[Das Páginas Para as Telas] Se Eu Ficar (If I Stay)


Título Original: If I Stay
Título: Se Eu Ficar
Baseado no livro: If I Stay / Se Eu Ficar (Gayle Forman)
Direção: R. J. Cutler
Produção: Denise Di Novi
Roteiro: Shauna Cross

Elenco: Chloë Grace Moretz, Mireille Enos, Joshua Leonard, Stacy Keach, Liana Liberato, Lauren Lee Smith e Stacy Keach
Sinopse: Mia Hall acreditava que a decisão mais difícil que enfrentaria em sua vida seria ter que escolher entre seguir seus sonhos na escola de música Juilliard ou seguir um caminho diferente com o amor de sua vida, seu namorado rebelde, Adam. Mas quando o que deveria ter sido um passeio despreocupado de família leva a vida de sua mãe Kat, seu pai Denny, e seu irmão mais novo Teddy, tudo muda em um instante, e agora sua própria vida está em jogo enquanto ela está em coma em um hospital. Presa em um limbo entre a vida e a morte para um dia revelador, ela pisca de volta para seu passado, e tem uma experiência fora-do-corpo enquanto observa amigos e familiares se reunindo no hospital. Ela deve tomar uma decisão que não só irá decidir o seu futuro, mas o seu destino final.

"This is the secret, baby: you control this whole thing. If you life, if you die, i'ts all up to you.""Este é o seGredo, querida: você controla toda a coisa. Se você vive, se você morre, só depende de você."
 Houve uma grande estratégia de marketing do Grupo Editorial Novo Conceito para promover o livro "Se Eu Ficar". Só para início de conversa, nós, parceiros, recebemos kits com duas caixas de lenço personalizadas, ou seja: era choro na certa. Li o livro e adorei, porém não chorei. Quando terminei a leitura fui assistir ao trailer do filme e, adivinhem? Chorei desde o momento em que "Say Something" começou a tocar. 

 O filme traz a mesma história do livro sem muitas mudanças. Mia começa a rever momentos importantes de sua vida durante as 24h que sucedem o acidente que a deixa orfã. Ela lembra de seu primeiro beijo, o nascimento do irmão, seu primeiro violoncelo, momentos em família, momentos com a amiga, shows do namorado e por aí vai. Só que, além de pensar e refletir sobre cada um desses momentos, ela precisa decidir se morre e deixa parte da família e seus sonhos para trás, ou vive sem seus pais e tenta superar a perda para ir atrás de seus sonhos.
 Chloë Moretz Grace é a Mia PERFEITA. Ela já estava na capa do livro e, o motivo de eu não assistir ao trailer antes da leitura, era que eu gostaria de poder ter a minha Mia, sabem? Tentar imaginar como a personagem  seria se a atriz ainda não tivesse sido escolhida. Acho que o fato de nunca ter visto Chloe atuar ajudou, já que sua imagem na capa pouco influenciou minha imaginação, porém quando vi o trailer, a Mia estava ali, com vida (não é um trocadilho).

 Durante todo o filme pude perceber a delicadeza de Chloe e sua preocupação em passar toda a confusão e força de Mia. Ela é uma personagem frágil e intensa ao mesmo tempo, e era realmente necessário que a atriz conseguisse passar toda a mudança de estado e, principalmente, as dúvidas e certezas da personagem.

