[Das Páginas Para as Telas] A Noviça Rebelde (The Sound Of Music)


Título: A Noviça Rebelde
Título Original: The Sound Of Music
Inspirado em: The Story of The Trapp Family Singers, de Maria Augusta Trapp
Distribuidora: Fox Filmes
Diretor: Robert Wise
Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Richard Haydn, Eleanor Parker, Charmian Carr, Nicholas Hammon, Heather Menzies, Duane Chase, Angela Cartwright, Debbie Turner e Kym Karath.
Assuntos: Musical, Drama
Sinopse: No final da década de 1930, na Áustria, quando o pesadelo nazista estava prestes a se instaurar no país, uma noviça (Julie Andrews) que vive em um convento mas não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos, viúvo e os educa como se fizessem parte de um regimento. Sua chegada modifica drasticamente o padrão da família, trazendo alegria novamente ao lar da família Von Trapp e conquistando o carinho e o respeito das crianças. Mas ela termina se apaixonando pelo capitão, que está comprometido com uma rica baronesa.
Climb ev'ry mountain
Ford ev'ry stream
Follow ev'ry rainbow
Till you find your dream
Escale cada montanha
Pule cada riacho
Siga todo arco-íris
Até que você encontre seu sonho

 O post de hoje vai ser grande. Ele também vai estar cheio de spoiler - tanto sobre a ficção, quanto sobre a realidade por trás da história. Mas é por um bom motivo. Este é um post comemorativo, e eu indico que você tire um tempo para ler até o final.

 Eu me lembro perfeitamente da época em que eu não havia assistido A Noviça Rebelde e adorava ouvir minha avó contando a história. Esse era um dos filmes favoritos dela e eu só pude assisti-lo quando tinha 10 anos e encontramos o DVD em uma loja. "Vó, pode comprar porque hoje vou assistir, finalmente", eu disse. Só que eu assisti naquele dia, no outro, no outro e no outro. Ele se tornou um dos meus dois favoritos da vida (o outro é Titanic), do tipo que você procura tudo sobre e ainda quer mais. Eu não canso de assistir o filme, ver vídeos dos encontros do elenco anos após o lançamento do filme e os documentários sobre a verdadeira família Von Trapp. E é daí que surge a ideia do Das Páginas Para as Telas de hoje.

 No domingo passado todo mundo assistiu ao Oscar 2015 e, quem não assistiu, pelo menos parou para ver a apresentação de Lady Gaga. Ela fez um tributo em homenagem aos 50 anos do lançamento de The Sound Of Music (A Noviça Rebelde, aqui no Brasil). O filme ganhou diversos prêmios, entre eles, os Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Eu conheço pouquíssimas pessoas que não assistiram ao filme (ainda acho isso um absurdo! (risos), mas existe um número ainda menor de pessoas que assistiram ao filme e sabem que ele é baseado numa história real. Uma história que tem muita música, um livro, uma peça na broadway, dois filmes e muita emoção.

 O filme The Sound Of Music  foi lançado no dia 02 de março de 1965, há exatos 50 anos (e esse é o motivo do "post comemoração" de hoje) e quando o filme foi lançado haviam se passado vinte anos desde o fim  da Segunda Guerra Mundial e mais de trinta e cinco anos do início da história da família Von Trapp. Depois de ver a apresentação incrivelmente maravilhosa da Lady Gaga eu pensei: segunda-feira que vem é aniversário do lançamento. E se eu fizesse um post falando sobre o que a maioria das pessoas não sabem? E é por isso que o post de hoje é mais que especial.
Oh, how do you solve a problem like Maria?
How do you hold our moonbeam in your hand?
Oh, como você resolve um problema como Maria
Como você mantem nosso raio lunar em sua mão?
 Maria (personagem pela qual Julie Andrews sempre será lembrada juntamente a Mary Poppins) é uma noviça que vive em uma abadia de Salzburg, na Áustria. Maria é uma pessoa sincera, espontânea e que pode transformar tudo em música. Acontece que quando era pequena, além de já ser um tanto quanto rebelde, ela fugia para as montanhas nos arredores da abadia para ouvir as freiras e seus cantos. Maria entrou para o convento ainda jovem e, por mais que se sinta feliz lá, todos podem ver que não é o seu verdadeiro lugar. Maria é boa de natureza, porém não segue as regras; ela canta com a alma, mas não sabe se comportar como uma freira; ela se sente em paz dentro dos muros da abadia, mas sabe que está sempre melhor em liberdade. Maria pode ser considerada um problema para as freiras com quem convive, ao mesmo tempo que elas a querem bem por sua personalidade autêntica e divertida, porém a Madre Superiora precisa resolver isso.

