[Das Páginas Para as Telas] Os Diários de Carrie (The Carrie Diaries)


Título: Os Diários de Carrie
Título Original: The Carrie Diaries
Baseado em: The Carrie Diaries (Os Diários de Carrie), de Candace Bushnell
Produtores: Miguel Arteta, Candace Bushnell, Len Goldstein, Amy Harris, Stephanie Savage, Josh Schwartz
Elenco: AnnaSophia Robb, Freema Agyeman, Chloe Bridges, Austin Butler, Matt Letscher, Stefania Owen, Ellen Wong, Brendan Dooling, Katie Findlay
Gênero: Drama
Sinopse: Estamos em 1984, uma época nada fácil para a adolescente Carrie Bradshaw, de 16 anos. Desde a morte da mãe, sua irmã mais nova, Dorritt, está mais rebelde do que nunca, ao mesmo tempo em que o pai, Tom, está assustado com a responsabilidade de cuidar de duas garotas sem nenhuma ajuda.
Os amigos de Carrie – o geek Mouse, a nervosa Maggie e o sensível Walt – deixam sua vida mais tolerável, mas a rotina suburbana de Connecticut não a ajuda a superar os problemas. Até mesmo a chegada de um novo estudante de intercâmbio, chamado Sebastian, não a ajuda a seguir adiante.
Portanto, quando Tom oferece a Carrie a chance de estágio em uma firma de advocacia em Manhattan, ela mergulha de cabeça na nova vida. Os olhos estão vidrados no glamour e na agitação de Nova York, o que a leva a conhecer Larissa, a editora da revista Interview.
Mesmo com um lugar em seu coração para amigos e parentes, Carrie acaba de se apaixonar pelo lugar mais importante de sua vida: a ilha de Manhattan.
 "- How hard is it to be happy?
 - Near to impossible."
"- Quão difícil é ser feliz?
 - Perto do impossível."

 Todos conhecem Sex and The City, certo? Mas poucos sabem o que a tornou Carrie Bradshaw a Carrie Bradshaw do seriado. A série de sucesso foi escrita em uma coluna de jornal pela Candace Brushnell que se inspirava no seu estilo de vida e no estilo de vida de suas amigas. Devido ao grande número de leitores, a HBO a tornou uma série de TV de muito sucesso, depois todos os textos de Candace foram unidos em um livro e, em 2010 - mais de 10 anos depois - a autora resolveu contar a história da Carrie adolescente. Em 2013, o canal The CW lançou a adaptação de The Carrie Diaries, que chegou a ser exibida no canal Boomerang aqui no Brasil. Como eu disse na resenha do livro, assisti antes de ler e, hoje, vou falar não só sobre o que achei, como sobre as mudanças.
"- Will you at least be nice to him when I’m gone?
 - I’ll try but I can’t promise. I’m still me after all."
"- Você vai ao menos ser legal com ele quando eu for embora?
- Eu vou tentar mas não posso prometer. Eu ainda sou eu depois de tudo."
 Carrie, seu pai, Tom, (Matt Letscher) e Dorrit (Stefania Owen), sua irmã mais nova, estão sofrendo as mudanças que chegaram com a perda da mãe. Sua mãe era sua conselheira e seu maior exemplo, só que agora, ela é a mulher mais velha da casa e se sente na obrigação de ser um exemplo para Dorrit, que só complica as coisas. A relação de Carrie com seu pai é muito bonita. Na série. Fiquei chocada nos primeiros capítulos do livro quando fui percebendo as mudanças, principalmente o fato de Carrie ter outra irmã, chamada Missy. No livro, Dorrit tem o mesmo temperamento rebelde, já Missy, que é a irmã do meio, é mais calma e mais parecida com Carrie. No livro, o pai de Carrie também é bem diferente: ao contrário do personagem da série que é compreensivo, Tom é muito mais rígido, estressado. Outra mudança é que  a mãe morreu há semana na série, já no livro, ela morreu há anos.
"I love you so much my heart hurts. Is that what love is supposed to feel like? Like pain?""Eu te amo tanto que meu coração dói. É assim que o amor deve se parecer? Com sofrimento?"
 Carrie quer evitar ao máximo os problemas para ajudar seu pai, só que um grande problema chega na cidade no dia da volta às aulas: Sebastian Kydd (Austin Butler). O personagem me deixou meio que com o pé atrás quando apareceu, mas depois daquela cena do primeiro beijo ao som de uma música que amo (já já falaremos da trilha sonora) já gostei mais dele. Ao longo da primeira temporada minha opinião sobre ele mudou muito, já na segunda, já sabia o que esperar dele, torcia para que o clichê estivesse presente sim (me julguem!) e no final... bom, vocês precisam assistir para saber, mas já digo que se você acha que os dois vão ser o tipo de casal grudento inseparável, é só ler o quote acima.


