Nicholas Sparks na Bienal do Livro Rio 2013

 Muitos me pediram, e eu já havia avisado que faria este post, pois depois de tudo que eu e todos os leitores de Nicholas Sparks presentes na Bienal do Rio no dia 31 de agosto de 2013 passamos, merecia um post. Como vocês puderam ler na Cobertura do dia 31, cheguei no Rio Centro por volta das 07hs e logo pude entrar por causa da minha credencial. Ao chegar já me assustei, pois haviam mais de 500 pessoas formando fila lá fora para entrar. Lá dentro encontrei algumas blogueiras que também estavam ali desde cedo para ter seu autógrafo de Nicholas.

 Às 09h, quando abriram a garagem e o portão dos pedestres, a correria e a confusão começou. Eu só conseguia ver milhares de pessoas correndo e gritando em minha direção. Ou melhor, na direção do portão de entrada. Normalmente, quando há uma grande quantidade de jovens juntos sempre há confusão, mas todo mundo foi se ajeitando em fila única, até que um senhor chegou me empurrando (eu estava praticamente colada no portão), batendo nos portões e dizendo que havia chegado primeiro que todos, que exigia seu lugar e que não havia me visto entrar antes deles. Todos começaram a gritar, pois aquele senhor não se mostrava nem um pouco educado e parecia querer agredir qualquer um na sua frente. Vocês já devem imaginar que a grande confusão começou daí, certo? Ninguém respeitava mais a fila, todo mundo estava se empurrando, gente dando tapa em quem entrasse na sua frente e várias promessas de "vou quebrar o estande da Arqueiro se não conseguir senha".

 A entrada principal para o Pavilhão Laranja deveria ser aberta às 10h, mas foram abertos com um certo atraso e depois de muita, muita briga. Quebraram a cadeira de rodas de uma cadeirante, vi gente perdendo óculos de grau porque simplesmente arrancaram, gente tacando sapato para cima e gente puxando a bolsa dos outros. Falei para minha mãe e a mãe da minha amiga para saírem da fila porque nós íamos nos virar. Eu fui uma das primeiras a entrar, depois de minha mochila ter ficado presa no portão, e sai puxando minha amiga que estava comigo. Ela me gritou (sim, gritou porque mesmo do meu lado eu não conseguia escutá-la) avisando que perdeu o sapato. Eu virei para trás, pensando na possibilidade de encontrar ele, e vi gente caindo e sendo pisoteada. Gritei "Dane-se o sapato, você vai conhecer o Nicholas descalça mesmo". Puxei ela e saímos em direção a fila dos que tinham  entradas antecipada. Aquilo estava parecendo algum filme de zumbis.

 Corri como nunca na minha vida! Hoje se eu der 5 passos correndo já fico cansada. Culpa do Nicholas. Chegamos finalmente ao estande da Arqueiro e já havia uma fila quilométrica. As senhas começaram a serem distribuídas e eu, que era a primeira da fila lá de fora, peguei a senha 222. Olhem só quantas pessoas conseguiram correr na minha frente. A maioria eram homens, o que me deixou bem chateada na hora em que eu corria e pensava "Olha essa gente toda correndo mais que eu" (risos).

Como já tinha minha senha, resolvi dar uma volta nos estandes e visitar alguns amigos por lá. A mãe da minha amiga saiu da Bienal para comprar um chinelo para ela (ela não podia ficar até o final do dia descalça), e minha mãe foi com minha amiga comprar alguns livros enquanto eu estava na fila para pagar alguns livros na Intrínseca. De repente, veio o anuncio "Atenção! Nicholas Sparks decidiu autografar o livro de todos, independente de ter senha ou não." Nesse momento era gente correndo de tudo que é canto, livros de outros estandes caindo no chão e mais gritaria. Como eu estava com minha senha fiquei tranquila, pois por um motivo de lógica, se nós corremos e passamos tanto aperto por causa de uma senha, eles teriam que dar prioridade para os que já tinham senha.
 Quando terminei de comprar meus livros, resolvi dar uma olhada no Auditório, onde aconteceria uma palestra do Nicholas antes dos autógrafos e onde aconteceriam os autógrafos depois. Mais gritaria, mais confusão. Falei com um dos seguranças da Fagga, responsável pela organização do auditório, e ele me informou que iriam sim dar prioridade para os que tinham senha, mas que demoraria, pois a palestra havia sido cancelada e quem iria entrar primeiro era os que tinham senha para a palestra. Dito isso, achei melhor ir almoçar e depois voltar com calma.