 Maria é enviada, então, para a casa de um Capitão da Marinha Austríaca. O Capitão Georg Von Trapp precisa de uma nova governanta para que a mesma cuide de seus sete filhos. A mãe deles faleceu há sete anos e desde então seus filhos já tiveram mais de dez governantas. Maria logo percebe que há algum problema com as crianças e o Capitão as defende, dizendo que o problema é com as governantas, mas logo Maria verá que o problema também não é delas e que juntando o problema que ela era na abadia com todo o problema que há naquela casa, tudo pode acabar em música.
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into springs
These are a few of my favourite things
Meninas vestidas de branco com fitas azuis
Flocos de neve que ficam em meu nariz e pestanas
O branco prata do inverno que derretem na primavera
Essas são algumas das minhas coisas favoritas
 O Capitão (interpretado maestrosamente por Christopher Plummer) se mostra frio e rigoroso em um primeiro momento. Enquanto as crianças Liesl, Friederich, Louisa, Kurt, Brigitta, Marta e Gretl (interpretados por Charmian Carr, Nicholas Hammon, Heather Menzies, Duane Chase, Angela Cartwright, Debbie Turner e Kym Karath, respectivamente) se mostram hesitantes com a presença de Maria, mas isso pode ser revertido em pouco tempo. Eu gosto da forma como o filme faz com que a relação deles seja boa de uma maneira natural. Por mais rápido que eles possam se dar bem, temos que levar em conta que as crianças tiveram mais de dez governantas que nunca os entendeu ou tentou entender. Eles tem um motivo para tratá-las mal e fazer com que elas peçam para ir embora e é bonito ver que passam por cima disso por gostarem de Maria.

 O Capitão, ao voltar de uma viagem com sua noiva, a Baronesa Schraeder, logo vê a mudança no comportamento de seus filhos e como Maria não segue as ordens do próprio patrão. Ele tenta fazer Maria se afastar, mas nem ele conseguirá ficar longe dela por muito tempo.

Realidade x Ficção                             Livro x Filme
Nothing comes from nothing 
Nothing ever could 
So somewhere in my youth or childhood 
I must have done something good 
Nada vem do nada
Nada nem poderia
Então de alguma forma na minha infância ou juventude
Eu devo ter feito algo bom
 E por mais bonita que seja a relação de Maria com os Von Trapp, na vida real não foi bem assim. A verdadeira Maria de fato era uma "noviça rebelde" no convento e tinha uma relação forte com a música. Um dia a Madre Superiora de seu convento (que abriu as portas para que o filme tivesse cenas gravadas lá) disse que era o desejo de Deus que ela fosse enviada à casa de um Capitão com sete filhos e viúvo há alguns anos. Ela foi, logo se deu bem com as crianças (que adoravam a cantoria que ela levou para a casa) mas voltou para a abadia em busca de conselhos depois de um tempo. Mas se você pensa que foi como no filme, está errado. O Capitão realmente se apaixonou por Maria e a pediu em casamento, ela voltou ao convento sem responder pois não estava apaixonada por ele, mas amava as crianças e não queria abandoná-las. A Madre disse que Deus queria que ela fosse parte da família pois seria ela a pessoa a mudar o destino deles. Maria voltou para a casa dos Von Trapp e disse sim a Georg, só não esperava ter o não das crianças.

 É estranho pensar que, sendo baseado em uma história real, a união da família do filme na verdade é apenas ficção. As crianças Von Trapp adoravam Maria, mas não queriam o pai se casando novamente e substituindo, de certa forma, sua mãe. Maria se casou com Georg, se tornou uma Von Trapp e, com o tempo, a relação dela com os filhos de Georg se tornou boa, mas não cem por cento. A espontaneidade de Maria tinha seu lado ruim: no início do casamento ela tentou se mostrar calma e serena como era a primeira esposa de Georg, mas isso não era para ela. Ela se irritava fácil, a calma do marido a deixava com raiva, as crianças se assustavam com as portas batendo e com os gritos repentinos de Maria, uma vez que eram acostumados apenas com a alegria dela e a calmaria do pai. Georg, por sua vez, deixava a esposa colocar tudo para fora, mas nunca levantou a voz e passava dias mal por causa da indiferença dela em relação a ele. Até que ela ficou grávida.

