Quinto dia de Bienal (07 de setembro)

 
 Acordei bem cedo no sábado 07. Este seria meu último dia de Bienal 2013 e eu queria aproveitar ao máximo. Arrumei a mochila com dois livros da Thalita Rebouças que minha amiga pediu para que eu autografasse, e os dois livros do Pedro de Camargo (um para mim e outro para vocês). Lá eu queria comprar um dos livros do Eduardo Spohr para finalmente conhecê-lo e ter meu livro autografado, e comprar o novo livro da Bruna Vieira para vê-la novamente.

 Eu estou acostumada a ir só de carro ou táxi para a Bienal (já começo falir no caminho, viram?), mas descobri que tinha um ônibus que ia direto pra Bienal. A salvação do meu sábado! Já era meu quinto dia de Bienal e eu tinha descoberto tal ônibus no meu terceiro. E ir um dia de ônibus é pra glorificar de pé, irmãos! (risos) Mas é sério. Já foram para a Bienal de táxi pelo menos um dia? Dá para comprar uns 50 livros. Com a promoção de 2 reais da Intrínseca então...


Logo que entrei no ônibus lotado (que pelo menos era um ônibus cheio de gente compartilhando o mesmo amor: livros) ouvi alguém falando "Olha que blusa linda! Ela é blogueira." Sorri logo. A pessoa que falou isso foi o Leonardo Medeiros, que estava com sua irmã e logo me falou sobre seu livro, "Safira". Já estou super ansiosa para começar a lê-lo. Fomos o caminho todo conversando sobre livros, músicas, séries...
 Chegando na Bienal combinei de encontrar o Leonardo no estande da NC. E qual foi o primeiro estande que parei nesse dia? O estande da NC, mais uma vez (risos). Já que o pessoal gostou tanto dos cupcakes da minha mãe no dia 31, decidimos levar brigadeiro e beijinho dessa vez. Quando cheguei fui logo falar com o Ludson e o Wesley. Tamires e Thiago estavam recebendo alguns manuscritos, então resolvi ir até a fila para pegar senha para ver a Thalita Rebouças. Encontrei o Leonardo lá (que gentilmente pegou a senha para mim) e também a Fml Pepper. Depois encontrei o Marcelo Amaral e a Carol Gama, e fui para o estande da Record fazer a entrevista com a Dricca Pinotti.
 A Drica é uma fofa, gente! Quem estava lá e tirou algumas fotos para mim durante a entrevista foi o Bruno Borges, que é agente da Drica. A entrevista e o recado da Drica para vocês pode ser conferida logo abaixo:

 Depois da entrevista com a Drica, resolvi dar uma volta e ver informações corretas sobre as senhas do Spohr e da Bruna (as informações estão sempre no Facebook ou sites das Editoras, mas como nos outros dias muitas sessões foram mudando de local na última hora, resolvi não arriscar). No estande da Record a fila para o Spohr já se formava às 12h da tarde, sendo que a sessão de autógrafos começaria apenas às 18h! O autor já havia falado que autografaria todos os exemplares, de todos os leitores que quisesse, e eu já estava vendo que a fila ficaria imensa. Fui até o estande da Gutenberg e a moça do caixa, totalmente simpática, me deu todas as informações sobre horários e locais referentes aos autógrafos dela. Como ainda tinha algum tempinho, resolvi ir até o estande da Novo Século dar um "oi" para os autores queridos que estavam por lá.
 Mais uma vez encontrei Lu Piras, Felipe Colbert, Ricardo Valverde, Adriana Brazil, Renata Ventura, Cris Motta e Laura Conrado, só que dessa vez fiquei super feliz ao encontrar Chico Anes fazendo uma visita ao estande dos amigos escritores. Eu já havia falado com o Chico que queria muito conhecer ele na Bienal, mas até então ele estaria lá apenas no dia 8, e como eu não sabia se iria, fiquei bastante chateada. Por sorte, Chico mudou seu dia e havíamos combinado de nos encontrar. Aproveitamos para tirar algumas fotos e conversar um pouco, e combinei com o Chico de vê-lo depois no estande da NC para que ele autografasse meu exemplar de "O Sonho de Eva".

  Posso dizer que esse foi o dia do meu almoço mais divertido na Bienal. Quando sentei com minha mãe para almoçar veio a primeira surpresa: minha linda e querida amiga (e xará) Mariana Ribeiro, apareceu do lado da mesa. Nós sempre nos comunicamos pela internet, e sempre falávamos do dia em que iríamos nos conhecer. Fiquei tão feliz em vê-la na minha frente que na hora de levantar quase derrubei a mesa  e a comida que estava mastigando (comecei a perder a dignidade na Bienal no dia do Nicholas, então isso era fichinha hahaha). Dei um super abraço na Mari e combinamos de nos ver no estande da NC (já viram que o estande da NC é o point de encontro dos blogueiros, né? risos) para colocar o papo em dia. Minutos depois, quem apareceu ao meu lado foi a queridíssima Luciana, colunista e resenhista do Sobre Livros. A Lu é mais fofa ainda pessoalmente, fiquei super feliz ao vê-la também. Nem preciso dizer aonde marcamos de nos ver, preciso? Mais alguns poucos minutos passaram e encontrei alguns amigos do colégio. Uma amiga é super fã do Spohr e como não poderia ficar muito tempo na Bienal, pediu para que eu autografasse o livro para ela. Minha resposta, obviamente, foi "claaaaaaaro", pois eu já queria conhecer o Spohr e como a fila para comprar o livro (que estava 40 reais em plena Bienal) era enorme, acabei desistindo. Terminei o almoço e lá fui eu para o estande mais amado de todos (risos).
 Lá na NC pude entregar os docinhos para Tamires, Ludson, Thiago e Wesley. E o Ludson me deu um presentão: uma camisa de Bruxos e Bruxas que o pessoal que trabalhava no estande estava usando. Uma para mim, e outra para minha mãe. Eu estava babando na camisa desde o dia anterior, em que vi alguns usando pela primeira vez. Só faltei sair pulando pelo estande. Decidi colocar em cima da camisa do ML pois ainda queria gravar um vídeo com a Bruna e, quem sabe, o Spohr,então ficar indo no banheiro trocar de roupa toda hora não ia dar certo.
 
 Reencontrei a Lu e a Mari, e o Chico e o Pedro puderam autografar meus livros. Rolou um bate-papo com a Tamires e o Wesley sobre os livros Bruxos e Bruxas e A Livraria 24horas do Mrs. Penumbra. Assisti um pouco do bate-papo e depois fui para o Pátio Central, onde estavam sendo distribuídas as senhas da Bruna.
 Ao chegar o Pátio, vi uma pequena confusão. Acontece que as senhas estavam sendo distribuídas, e nós tínhamos que entrar na ordem da fila. Tudo bem que as senhas estavam na ordem, mas muitas meninas tinham pegado a senha mais cedo e não ficaram no local, então as que já faziam fila, tinham que ir dando espaço para as que chegassem depois. Eu sou do tipo de pessoa que sou a favor da senha, mas que na hora dos autógrafos não tenhamos que seguir uma ordem numérica. Tem senha, entra. Para mim deveria ser sempre assim.
 Sentei um pouco e quando a fila começou a andar fui procurar a menina que tinha a senha 201. A minha amiga estava com a senha 202 e eu com a 203. Sabem aquelas grades que colocam para organizar filas? Fui seguindo a fila por fora dela, para saber logo quem era a menina com a senha 201 e só entrar na grade em direção dela, aí veio o primeiro estresse. "Menina, você tem que ir por dentro né, inteligência. Indo por fora você perde o lugar." Quando olhei para trás era um funcionário da Gutenberg falando dessa forma grosseira comigo. "Claro que vai adiantar, se eu souber primeiro quem tá na minha frente é só eu seguir, ao invés de entrar e ficar me espremendo para ainda perguntar quem tem a senha.", respondi. Onde já se viu vir nessa grosseria? Encontrei a menina com a senha 200 e entrei pela grade. Descobri que várias meninas não estavam na fila na ordem correta. Tinha gente com número 200 e pouco, perto do número 20. Não reclamei, por que a organização deve ser feita pela Editora, não por mim. De repente, o homem voltou, depois de muitas reclamarem que a ordem estava errada, e resolveu perguntar a senha de cada uma. Ele encontrou um grupo de meninas que estava fora da ordem e disse "Vocês não sabem contar não? Que absurdo. Tem que seguir a ordem, não aprenderam matemática no colégio não?". Minha mãe respondeu "E você não aprendeu a ter educação em casa não?" Ele logo se calou. Não era comigo, mas isso não nos impedia de nos sentir ofendidas também.  Acho que se você trabalha, seja com criança, adolescente, jovem ou idoso, você tem que ter paciência. Se não gosta do seu trabalho, sinto muito. Pede demissão, mas não fica descontando a sua raiva no outros.
 Depois de umas duas horas estava chegando minha vez. No inicio eles chamavam de 5 em 5, levavam as meninas para dentro do Pavilhão Verde, e lá iam em direção ao estande da Editora, onde a Bruna estava autografando. Depois começaram a chamar de 10 em 10. Finalmente fomos conduzidas em direção ao estande. Formamos a fila de novo, e minha mãe foi para a frente do estande, para poder tirar algumas fotos para mim. Aí mais uma vez a Gutenberg deixou a desejar. Uma mulher que estava em frente da Bruna, queria que minha mãe saísse de lá. Minha mãe disse que iria tirar minha foto e ela queria ficar na frente de minha mãe. Até que um outro funcionário chegou e falou para minha mãe ficar ali, onde poderia tirar minhas fotos.
 Minha vez chegou. A Bruna é uma fofa! Você já sabem que a conheci em Dezembro, no lançamento de "Depois dos Quinze", seu primeiro livro. Dessa vez eu falei bem pouco com ela, os próprios funcionários da Editora nos apressavam. Minha mãe tirou uma foto e fez um sinal rápido para tirar outra, a mesma mulher que não queria que ela tirasse foto deu um grito "NÃO, PRÓXIMA". Dessa vez eu fiquei sem graça. Mas pela Bruna. Um absurdo esse tratamento de alguns funcionários da Editora. Todos ali compraram livros, ficaram horas em uma fila, não debocharam ou xingaram ninguém para eles falarem assim, e só queriam um autógrafo e uma foto pelo menos. Eu adoro a Gutenberg. O pessoal do marketing sempre é atencioso nos e-mails com os parceiros, quando fui comprar o livro da Bruna, uma atendente e a moça do caixa foram MUITO simpáticas (até elogiei elas), mas na hora dos autógrafos...
 Voltei ao estande da Record para saber do Eduardo Spohr e me informaram o local. A fila estava gigante! E já passavam de 20h (e sim, eu acabei não autografando os livros da Thalita para minha amiga). Quando cheguei em casa descobri que o Spohr autografou até 23h. Um grande exemplo de autor. Fiquei impressionada. Spohr realmente merece os fãs e o sucesso que tem!
 Voltei ao estande da NC. Dessa vez encontrei a Cami lá, e ficamos conversando um pouco com o Wesley. Depois, quase às 21h, falei "Eu ainda preciso tirar foto com a J.K.!" a Camila, por um momento, achou que eu estava falando da J.K. em pessoa. Já imaginaram como seria uma Bienal com a J.K.? Aquilo ia para o chão! Demos uma volta, comprei mais dois livros na Intrínseca e voltei na NC para me despedir do pessoal (Já perceberam que não importa aonde eu vá, sempre acabo voltando para a NC?). O Ludson e a Tamires tinham ido comer, então só pude me despedir do Wesley. Acho que foram uns 20 abraços até eu realmente ir embora. O pessoal da NC é o mais querido. Ir embora, sem saber se voltaria no dia seguinte, me fez até ficar emocionada, acreditem. Eu realmente não queria ir embora! Ainda mais sem me despedir do Ludson e da Tamires. Pedi para o Wesley mandar um beijo para cada um e ele falou "Você vai voltar amanhã, tenho certeza." Respondi com "Quem me dera.". Dei um último "tchau", e fui em direção a saída.
 Meus olhos se encheram de lágrimas quando saí pelo portão escrito "Até 2015!". Eu tinha esperado dois anos para estar na Bienal e havia passado tão rápido... (E sem falar que eu estava ficando emotiva demais depois dessa Bienal hahaha). Saí de lá desejando que os próximos dois anos passassem bem rápido, para poder entrar lá de novo. Eu só não sabia que no dia seguinte, não iria aguentar ficar em casa sabendo que era o último dia de Bienal...