 Quando voltei, a fila dava a volta no Pavilhão Azul inteiro (quem já foi no Rio Centro sabe que o P. Azul é o maior dos três e você até se perde lá dentro) e a fila não era única. Eram umas 4, 5 pessoas uma do lado da outra. Voltei na frente do Auditório e eles me informaram que eu, mesmo com senha, teria que entrar naquela fila e que alguém iria buscar os que tinham senha. Só podia ser brincadeira. Por sorte, as pessoas que tinham senha estavam formando a própria fila, assim não teriam como dizer que não estávamos organizados. Entrei na fila e esperei. No vídeo que irei postar no final do post, vocês poderão ver a multidão de pessoas que estavam lá e o que todos estavam gritando. Pelo que me falaram no dia, eram de 7mil à 9mil pessoas na fila, incluindo os com e sem senha, esperando.

 O pessoal da Fagga teve a cara de pau de dizer que os que estavam sem senha chegaram primeiro, mas é obvio que se nós tínhamos senha havíamos chegado primeiro.  Muitas pessoas sem senha entraram em nossa frente e tinham pessoas que estavam entrando pela segunda vez, ao mesmo tempo em que eu e milhares de pessoas não havíamos chegado nem perto do Auditório. Era um absurdo como eles nos tratavam. Havia gente mordendo os seguranças, puxando credenciais, e eles saiam empurrando todos, chegaram a chamar quem não tinha nada a ver de cachorro. As pessoas que faziam confusão entravam no auditório e nós, que respeitávamos todos eles e estávamos de forma organizada na fila e obedecendo as ordens, éramos tratados como lixo.

 De repente, uma mulher me perguntou "Você tem senha?", confirmei com a cabeça e mostrei a senha. Eu já estava rouca e cansada. Já estava parada no mesmo lugar fazia umas três horas. Aí ela falou: "Venha comigo." Mais uma vez parecia aquelas cenas de filme em que a mocinha está em um beco no escuro e aparece um cara super suspeito falando "Vem comigo." Eu não pensei duas vezes, peguei na mão da minha amiga de novo e fui. Aí pensei "Meu Deus, eu tô louca. Essa moça pode estar querendo me tirar da fila e eu tô indo. (já perceberam como eu estava fora de mim? risos)" Perguntei para ela: "Aonde você está nos levando?" ela virou para mim, riu e falou "Estou levando vocês para o Nicholas". Dessa vez não parecia filme, parecia SONHO!
 Acho que falei "obrigada, muito obrigada" umas 10 vezes. A moça balançava a cabeça e ria de mim, meio que entendendo como eu estava agradecida por ela ter aparecido e foi aí que reconheci: ela trabalhava na Arqueiro (e eu louca achando que ela só queria me tirar da fila). Demos a volta no Pavilhão e entramos pela saída do auditório, do lado de fora. Lá eu podia ver os seguranças segurando a entrada principal do auditório, onde a grande multidão esperava e balançava os portões tentando invadir. O barulho era horrível e parecia que se um daqueles caras saísse dali, a porta vinha abaixo. No vídeo no final desse post vocês podem ver como o auditório estava cheio e o momento em que Nicholas deu um "tchauzinho" para todo mundo e todos foram a loucura.

 Quando cheguei perto da mesa a felicidade já não cabia dentro de mim. Fiquei prestando atenção e vi gente esquecendo livros, enquanto outros pegavam livros de outros que já estavam autografados. Isso aconteceu porque eles pegavam nossos livros quando ainda tinham 3 pessoas na nossa frente e Nicholas já estava no automático: sorria, autografava, cumprimentava, autografava, agradecia, autografada, tirava foto, autografava. Os livros iam para o lado e as pessoas esqueciam e outras saiam com dois, ou três a mais.