 Maria teve três filhos com Georg (duas meninas e um menino) e com o passar do tempo admitiu que sua influência tranquilizadora a ajudava nos momentos difíceis e que passou a amá-lo. Porém os dias de harmonia na casa dos Von Trapp estavam contados. Em setembro de 1932 o banco que guardava a fortuna da família faliu, deixando-os pobres. E foi quando a Áustria foi tomada pela Alemanha que tudo realmente mudou. A família, que estava sem dinheiro, passou a alugar dois andares da mansão para padres e estudantes e começaram a cantar. Eles se inscreveram em um concurso (aquele mesmo do filme, só que em condições e motivos diferentes), começaram a ganhar dinheiro, fizeram uma turnê pela Europa, até que receberam uma proposta que não deveria ser recusada: cantar para Adolf Hitler.

 O Capitão, inconformado com a situação de sua amada pátria, não aceitaria de modo algum aquela oferta. Mas os nazistas vieram com outra oferta: um emprego para o filho mais velho. que era formado em medicina, para substituir um médico judeu no hospital local e o comando da marinha, novamente, para Georg. Por mais tentadoras que fossem as propostas, a família decidiu fugir, pois apoiar Hitler, da maneira que fosse, era algo que os Von Trapp nunca fariam e todos sabem que não apoiar Hitler naquela época era motivo para morte. Daí temos mais uma mudança: aquela emoção que todos sentiram ao ver a família subindo as montanhas e ouvir Clim Ev'ry Mountain fica só no filme também. A família Von Trapp fugiu da Áustria de trem.

 A partir daí não se sabe mais nada sobre os Von Trapp da ficção, mas da realidade sim. Resumindo bastante a história, a família foi refugiada para a Itália, os agentes de imigração falaram que estavam chegando ilegalmente, eles foram presos, ficaram detidos na Ilha Ellis e, quando foram soltos, viajaram para Nova York em busca de uma carreira como cantores. Eles conseguiram marcar vários concertos, mas não conseguiam o carinho do público. Suas roupas não eram bonitas, seus olhares eram sempre vazios e os sorrisos (que raramente apareciam) nada felizes. Foi aí que Maria decidiu arrumar um empresário e gastaram o pouco que tinham para ter Freddy Schang como tal. Eles mudaram a aparência, um pouco do estilo, mas só conseguiram o carinho do público quando algo inusitado aconteceu: uma mosca entrou na boca de Maria no meio de uma das apresentações. Ela se virou para o público, falou o que aconteceu de uma maneira engraçada e todos, até os Von Trapp, gargalharam.

 A família conseguiu mais visibilidade, mas como sempre acontecia, as coisas mudaram de repente. Georg Von Trapp morreu e, com sua partida, a estabilidade e a harmonia que ainda tinham foi por água abaixo. Maria se sentia culpada por maltratá-lo no início do casamento, os filhos queriam mudar de vida, sabiam que sem o pai e seu apoio não mudariam nada, os mais velhos queriam ter a sua própria família, mas não tinham dinheiro para sair de onde estavam, muito menos sabiam como lidar com pessoas que não eram seus próprios irmãos. Maria não conseguiu "controlar" todos e uma filha fugiu, um filho abandonou o coral e outra filha também, e outra, e outra. Maria estava tão frustada que chegou a contratar cantores para substituir os filhos - o que obviamente não deu certo.
 Nesse meio tempo, Maria havia escrito um livro sobre a história da família por conta de uma sugestão de uma relações públicas que conheceu e que acreditava que depois do sucesso dos cantores isso poderia dar lucro. Quando estavam no auge, uma produtora gostaria de comprar os direitos autorais do mesmo, mas ela não aceitou. Agora, sem o coral, sem o apoio de alguns dos filhos, sem o marido e sem dinheiro, quando uma nova proposta chegou ela não pôde dizer não. Sem consultar seu advogado, Maria vendeu os direitos do livro por US$ 9.000 (o que hoje seria pouco mais de R$ 25.000), sem direito aos lucros ressaltantes, e não sabia como estava perdendo dinheiro mais do que nunca.
I have confidence, in confidence alone
Besides which you see I have confidence in me
Eu tenho confiança na confiança em si mesmo
Além de que você pode ver que eu tenho confiança em mim