 No final da edição brasileira do livro tem uma entrevista que a autora do livro fez com Chloë e ela conta que Chloë era a atriz perfeita para ser Mia, mas quando os direitos de filmagem foram assinados, a mesma não tinha idade suficiente. Passaram-se anos até que o filme entrasse em produção e Chloë pudesse dar vida a Mia. Mais uma prova de que tudo tem seu momento, como a autora gosta de dizer.
"But the you who are now is the same you I was in love with yesterday, the same you I'll be in love with tomorrow."
 "Mas a você que é agora é a mesma você que eu estava apaixonado ontem, a mesma você que eu estarei apaixonado amanhã."
 Adam, namorado da personagem principal, é interpretado por Jamie Blackley, um ator até então desconhecido por mim. Ele está longe de ser (em termos de aparência) o Adam que imaginei, mas sua atuação é ótima. Adam é um personagem que, durante a leitura, não me despertou tanta emoção quanto no filme. Eu fiquei com raiva, torci e o adorei como não esperava que poderia acontecer. Mas, se você acha que ele é a prioridade de Mia quando ela precisa tomar a grande decisão, está enganado. Há muito mais do que o primeiro amor envolvido. Há a música!
"It's the music.""É a música."
 Mia é violoncelista e a música tem grande importância em sua vida. Seu pai tinha uma banda, sua mãe e ele tem vários amigos músicos e sempre tem algum tipo e encontro repleto de música e cantoria entre eles. Sem dúvidas, o que torna o filme mais emocionante que o livro "é a música". No livro nós podemos sentir a importância dela na vida da personagem, principalmente porque a mesma está tentando uma vaga em Juliard, a melhor escola de música e Artes Cênicas, localizada em Nova Iorque. Durante várias cenas do livro temos menções à músicas e, sem dúvidas, ouvi-las ao ver cada uma das cenas no cinema foi o que me fez chorar.
 Duas curiosidades: Chloë teve aulas de violoncelo durante 7 meses para saber coisas básicas como notas, postura e posições para o filme. Durante algumas cenas temos uma dublê que é realmente uma violoncelista, mas nas cenas de Chloë é impossível não se perguntar se ela não toca há anos. E, se você pensou "Nossa, parece que o ator que interpreta o Adam está cantando mesmo e não dublando", você não se enganou! Todos os integrantes da banda de Adam são músicos e nunca atuaram. Jamie é o único que fez algumas pontas em filmes, mas também é músico profissional!
 Eu gostei bastante de eles terem deixado os flashbacks acontecerem de maneira repentina, exatamente como no livro. É importante mostrar que a personagem tem essas lembranças do nada e que as mesmas são muito importantes para ela. A única coisa que senti falta foram de mais cenas com a avó. Durante a leitura eu fiquei encantada com ela, mas durante o filme, foi o avô de Mia que me emocionou (principalmente em sua última cena). Teddy se tornou ainda mais fofo, a mãe de Mia é ainda mais engraçada e o pai ainda mais importante. Kim, que é interpretada por Liana Liberato, que nos emociona em sua última cena e ainda nos faz ter mais vontade de ter a personagem como amiga.
 O que falar sobre o final? Quem leu o livro sabe como ele é emocionante e nos deixa com aquele gosto de quero mais, porém a Novo Conceito resolveu presentear os leitores com um capítulo da continuação, intitulada "Para Onde Ela Foi" (o título não é um spoiler, já que pode ser interpretado de duas maneiras) e isso não acontece no filme, já que ainda não há nada confirmado sobre a adaptação do mesmo. No cinema, em um momento eu estava chorando horrores e, quando o filme acaba daquela forma impactante, lá estava eu sorrindo! As pessoas ao meu lado me olharam com cara de "Que louca, a gente chorando a beça e ela rindo do final?" só que eles não entendiam a minha cabeça de leitora que se acostumou a se decepcionar com os finais sempre modificados das adaptações.
"Life is what pass when you are busy making planes"
"Vida é o que passa quando você está ocupado fazendo planos."
 Com cenas reflexivas, frases marcantes, atuações cheias de emoção e um final que vai fazer os leitores ficarem orgulhosos a adaptação de "Se Eu Ficar" não deixa a desejar. Este é um filme que mostra a importância de vivermos cada momento sem deixar que o mesmo passe ao se importar com coisas pequenas. É um filme que nos lembra a importância da família e dos amigos e, principalmente, sobre as escolhas que fazemos na vida. Corram para o cinema mais próximo e não deixem de conferir.
 

Confira aqui o Hangout do qual participei com a autora Gayle Forman.

Confiram aqui a resenha do livro "Se Eu Ficar".