"It's fun not to be us and to not have to face the reality of who we really are and the things that scare us."
"É divertido não ser nós mesmos e não ter que encarar a realidade de quem realmente somos e das coisas que nos assustam."
 Claro que Sebastian não é o único presente na vida de Carrie. Na série ela tem três amigos inseparáveis: Maggie (Katie Findlay), a rainha do drama e que faz de tudo para não ter fama de piranha; Walt (Brendan Dooling), que é um fofo e descobrirá muito de si mesmo na primeira temporada; e Mouse (Ellen Wong), que é a nerd do grupo mas a responsável pelas nossas risadas de vez em quanto. As histórias desses três amigos de Carrie não passam despercebidas e, até quando eles não estão com ela, temos cenas dos mesmos. Na segunda temporada eu fiquei meio cheia da Mouse e um certo relacionamento dela, o Walt já não tinha tanta importância para mim e Maggie se tornou meio que a favorita dos três para mim por ser mais ela e não aquela aparência que ela queria manter. Eles tem as mesmas personalidades do livro, porém nele Carrie tem mais uma amiga, chamada Lali - que se mostrará não tão amiga assim (falarei mais dela daqui a pouco). 
"It's exhausting being fabulous."
"É exaustante ser fabulosa."
  Carrie tem o sonho de se tornar escritora e, após seu pai conseguir um estágio em uma empresa de Advocacia em Manhattan, ela conhece Larissa Loughlin (Freema Agyeman), uma mulher cheia de atitude que é independente e editora da Interview Magazine, revista favorita de Carrie. É graças a ela que Carrie conhecerá mais da cidade, frequentará festas badaladas, se sentirá mais livre e terá seu sonho chegando mais próximo da realidade. Larissa é dona das melhores quotes da série e senti falta dela no livro. Os Diários de Carrie acompanha apenas a vida da Carrie no colégio - já que o estágio ainda não existe - e apenas no próximo volume, O Verão e a Cidade, vamos saber sobre a vida de Carrie em Manhattan e, acredito eu, a forma como conheceu as amigas de Sex an the City, mas Larissa, infelizmente, não está presente. Uma pena, pois acho que ela foi uma das melhores personagens da série.
"Sometimes you have to fake it to make it. After a while, what's fake becomes truth."
"Às vezes você precisa fingir para fazer acontecer. Depois de um tempo, o que é falso se torna verdade."
 Eu amei demais a trilha sonora da série. Quando eu era mais nova, tinha a mania de dormir apenas se estivesse ouvindo música e colocava em uma rádio que tocava apenas aquelas músicas ambientes antigas. Eu acabava buscando pelos artistas e ouvindo outras músicas dos mesmos e praticamente todas elas estão em The Carrie Diaries. A série se passa nos anos 80, então todas as músicas são dessa época. Tem desde The Cars até Madonna, passando por Kim Carnes, Cyndi Lauper e The Cure. A cena do primeiro beijo, que já mencionei, é marcada por Drive, do The Cars, e acho até que passei a gostar mais de Sebastian só pela música (risos). Mesmo que você não conheça as músicas, tenho certeza que vai acompanhar a série sempre terminando os capítulos em busca delas.

Livro x Filme: principais diferenças
(contém spoiler)

