vê um cara ser morto no meio de uma boate lotada. O problema não é ver o cara ser morto, mas sim ser a única a ver o ocorrido. Ninguém na balada, nem seu melhor amigo, Simon, viram o assassinato e não conseguem ver o grupo que o fez. É como se eles fossem invisíveis. O verdadeiro motivo para Clary ter entrado na boate foi ver um símbolo com o qual vem sonhando faz algum tempo, e por coincidência, ou não, ele estava no letreiro da boate. No dia seguinte ao ocorrido, Clary é surpreendida por Jace, o cara que matou o tal homem na noite anterior, que agora diz ser um caçado de sombras e diz que ela é uma mundana. Antes que pudesse entender bem o que Jace queria dizer, ela recebe uma ligação de sua mãe. Quando chega em sua casa, percebe que sua mãe sumiu e, para piorar mais, encontra um demônio esperando por ela.


 Ai, se arrependimento matasse! Não há frase que defina melhor meu sentimento ao terminar de assistir ao filme. Eu imaginava que seria bom, mas não TÃO bom. Sei que existem muitas mudanças do livro para o filme, mas imagino que se o filme foi assim tão bom, o livro deve ser espetacular. 

 Não quero fazer comparação, mas não há como negar: em "Os Instrumentos Mortais" tenhamos a mistura de tudo que nós mais gostamos: Clary é a protagonista que de uma hora para outra descobre que não é uma humana qualquer (olá, Harry Potter), o Instituto parece uma mistura de Hogwarts (sem a mesma quantidade de alunos, claro) e a escola do Prof. Xavier (X-Men), temos não só novas "criaturas" (os demônios) como temos a presença de bruxos (), lobisomens e vampiros e temos um casal que nos faz ficar sem fôlego.

 Clary é uma personagem que me lembrou Hermione. Repito: quero fazer nenhuma comparação; mas fala sério, atualmente temos tantas mocinhas frágeis, que se sentem honradas em ter alguém que as ame e que adoram viver em meio as dúvidas, que não teve como ver a determinação de Clary e não lembrar de Hermione. Clary mostra desde o primeiro momento que vai enfrentar tudo e todos para chegar até onde deve chegar.

 Gostei muito das atuações. Lilly Colins (Clary) consegue passar todas as emoções que a personagens exige, Jamie Campbell (Jace) passa toda a provocação de Jace e consegue mostrar toda a mágoa que o personagem possui de seu passado, Kevin Zegers (Alec) mostra toda a raiva que seu personagem sente pro Clary - principalmente por ser homossexual e gostar de Jace -, Jemima West (Isabelle) conseguiu dar, na medida certa, o ar provocante que sua personagem pedia, e Robert Sheeham (Simon) é bom no que faz, porém  não consigo gostar de Simon. Sério. Ele não me fez nada (risos), mas desde o primeiro momento não simpatizei.
 A trilha sonora também não deixa a desejar (inclusive, estou aqui escrevendo a review e escutando justamente a trilha sonora). Acho que muitos irão concordar comigo, mas não é porque sou fã da Demi Lovato e amo a música "Heart by Heart", mas é impressionante como a música se encaixou perfeitamente na cena . A música começa calma e vai aumentando exatamente de acordo com a cena. Cheguei a ficar arrepiada.

 Eu, sinceramente, me surpreendi muito positivamente com o filme, e mal posso esperar para terminar a leitura do primeiro volume da série e para que a continuação do filme saia. Se continuar assim, acredito que muitos fãs surgiram ainda.