Comentários

  1. Oi Mari

    AMEI essa cobertura muito bom reviver o quepassamos, vc é super querida de todos e isso a gente vê pelo sorriso nas fotos

    Parabéns

    beijos imensos

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    1. Oi Raffa \o
      Obrigada! Te adoro demaaais,
      beijão

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  2. Maaaaaaaaaaaaaaari! Tudo bem?
    Fique fascinada pelas suas fotos e olhas, você deve ter aproveitado muito bem a Bienal, não?
    Amei as fotos, e fiquei super feliz por você ter visto a Bruna, eu tenho uma vontade imensa de conhecê-la!
    Mas fiquei chateada pelo fato de a editora Gutenberg ter tratado os leitores com um pouco de ignorância. Achei meio um descaso, o que não é certo. Os leitores engrandecem a editora =/
    Beijos

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    1. Oi Nathiiiii :D
      Nossa, minhas pernas nunca mais serão as mesmas hahaha
      A Bruna é uma, das duas vezes que a vi ela foi super querida, foi realmente uma pena o tratamento da Editora, nunca havia sido tratada assim nem por essa, nem por outra editora.
      Obrigada pelas visitas de sempre,
      beijão

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  3. Oi Mari!
    Maravilhosa sua cobertura da Bienal, envolvente e emocionante.
    Vc nos proporcionou uma verdadeira viagem por esses dias de cultura.
    Me peguei por diversas vezes torcendo pelos autógrafos e comemorando junto e outras brigando pela organização das filas como se estivesse lá, mas sempre devorando cada post com atenção e informação de qualidade, assim foram as cores com as quais vc nos pintou as telas desses dias bacanérrimos.
    bjss

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    1. Luna lindaaaa \o
      Nossa, que comentário maravilhoso! É super gratificante saber que você e os demais leitores me acompanham e gostam do que escrevo aqui. Obrigada mesmo ♥

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  4. Ah, esse pessoal que vai na Bienal e me mata de inveja conhecendo os autores! =(

    É uma das coisas que eu mais gosto nesse tipo de evento. Isso e os autografos, claro =P

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