[Das Páginas Para as Telas] A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)


"Pain demends to be felt."
"A dor precisa ser sentida."

Titulo: A Culpa é das Estrelas
Titulo Original: The Fault in Our Star
Produtora: Twenty Century Fox
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Willem Dafoe, Laura Dern, Sam Trammell e Lotte Verbeek
Sinopse: Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.
"Presumably 'okay' will be our 'always'"
"Presumo que 'okay' será o nosso 'sempre'"
 Vou ser bem sincera e dizer que não sei nem por onde começar. "A Culpa é das Estrelas" é um livro que marcou muito a minha vida, se tornou um dos meus livros favoritos, e eu só tenho elogios para a história, os personagens e o autor. Quando foi anunciado que ele se tornaria um filme eu não sabia se estava feliz ou com medo, pois das duas uma: ou ele seria tão incrível como o livro, ou arruinariam tudo. Por sorte, ganhou a primeira opção.
"Would be a previleged to had my heart broken by you."
"Seria um privilégio ter o coração partido por você."
 "A Culpa é das Estrelas" nos apresenta a história de Hazel Grace (Shailene Woodley), uma menina que vive cada dia imaginando qual deles será o seu último. Hazel tem câncer e odeia a ideia de ter que ir ao grupo de apoio cristão, uma vez que não há forma de mudar o destino de todos ali, mesmo que alguns tentem. Quando sua mãe passa a forçá-la a frequentar o grupo, ela acaba conhecendo Agustus Waters (Ansel Elgort), um garoto que está há alguns anos sem evidências de seu câncer e cheio de humor. Hazel não tem como evitar, e ela e Gus acabam se tornando grandes amigos - mesmo que ele admita querer ser mais do que isso - e ela até que vai tentar se afastar, fortalecendo a ideia de que quanto menos gente conhecer, menor será o número de pessoas tristes após sua morte, mas Agustus vai tentar fazê-la mudar de ideia.
"[...] some infinities are bigger than other infinities."
"[...] alguns infinitos são maiores que outros infinitos."
 Eu ainda estou impressionada com como o filme está lindo. Nós estamos tão acostumados com várias adicionais e tantas outras excluídas (em relação aos livros) que eu fico até arrepiada só de lembrar de como este foi fiel. John Green teve grande importância, claro, uma vez que ele esteve presente todos os dias nas gravações (inclusive, postava fotos e videos nas redes sociais, deixando todo mundo mais ansioso!) e disse em várias entrevistas que gostaria de fazer todos os leitores felizes com a adaptação. Eu fiquei com muito medo de eles fazerem um filme de uma hora e meia, mais ou menos, mas fui surpreendida quando anunciaram que a duração era de mais de duas horas (que, infelizmente passam rápido demais, porém foram muito bem aproveitadas).
 Vou confessa outra coisa e dizer que: quando vi Shailene Woodley como Hazel, eu chorei. Chorei mesmo! Eu vi a primeira foto dela de cabelo curto e só pensava: meu Deus, é a Hazel! Ela é realmente a Hazel que eu imaginei, sem tirar, nem por. E você pode até não gostar de Shailene, mas tem que admitir que a atuação dela é impecável. Ela tem um carisma único, consegue colocar todo sentimento necessário na personagem e passá-lo para os espectadores exatamente com a Hazel do livro passou para os leitores. Esse filme, em especial, é o que ela está mais natural, e acho que isso se deve ao fato de ela ter amado tanto o livro e sentir que Hazel deveria chegar às telonas de forma perfeita. Para quem não sabe, quando ela terminou de ler o livro, enviou um e-mail para John Green dizendo o quanto amou o livro e prometeu que, se virasse filme, ela seria a atriz escolhida. John nem a conhecia, riu ao ler a carta, mas quando viu o teste dela e lembrou do nome, admitiu que ela era a Hazel perfeita.
 Quando vi que Ansel Elgort havia sido escalado e, depois de assistir "Divergente", eu ficava falando para mim mesma: "gente, não vou conseguir aceitar ele como Agustus" e admito que foi assim até ver a primeira cena dele no filme. O olhar, a postura... era o Gus no cinema! Ele consegue fazer exatamente todos os olhares e todas as piadinhas no tom que o Gus faria, e faz qualquer um suspirar quando diz algo relacionado aos seus sentimentos para com Hazel. Eu me surpreendi com sua atuação pois em "Divergente" não vemos muito dele e Caleb é um personagem totalmente oposto de Gus - e um personagem que eu, particularmente, não gosto tanto -, o que faz dele uma grande revelação.
 Falando do humor, este não é um filme apenas sobre o amor, é sobre amizade e família também. Quem conseguiu assistir ao filme sem rir da relação de Gus com Isaac (Nat Wolff)? Os dois conseguem fazer as piores piadas que alguém com câncer poderia fazer e, o que  as torna engraçadas, é justamente o fato de eles "viverem bem" com isso. Eles não tentam se fazer de coitados, ou usam o câncer para deixar os outros com pena. Eles mostram que vale a pena viver o hoje, aproveitar cada minuto da vida sem pensar que algo pode ser feito amanhã - e, para isso, não é necessário ter câncer. Hazel também ganha os espetadores ao torcer para que os pais sigam sua vida e não tentem lembrar dela após sua morte, pois não quer que eles atrasem mais ainda suas vidas. Gus também fica admirado com o pensamento, já que seu maior medo é de ser esquecido, mas, uma vez, quando eu era bem pequena, vi uma reportagem de uma mãe que havia perdido o filho, e ela disse palavras que eu nunca esqueci: "Um filho quando perde os pais fica órfão, mas a ideia de ter um pai perdendo seu filho é tão horrível, que não há palavra para definir." É justamente isso que Hazel quer dizer e isso que a torna uma personagem ainda mais marcante.

 A trilha sonora do filme é linda. Uma semana antes de ver o filme eu fiz download de todas as músicas e, desde então, tenho escutado todos os dias pelo menos metade dela, mas tenho que destacar algumas: "No One Ever Loved", de Lykke Li emociona desde o primeiro acorde e "Wait", de M83 e "Not About Angels", de Birdy (que tem mais quatro músicas na trilha!) não ficam atrás;  Grouplove será lembrado para sempre como a banda que fez tanta gente chorar no trailer de um filme - com "Let Me in" - e "Best Shot", de Birdy e "Strange Things", de The Radio Dept entram nas cenas perfeitas. Claro que "Bomfalleralla" fez e fará todo mundo rir ao assistir a cena com o escritor Von Houten - e eu ainda vou aprender a cantar! haha.
"We bottled all the stars for you this evening, my young friends"
"Nós engarrafamos todas as estrelas para vocês esta noite, meus jovens amigos."
 Emocionante e encantador, deste o trailer, "A Culpa é das Estrelas" realmente parte o nosso coração e surpreende aos que leram ou não o livro. Esta é mais do que uma história sobre câncer. É uma história sobre viver o amor a qualquer custo e aceitar nosso destino. Hazel Grace e Agustus Waters são personagens cativantes, capazes de nos fazer ter vontade de mudar a própria vida e que, com certeza, ganharão todos os espectadores. Hoje, mais do que nunca, eu gostaria de poder conhecer John Green e dizer:  foi um grande privilégio ter o meu coração partido por você e sua história.