 Na minha vez eu fiquei emocionada. Tive que dar um grito com as meninas da frente pois elas quase pegaram meu livro. Falei em inglês (olha o que a emoção não faz) e o Nicholas chegou a rir de mim. Eu queria agradecer o sorriso, os personagens memoráveis, as alegrias e as lágrimas que soltei com seus livros e principalmente, pela simpatia e disposição de perder um vôo e atender a mais de 1800 pessoas naquele dia, mas um "thank you" saiu da minha boca e eu fiquei parada. Ele olhou para mim, sorriu e respondeu, em português "obrigado você". Parei de novo. A moça da Arqueiro disse "próximo" e um "thank you so much, obrigada" (exatamente assim) saiu da minha boca.

 Hoje eu olho minha foto e ainda acho que é mentira. Agora, vendo o vídeo que editei, fiquei com vontade de chorar pois eu nunca tinha passado por tantas coisas como passei pelo Nicholas. No final de tudo, valeu a pena e eu sim, faria tudo de novo. Nicholas hoje não é apenas um autor. Não é "apenas" o meu romancista favorito. Ele  é o cara incrível que sorriu pra mim, me devolveu um "thank you" e acrescentou um "you're welcome" quando eu já não acreditava no que estava acontecendo. Ele é o cara que tornou um dia cansativo, em um dos melhores dias da minha vida.

 Só tenho a agradecer ao pessoal da Editora Arqueiro / Sextante porque mesmo no meio da confusão e das pessoas loucas querendo agredi-los, eles tentaram ao máximo atender os leitores de maneira correta e como foi prometido. E obrigada, principalmente, por trazerem o Nicholas. Mesmo com a confusão, vocês são responsáveis pela alegria de mais de 1800 pessoas.

Comentários

  1. Aqui em SP também foi a maior loucura, mas a organização da Saraiva tava ótima e tratou quem chegou cedo com a maior exclusividade/prioridade! Fiquei umas 10h dentro de um auditório ouvindo os gritos lá de baixo e, sim, faria tudo de novo rs

    www.resenhasealgomais.com.br

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  2. Eu fui nesse dia e foi uma loucura! Nunca tinha passado por isso na vida! Só pelo Nicholas...rsrs... Ele é uma amor de pessoa!!!
    Adoreii seu post.... me adiciona no facebook?
    https://www.facebook.com/thamires.ricardo

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  3. Eu fui nesse dia e foi uma loucura! Nunca tinha passado por isso na vida! Só pelo Nicholas...rsrs... Ele é uma amor de pessoa!!!
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  4. Eu sinceramente não invejo muito ESSE autografo, pq não gosto dos livros dele (não me joguem pedras, por favor! Só não gosto de romances!! >.<)

    Fico feliz que as pessoas que gostam dos livros deles tenham tido a oportunidade de conhece-lo pessoalmente e conseguir autografos! hehe

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  5. Que postagem maravilhosa! Certamente,você nunca mais vai esquecer desse dia. Gostei demais do vídeo e com essa música dá para sentir a emoção desse encontro.Parabéns Mari!

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  6. Oi Mariana,
    tudo bem?
    Nem acredito que conseguiu o autógrafo dele!!! Falaram que nesse dia deu muita confusão.
    Parabéns!!!!!!
    Beijos.
    Cila- Leitora Voraz
    http://www.cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  7. Oi Mari!
    Este post é emocionante e envolvente! Acompanhamos seu dia e torcemos mtoo para que no final dê tudo certo. E deu super certo, os livros, os autógrafos, vc juntinho do NS e o vídeo que está maravilhoso!
    Sou sparkiniana de carteirinha e amei, me senti como se estivesse lá <3
    bjsss

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  8. Oii Mari!
    Nossa, eu fiquei louca só de ler o post.
    Eu sou uma fã incondicional do Nicholas e fiquei muito triste por não ter ido nem na Bienal, e muito menos na sessão de autógrafos que ele fez aqui em Sampa.
    Mas espero que não falte possibilidades!
    Muito linda você ♥
    Beijos, beijos

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