 O livro inspirou o filme alemão Die Trapp-Familie (A Família Trapp) de 1956, ele se tornou um sucesso de bilheteria e chegou a ser lançado nos EUA. Ele chamou tanta atenção que Mary Martin, uma estrela da Broadway da época, fez alguns contados para logo transformaram o filme em um musical, intitulado The Sound Of Music (em português seria O Som da Música). Quando os produtores se encontraram com Maria para falar do projeto eles ficaram tão chocados de ela ter aberto mão dos direitos autorais que ofereceram um pequeno royalty e ela aceitou, muito agradecida, já imaginando e torcendo pelo sucesso da peça também. O musical estreou em 1959 e abandonava a história dos Von Trapp para dar lugar ao drama que uma peça da Broadway exigia. 

 Apesar de tornar seu marido muito severo, Maria sentia que aquela era a história de sua vida. Acredito que não fosse por mal e, sim, porque ela queria que tivesse sido daquela forma: o capitão sendo o que era grosso em casa, ela apaixonada por ele e a união das crianças com ela mesmo depois do casamento. De qualquer forma, ela adorava o carinho que o público passou a ter com ela, adorava dar autógrafos, programas e ser reconhecida, mas depois passou a não gostar do que pensavam sobre seu marido. Isso mudou quando, em 1960, a Twentieth Century Fox  pagou mais de US$ 1,025 milhões (no nosso dinheiro hoje seria quase R$ 3 milhões) e Maria fez um pedido: que amenizassem o perfil severo de seu marido no início da história e o colocassem mais gentil, como era. O produtor não aceitou, mas Maria deu jeito de aparecer nas filmagens ao viajar de surpresa para Salzburg e exigiu um papel. Maria pôde fazer figuração, mas chega a dar pena ver a forma como foi enganada mais uma vez. Ela disse ter ficado durante três horas ao fundo das cenas, pois disseram que ela iria aparecer sim, mas só aparece rapidamente e bem no fundo do número I Have Confindence In Me (para quem quiser ver, ela vestida com essa roupa verde escura da foto bem na parte que Julie canta Oh, I must stop this doubts, all this worries  andando com uma moça vestida de vermelho do lado direito para o lado esquerdo da tela).
My heart will be blessed with the sound of music
And I´ll sing once more
Meu coração será abençoado com o som da música
E eu cantarei uma vez mais 
 O filme estreou no dia 02 março 1965 e os filhos de Maria disseram que, para a mãe, foi como uma realização. Acabaram sim tornando o capitão mais carinhoso para trazer uma novidade para a história e Maria ficou tão encantada com o filme que, na cena do casamento, chegou a se levantar e andar pelas escadas do cinema como se estivesse casando novamente com Georg. Ela e os filhos logo viram que perderam a oportunidade de se tornarem milionários só com esse filme, mas Maria os ensinou algo: melhor do que ter o dinheiro que perderam era ter o amor de todas as pessoas que assistiram o filme e não deixariam o nome da família Von Trapp ser esquecido.

 Hoje, 02 de março de 2015, exatos 50 anos do lançamento de The Sound of Music, o nosso A Noviça Rebelde, sabemos que Maria estava certa, Ele não foi esquecido nesses 50 anos  e, creio eu que daqui há mais 50, também não será. Ele se tornou meu filme favorito por conta da música, da relação da família, da forma como o Capitão abaixa guarda para Maria e como ela não se deixou intimidar desde o principio, mesmo sabendo que estava ali para atender ordens, apenas porque sabia que as coisas estavam erradas ali mais do que ela estava errada como freia. Toda vez que eu assisti o filme tenho uma nova lição, a cada fala que repito me lembro da primeira vez que o assisti e a cada música penso como deve ter sido difícil para os Von Trapp terem se separado por causa da mesma coisa que os uniu. Sou parte dos fãs do filme que nunca vai cansar de cantar "The Hills Are Alive", "I Have Confidence In Me", "Do-Re-Mi", "The Lonely Goatherd", "Edelweiss", "So Long, Farewell" e, a sempre emocionante, "Climb Ev'ry Mountain", além de ainda sonhar em fazer o passeio turístico na Áustria que, em 2010, segundo o governador do estado daquele ano, levou mais de 300 mil turistas para visitar os locais de gravação do filme (incluindo, também, a casa verdadeira dos Von Trapp). Se um dia acontecer, eu faço outro post gigante aqui para contar emocionada.


