[Resenha] Meia-noite na Austenlândia | Shannon Hale



Título: Meia-noite na Austenlândia
Título Original: Midnight in Austenland
Autora: Shannon Hale
ISBN: 9788501404596
Número de Páginas: 320
Grupo Editorial: Record
Editora: Record
Gênero: Chick-Lit
Sinopse: Meia-Noite na Austenlândia – Charlotte Kinder é bem-sucedida nos negócios, mas não no amor. Tentando se reerguer após um doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Sem esperanças, se presenteia com duas semanas na Austenlândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen. Lá, todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes.
 Todos em Pembrook Park devem desempenhar um papel, mas, com o passar do tempo, Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre que talvez nem mesmo o chapéu mais bonito poderá manter sua cabeça grudada ao pescoço. Ao contrário do que se poderia pensar, Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de Charlotte passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias.
“Jane Austen criou seis heroínas, todas diferentes, e isso deu coragem a Charlotte. Não havia só um tipo de mulher. […] Estava finalmente se sentindo em casa na Austenlândia, e pretendia se armar com essa ousadia e levá-la para casa.”
 Shannon Hale é autora de Austelândia e, ao contrário do que todo mundo pensa ao ver o título e a capa de Meia-noite na Austenlândia, este livro não é uma continuação do primeiro e muito menos tem a mesma protagonista.
“Quando o entorpecimento desliga um coração ferido, é preciso um milagre para religá-lo. As coisas se mostrariam difíceis para nossa heroína. Sua única esperança era Jane Austen.”
 Não falarei muito sobre o enredo nessa resenha pois a sinopse já diz tudo o que se pode saber para ainda assim se surpreender com o mistério presente no livro, mas nele vamos conhecer Charlotte, uma mulher que vive se lamentando sobre o ex-marido e de como seu casamento acabou, característica que me fez ficar sem paciência com a personagem logo de cara. Podemos perceber como o humor está mais presente na narrativa de Shannon e como ela consegue ser irônica e sutil, mas por outro lado, não gosto desse negócio de lamentação para depois tentar a mensagem de superação em um livro. Acho que a autora poderia ter amenizado as lamentações do início e dado mais espaço para outras características da personagem. Achei forçado, nada envolvente e não consegui me sentir próxima da personagem assim.

 Outro ponto da história que não me pegou foi o romance. Acho que pelas atitudes da personagem no início, não consegui acreditar no casal. Eu não consegui ver a personagem evoluir pois não acreditava mais nos sentimentos dela. Uma hora ela estava atraída por um, na outra estava amando perdidamente o outro. Por mais ficção que seja ou por mais que a autora quisesse fazer parecer real, isso não me desce, sério. Porém por mais que o romance não tenha sido bem trabalhado, há o mistério.

  Eu fiquei bem curiosa para ter algumas respostas, saber se aquela pista iria revelar algo e se a pessoa que eu achava que era a culpada tinha mesmo algo a ver com o crime. Mas daí tivemos a revelação e... Bom, não posso falar, mas Charlotte me irritou ainda mais por não ver algo que estava no nariz dela. Pensando como um todo (e isso inclui a relação da personagem com o ex e os filhos) consigo entender suas atitudes, suas inseguranças, suas dificuldades. Entendo, não aceito, mas também não posso tirar o mérito da autora pelo bom enredo. Tinha tudo para dar certo, mas o negócio foi a personagem principal e eu sei que o protagonista é o foco de uma história, mas dessa vez eu vi o livro além disso, pois Shannon realmente não me encantou como fez no primeiro livro.


 Eu adorei a capa e a contracapa do livro. Mais ainda depois de ver a original, que achei sem graça, enquanto a brasileira é bem misteriosa, chama atenção e segue o padrão da outra capa da autora aqui no Brasil, pois por mais que não seja uma continuação, temos o mesmo cenário. A diagramação segue o padrão do primeiro, os capítulos estão na mesma página sendo divididos pelos dias em que se passam a história, as folhas são amareladas e o espaçamento e tamanho das fontes 
"[...] Cubro a página da direita enquanto leio a da esquerda, para não ler adiantado sem querer. Sou escravo de histórias. Desde que o livro não esteja tentando ser útil e nem me catequizar, sou servo voluntário dele."
 Meia-noite na Austenlândia me decepcionou e Shannon Hale não me encantou como em seu livro anterior por conta da personagem principal. O mistério salva a história ate certo ponto e sua narrativa é realmente o que nos faz continuar a leitura, mas tenho certeza que tem gente que pode ter uma opinião diferente. Não deixo de recomendar e peço que me digam o que acharam também.

Comentários

  1. Não gostei do outro livro e não me surpreende você não gostar desse, Mari. Mas até que fiquei curiosa para saber o mistério haha

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  2. Ainda não tive a oportunidade de ler nada da autora, e confesso que também pensava se tratar de uma continuação em do outro livro dela.Não gosto muito de personagens repetitivas, e pelo jeito esta esta na lista das reclamonas e indecisas, características que não me agradam nem um pouco. Mas irei ler outras resenhas e ver se tenho interesse em lero livro.

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