"I hate that I sabotage things when they're good because I think everythink good goes away."
"Eu odeio que eu saboto as coisas quando elas estão boas porque eu acho que tudo que é bom vai embora."
  • O episódio Piloto da série já conta boa parte da história do livro - sem muitos detalhes, claro;
  • Carrie é muito mais segura no livro e só na segunda temporada da série ela começa a ficar com a personalidade mais marcante, mas ao contrário do livro ela é mais centrada e cativante à primeira vista;
  • O relacionamento de Carrie com a família é muito mais difícil no livro do que no filme;
  • No livro Carrie tem mais uma irmã, Missy - mas ela é tão avulsa que nem faria falta se eu tivesse lido o livro antes de ver a série;
  • A mãe de Carrie faleceu há anos no livro, já na série, tem poucos meses;
  • No livro Carrie está no terceiro e último ano do Ensino Médio, enquanto na série ela está no segundo ano;
  • A amiga Lali não existe na série - e me pergunto se isso foi para cortar mais um autor na série, já que algumas atitudes de Maggie eram dela (!);
  •  O estágio em Manhattan também não existe, então o encontro com Larissa também não;
  •  O curso que Carrie consegue em Nova Iorque não vem da mesma maneira na série e no livro;
  •  O encontro com Samantha, que é uma das amigas da Carrie adulta, acontece em situações  diferentes.
 Algumas mudanças não eram tão necessárias, mas nenhuma delas atrapalhou o rendimento da história. Algumas  me pergunto o porquê de serem mudadas, pois eram coisas simples, mas no fundo sei que não fez tanta diferença. A melhor coisa que fizeram foi adiantar e criar situações para que a série fosse mais dinâmica, já que apesar de gostar bastante do livro, ele é meio que um presente da autora para os fãs da série Sex and the City, mas pelo que já ouvi falar da série, tenho quase absoluta certeza de que eles não ficarão tão satisfeitos assim - muito menos com a série, pois eles não são o público-alvo de The Carrie Diaries e as mulheres que se apaixonaram pela Carrie independente não terão paciência para acompanhar a Carrie adolescente.
"Sometimes to chase after your future, you have to stop running and plant yourself in one place. Take a stand and fight for what you want. And know that even after the darkest of nights, the dawn will come. And you will find a place where you don’t have to hide. A place to call home."
 "Às vezes, para perseguir o seu futuro, você precisa parar de fugir e se firmar em um só lugar. Escolha uma posição e lute pelo que quer. E saiba que mesmo depois da mais escura das noites, o amanhecer virá. E você encontrará um lugar onde não precisará se esconder. Um lugar para chamar de casa."
 The Carrie Diaries é o tipo de série adolescente leve e despretensiosa que traz personagens divertidos e uma história que pode até ser meio boba, mas te envolve e te faz querer saber mais. Eu não me interessava pela série até essas férias, quando quis assistir uma série mais leve e optei por The Carrie Diaries (o clichê às vezes é bom!), hoje já sinto falta de Carrie Bradshaw e suas frases marcantes no final de cada episódio. A série, infelizmente, foi cancelada na segunda temporada por conta da baixa audiência (os mais velhos não teriam paciência, como eu disse, e fizeram com que parecesse que eles eram o público-alvo da série), mas podem assistir que ela tem final - com gosto de quero mais - e traz bons momentos de reflexão sobre o futuro e a vida. 

 Para os fãs de Sex and The City, fizeram um vídeo com algumas referências da Carrie adulta na Carrie adolescente:

Comentários

  1. Não conhecia a série The Carrie Diaries. Já assisti Sex and the City e adoro, mas lendo essa resenha fiquei me perguntando se imaginava "o início" da Carrie assim. Acho que a mudança da família feliz para a série de TV não foi legal pois a Carrie (alerta spoiler) nem fala com a família em SATC e para isso tem que ter um motivo do passado, então fazer a família ser unida perde total o sentido. Não sei se assistiria a série, mas o livro pode ser que eu dê uma oportunidade.

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  2. Eu imagino que deve ser bem diferente do que os fãs de Sex and the City imaginaram, Maria. Eu já ouvi e li comentários sobre a série e mesmo não sabem muito acho que se parasse para pensar não imaginaria a Carrie adolescente assim, mas como disse, gostei bastante da leveza e até do clichê da série. Como ainda teríamos uma terceira temporada e ela foi cancelada, acho que a mudança da união da família mudaria nela - ainda mais pelo final da segunda. Se ler o livro, me conte depois enviando um e-mail ;)

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  3. Eu assisti a série Sex and The City há poucos anos, depois que já tinha acabado. E adoro livros de adolescentes! Pra mim foi incrível, li os livros e amei, e a série mais ainda! Gostei da maioria das mudanças, pois deixou a série mais dinâmica, e pra quem tinha lido os livros não teria graça se mantivessem tudo igual. A única coisa que realmente não curti foi terem tirado a Lali, e a Maggie, que é uma personagem tão legal no livro e na série faz as besteiras que a Lali fez... ah, e a Miranda, que aparece no segundo livro, nem deu as caras na série tb. Uma das coisas que mais gostei foram as referências à série "original". Alguns quotes que provavelmente só quem assistiu SATC entendeu e riu! E a atriz estava perfeita, tinha todos os trejeitos da SJP!
    Só tenho uma crítica à série de livros (e por consequência a de TV): me pareceu que a autora não assistiu ao seriado SATC com muita atenção. Tudo bem que o seriado não foi ela que escreveu, já ouvi dizer que o livro dela não tem nada a ver com a série, mas deu pra ver que ela quis basear a Carrie adolescente na Carrie da série... em SATC, ela diz em um episódio que o pai dela abandonou a família e ela foi criada pela mãe (e não falava nada sobre irmãs).
    Pena que cancelaram a série, fiquei bem chateada, pois gostava bastante! E o último episódio ficou meio em aberto, considerando que sabemos o que acontece com a Carrie anos depois, a personagem não se encaminhou pro "futuro" dela, por assim dizer... Pelo menos quem sabe agora a Candace pare pra escrever o terceiro livro de uma vez!!! Já faz 3 anos que o segundo foi publicado, e eu quero conhecer a Charlotte! :)

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  4. Eu amava a série o diário de carrie,era ótimo.

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