[Resenha] Primeiro Amor | James Patterson

 
Autores: James Patterson e Emily Raymond
Título: Primeiro Amor
Título Original: First Love
Número de Páginas: 240
ISBN: 9788581633909
Grupo Editorial: Novo Conceito
Selo: Novo Conceito
Sinopse: Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.
"Nunca passou por minha cabeça antes que a palavra juntos era tão complicada"

 Eu já estava ansiosa para a chegada desse livro desde que a Novo Conceito anunciou que o publicaria. Ele é baseado na história do próprio James Patterson, que diz, antes do primeiro capítulo, que espera que esse livro o faça recordar do pouco tempo que ele pôde passar ao lado de uma mulher chamada Jane, que morreu jovem demais por conta de um câncer. Já comecei a me emocionar daí. Quando fui dar uma olhada no Instagram, me deparei com a foto da Mi Cherubim (do Memories Of The Angel) dizendo: "Estou toda inchada e confesso que acabei com um rolo de papel higiênico." e ainda complementa dizendo que não leu "A Culpa é das Estrelas", mas pelo que contaram para ela, este era bem parecido. Depois dessa, já preparei a caixa de lenços.

 Alexandra Moore é a típica "garota certinha": tira notas ótimas, é sempre muito comportada, cuida da casa, é boa filha e não costuma sair tanto com os amigos. Ou melhor, com seu confidente e melhor amigo Robinson, que está tão acostumado com o esforço de sua amiga para se dar bem no colégio que logo se assusta ao ser informado de que Axi não só está com médias baixas no colégio como quer fugir de casa.
"Eu sentiria saudades daquele apartamento, daquela cidade, daquela vida do mesmo modo como um ex-presidiário sente falta de sua cela na prisão, o que resume a: Nem. Um. Pouco."
 Robinson logo aceita fugir com ela, mas já começa a viagem interrompendo o roteiro: ao invés de ir de ônibus para o primeiro destino, ele quer roubar uma moto. O medo logo é substituído pela adrenalina e Axi perceber que tudo pode ser ainda mais divertido ao lado dele. O problema é que além de criminosos, agora eles parecem ser mais do que amigos. Pelo menos para Axi, que percebe que o carinho que ela sente por Robinson está crescendo muito mais do que deveria.
"Até onde eu sabia, nunca ninguém morreu de loucura"
 Logo nas primeiras páginas eu já estava adorando a dupla. Axi é muito divertida e Robinson consegue ser ainda mais. Acaba sendo impossível não amar o jeito de Axi, que sempre cita livros que Robinson nunca seria capaz de ler e sempre tenta fazer ele se alimentar de maneira mais saudável. Ele, por sua vez, nos diverte com suas cantorias, apelidos para a amiga e a forma engraçada que ele faz absolutamente tudo durante a viagem. O meu maior desejo durante a leitura era ser amiga desses dois e poder participar de tudo. E, claro, dar uma forcinha para que eles ficassem juntos logo.

 Se eu já me emocionei no pequeno texto do autor no início do livro, quem leu vai concordar que ele e Emily Raymond nos reservam outros vários momentos emocionantes durante o mesmo. Eu gostaria de poder citar alguns, ou comentar tudo o que senti em pelo menos um deles, mas acho que seria injusto adiantar uma surpresa que acho que vocês devem ter, assim como eu. De qualquer forma, acho que posso dizer que James consegue fazer com que os leitores amem não só seus personagens, mas amem também Jane Blanchard, seu primeiro amor, a mulher que inspirou esse livro. E que com certeza tem seu sorriso eternizado nele.
 Comecei a ler o livro ontem (17), parei na página 26 porque tive que resolver algumas coisas e hoje mesmo (18) conclui a leitura. Deu para perceber como a história é incrível, não? A diagramação está impecável! Adorei a ilustração no alto da página no início dos capítulos, os capítulos curtos (característicos de James) que sempre terminam um uma frase de impacto e a fonte, o tamanho das mesmas e as folhas amareladas ajudam ainda mais no rendimento da leitura. Eu adorei o kit (clique aqui para conferir) que chegou com o livro e essa capa também é linda! Ela é a mesma que a capa americana e é bem parecida com a capa Portuguesa (ao lado), publicada pela Editora TopSeller lá em Portugal.
"Salvamos um ao outro, Robinson e eu. Ou, pelo menos, ele me salvou."
 Axi e Robinson são dois personagens que ficarão gravados em minha memória. James Patterson e Emily Raymond mostram aos leitores a força que o amor tem apesar de qualquer obstáculo, de qualquer doença. Não importa quantas vezes não deu certo ou o que possa ser empecilho, o verdadeiro amor sempre estará presente na vida de cada pessoa, aconteça o que acontecer. A verdade é que, como a própria Axi diz: "A melhor coisa do mundo é saber pertencer a outra pessoa". Da mesma maneira como ela e Robinson pertenceram uma ao outro.

 Para completar, a NC fez um booktrailer com depoimento de leitores e blogueiras que contaram para eles sobre seu primeiro amor. Vale a pena conferir: