[Das Páginas Para as Telas] O Doador de Memórias (The Giver)



Título no Brasil: O Doador de Memórias
Título Original: The Giver
Inspirado no Livro: O Doador de Memórias (The Giver), de Lois Lowry
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Robert B. Weide
Distribuição: Paris Filmes
Elenco: Brenton Thwaites, Jeff Bridges, Meryl Streep, Katie Holmes,  Alexander Skarsgård,  Odeya Rush,  Taylor Swift,   Cameron Monaghan
Gênero: Distopia, Drama
Sinopse: Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade.
 "Memories are not just about the past, they determinate our future."
"Lembranças não são apenas sobre o passado, elas determinam nosso futuro."
 Ontem postei aqui a resenha do livro que deu origem ao filme e vocês puderam ver que fiquei um pouco decepcionada, mas o trailer do filme não me deixou desanimada. Só de assisti-lo dava para perceber que, talvez, as cenas que não achei tão emocionantes no livro poderiam me agradar mais nas telas e assim foi.
"I cannot prepare you for wha'ts about to happen."
"Eu não posso te preparar para o que vai acontecer."
 Estamos em uma sociedade distópica onde os sentimentos são desconhecidos. Amor, dor, raiva e saudade são sentimentos que não existem pois os líderes acreditam que um sentimento bom leva  outro ruim e, para se ter paz, é necessário que nenhum deles seja conhecido pelas pessoas. Ao completarem 18 anos todos tem seu futuro decretado através de cerimônia onde os indivíduos serão destinados a sua respectiva área de trabalho. Cada um tem seu número e Jonas (Brenton Thwaites), um garoto que acaba não se encaixando em apenas um trabalho, é escolhido para ser o próximo recebedor de memórias. Jonas não tem nem ideia de como será seu treinamento, mas, em pouco tempo, ele já tem uma opinião sobre o passado, o presente e o futuro de sua sociedade.
"You can change, you can make things better."
"Você pode mudar, você pode melhorar as coisas."
 Não vou dizer que o filme é muito melhor do que o livro pois eu estaria mentindo, mas mesmo com muitas cenas cortadas, o filme me agradou mais. Na resenha do livro eu mencionei o fato de achar que a narrativa sem muito sentimentos era para que os leitores se sentissem realmente parte daquela sociedade cheia de mentiras, porém mesmo entendendo a possível intenção da autora, não consegui gostar tanto da leitura. Por outro lado, ao ver o filme eu conseguia ver melhor como aquelas pessoas realmente não sentiam nada em relação umas às outras. O início do filme é em preto e branco, exatamente como os cidadãos enxergam as coisas e, ao longo dele, vamos descobrindo as cores junto à Jonas.

 No livro nosso personagem principal tem 12 anos, porém no filme tem 18. A mudança ocorreu para melhor, ao meu ver, e quem leu o livro e assistiu o filme tem que concordar: não seria possível passar a mesma emoção do filme com um ator de 12 anos e o romance não seria possível. No livro existe sim o amor que Jonas sente, ou melhor, está descobrindo por Fiona. Já no filme, Fiona (Odeya Rush) chega a conhecer a conhecer mais do que é o amor e, ouso dizer, melhorou a trama.
 Eu não posso deixar de comentar sobre a atuação de Taylor Swift e Mery Streep! Eu, realmente, achei que a participação de Taylor Swift seria maior, já que isso já aconteceu em outras adaptações, como Divergente (a personagem de Kate Winslet, Jeanine Matthews, não chega a ter tanta importância no livro, mas isso foi adaptado por ser uma grande atriz no papel), por exemplo, mas não é o que acontece. A participação de Taylor é mínima, ao contrário da importância de sua personagem.

 Meryl Streep nunca deixa a desejar. A mulher é sensacional! Consegue nos passar tudo que a personagem, a chefe dos anciões, pede. Esta é uma personagem que conheceu os sentimentos e privou a sociedade de conhecê-los por acreditar que os sentimentos ruins vem dos bons. Eu acredito que ela tem ainda muito mais que acrescentar e espero que haja a adaptação dos outros três livros da série para termos mais Meryl por aí.

 A trilha sonora de O Doador de Memórias também não deixa a desejar. Temos One Republic (que estão presentes em praticamente todas as trilhas sonoras dos filmes atuais e uma das minhas bandas favoritas) com "Ordinary Human" e "I Lived", Capital Cities com "One Minute More", Tori Kelly com "Silent" e Jake Bugg com "Feel What's Good" e Rixton com "Whole". Temos mais 7 músicas na trilha, porém essas citadas são minhas favoritas e indico que vocês escutem antes mesmo de assistir ao filme.
"When people have the power to choose, they choose wrong."
"Quando as pessoas tem o poder de escolha, elas escolhem errado."
 O Doador de Memórias fala sobre sentimentos, perda e perseverança. O final do filme foi bem mais emocionante que o do livro e, sem dúvidas, este vai ser um filme que dividirá muitas opiniões. Eu, por exemplo, se não tivesse lido o livro talvez não achasse o filme tão bom, mas se assistisse primeiro, talvez apreciasse mais a leitura. Indico sim o filme, assim como indico o livro e, claro, me contem também o que vocês acharam!


 O livro que deu origem ao filme faz parte de uma série, que possui mais três livros. Nada foi divulgado oficialmente sobre uma possível continuação cinematográfica.