[Resenha] Boa Noite, Estranho | Jennifer Weiner


Autora: Jennifer Weiner
Título: Boa noite, estranho
Título Original: Goodnight, Nobody
ISBN: 9788581635750
Grupo Editorial: Novo Conceito
Selo: Novo Conceito
Número de páginas: 432
Assuntos: Thriller, Drama
Sinopse: Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma.
Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche.
À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.
“- Oi. - disse Evan... Arrisquei uma olhada à direita e o vi me olhando com a mesma tranquilidade doce de que eu me lembrava de todos aqueles anos atrás.”
Por: Shay A. Dias

 Kate já teve uma carreira em Nova York, mas, depois que se casou e engravidou, mudou-se para um subúrbio muito chique, foi engolida pelos costumes e por mães totalmente diferentes dela. Kate tem uma casa dos sonhos e mora em um bairro de dar inveja... Mas, assim como nós, meros mortais Kate não está satisfeita com sua vida... (E quem está afinal, né?!?!) Essa personagem é super cômica... ela tem umas tiradas ótimas e o time dela é...péssimo, então você já pode imaginar o que vem por aí... 
“[...] Dois diplomas em literatura inglesa, uma carreira na cidade de Nova York, e foi aqui que eu vim parar... num subúrbio elegante e afastado de Connecticut, com os cabelos despenteados e uma sacola cheia de pirulitos para suborno, arrastando três crianças com menos de 5 anos. Como isso aconteceu? eu não conseguia explicar. Ainda mais a parte de engravidar dos meninos quando Sophie só tinha 7 semanas...”
 Em meio à esse subúrbio chiquérrimo, ao qual ela não se encaixa nem um pouco, e com todas as mães modelos das quais ela vê todos os dias no playground, Kitty Cavanaugh é quem ela tem mais finalidade, mas quando numa tarde encontra Kitty assassinada em sua cozinha... Aí é que as coisas ficam interessantes na vida de Kate.
“Fique fria Kate, eu dizia a mim mesma. Não aja como culpada, ou eles vão achar que você é. Mas não ia ser fácil. Algumas pessoa estalam os dedos quando estão nervosas. Eu conto piadas. Respirei fundo e encontrei um tom de descontração. - Ei, você pode pelo menos me dizer se estou presa? Não quero parecer leviana, mas se eu for para a cadeia isso de fato vai atrapalhar os rodízios das caronas.”
 Kate tem uma amiga maravilhosa Janie, que só deixou a história mais divertida, com um bom humor ótimo, ela e Kate viraram “detetives” se distraíram e se aventuram entre as cercas de Upchurch e Nova York. E desde de que se conheceram não se separaram mais...
“[...] Se você tivesse um bar gay - Janie em voz alta -, que nome daria? - Eu. É... Precisaria pensar um pouco. Ela enroscou um cacho numa mecha cor de mel em seu lápis azul. - Eu chamaria o meu de Os Picles Reluzentes. -, disse ela. - Boa. Ou o Bigode Envergonhado."
 O livro oscila entre o passado e o presente, particularmente gostei mais do passado, nele nos é apresentado Evan, um antigo amor de Kate, que não só volta para deixá-la mais confusa sobre suas escolhas como também para ajudá-la nessa investigação. 
“[...] Eu coloquei as mãos nos quadris e virei, sorrindo, mesmo sem querer, ao pensar em fugir para New Jersey. O homem sorrindo pra mim era alto, com cachos escuros, olhos verdes vivos e um furinho no queixo.”
 Ben o marido de Kate, é um pouco ausente e quando apareceu, não me cativou como eu esperava... Mas ele é bom pra ela e para as crianças também. Sendo assim esse mistério que se instalou em Upchurch é a única maneira de Kate se sentir viva novamente...
“Quando abri meus olhos, eram dez horas. Havia um par de malas com rodinhas ao lado da porta e meu marido_ alto, magro e intenso, com a barba por fazer e a gravata puxada para o lado. - estava cafungando em meu pescoço.[...]- Não se levante. - ele sussurrou, beijando mais uma vez meu pescoço. Passei a mão em seus cabelos pretos cheios, toquei de leve seu rosto, depois passei a ponta do dedo na fivela do cinto.” 
 E muitas perguntas ficaram no ar...
 Quem é o assassino de Kitty? Qual o motivo? Todos são suspeitos? 

 Então... gente! Quem? Como? Quando? Onde? Por quê? Serão perguntas fáceis de responder... Depois que você fizer as perguntas chaves à si mesmo: Estou feliz com a minha vida? Estou satisfeito com minhas escolhas? Se pudesse voltar no tempo... mudaria tudo? Ou deixaria como está? Achei o livro bom, mas um pouco massante no início... o mistério do livro foi até o fim e foi surpreendente! Gostei muito da personagem principal e me solidarizei com tudo o que ela passa no dia-a-dia... Não é fácil abrir mão de si, para viver em pról dos outros... e no livro foi isso que ela fez!

Por: Shay A. Dias

Comentários

  1. Adoro livros surpreendentes. Se vc aprovou tenho certeza que vou gostar. Parabéns pela resenha.

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  2. Esse livro me deixa muito curiosa, quero lê-lo em breve!
    Beijos.
    http://www.garotadolivro.com/

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