Curiosidades sobre o filme
  • Ajustado pela inflação, The Sound of Music seria a terceira maior bilheteria de todos os tempos;
  • Creditado como sendo o filme que salvou a 20th Century Fox, após o fracasso de Cleópatra;
  • As músicas "I Have Confidence" e "Something Good" foram escritas especialmente para o filme, assim como "Edelweiss", que ao contrário do que pensam, nunca foi como um hino da Áustria;
  • Na verdade, não é a voz do ator Christopher Plummer (Capitão Georg) que se ouve no filme quando seu personagem canta, e sim a do cantor Bill Lee;
  • O primeiro número musical do filme, "The Sound of Music", foi exatamente o último a ser rodado enquanto estava na Europa e Julie Andrews (Maria) disse que toda vez que tinha que repetir o início (o giro com os braços estendidos) tinha medo de o helicóptero cair nela;
  • Na primeira tomada de "Sixteen Going On Seventeen" Charmian Carr (Liesl) caiu enquanto saltava sobre um banco através de um painel de vidro. Embora ela não estivesse gravemente ferida, o tornozelo ficou machucado e o diretor simplesmente disse que o show devia continuar. Assim, a cena foi feita com a perna Charmian enfaixada e com maquiagem cobrindo as bandagens, além de a atriz sentindo muita dor;
  •  Charmian sempre gostou de dizer em entrevistas "Eu não era exatamente '16 indo para os 17' no filme. Eu era '21 indo para os 22'. A atriz completou 22 anos durante as filmagens;
  •  Charmian e Christopher quase tiveram um caso durante as filmagens. Ela com 22 e ele, casado, com 35, costumavam sair juntos e ela disse que se apaixonou por ele quando ouviu seu sotaque britânico pela primeira vez. Ambos sempre que nada aconteceu além das saídas e da "grande queda" que um tinha pelo outro;
  • A frente e os fundos da fazenda do capitão Von Trapp foram filmadas em dois locais diferentes em Salzburg;
  • A cidade ficou tão famosa graças ao filme que poucos anos depois a principal empresa de turismos de Salzburg criou o Visiting The Sound Of Music, que é uma visitação a todos os locais de filmagem (incluindo a casa verdadeira dos Von Trapp), além de uma sessão de cinema com as músicas legendadas para todos cantarem juntos;
  • Na cena final, quando a família está subindo as colinas, não é realmente Kym Karath (Gretl) sobre os ombros do Capitão von Trapp. Kym cresceu muito durante os 9 meses de filmagens, assim tiveram que ter outra criança em seu lugar;
  • Kym não sabia nadar e na cena do barco estava combinado que Julie cairia para a frente do mesmo, podendo pegá-la no colo logo, porém a atriz se desequilibrou e caiu para trás do barco. Heather Menzies (Louisa), viu a menina com dificuldades e a ajudou (podemos ver, no filme,  Kym tentando se manter na superficie e depois ela já no colo de Heather);
  • Julie Andrews quase recusou o papel de Maria Von Trapp, temendo que o personagem fosse muito semelhante ao seu papel em Mary Poppins;
  • A personagem Louisa também se chama, na vida real, Maria e ela era a última Von Trapp viva, até que faleceu no final de 2014;
  • Além do livro escrito por Maria, a filha mais velha, Agathe, também escreveu um livro contando o que aconteceu com a família depois do grande sucesso de sua história. Aqui no Brasil, o livro foi lançado pela Editora Best Seller, do Grupo Editorial Record;
  • Quatro bisnetos de Maria e Georg Von Trapp fazem apresentações como The Family Von Trapp Singers até hoje. Eles se orgulham da história da família e dizem que, ao cantar, sentem que mantém toda a família viva.