[Resenha] As Cores do Entardecer | Julie Kibler


Título: As Cores do Entardecer
Título Original: Calling Me Home
Autora: Julie Kibler
ISBN: 9788581635910
Grupo Editorial: Novo Conceito
Selo: Novo Conceito
Número de páginas: 352
Assuntos: Família, Romance, Drama
Sinopse: A sonhadora Isabelle e o determinado Robert desejavam, com todas as suas forças, se entregar à paixão que os unia. Mas uma jovem branca e um rapaz negro não poderiam cometer tamanha ousadia em plena década de 30, em uma das regiões mais intolerantes dos Estados Unidos, sem pagar um preço muito alto.
Diante dos ouvidos atentos da cabeleireira Dorrie, a história do amor trágico e proibido se desdobra, enquanto mudanças profundas se instalam em sua própria vida.
Com personagens humanos e, por isso mesmo, memoráveis, As Cores do Entardecer mostra que as relações afetivas muitas vezes são mais profundas que os laços de sangue. A cada etapa da viagem de Isabelle e Dorrie, as lições sobre otimismo e fé se multiplicam.
"Tudo começou e terminou com um vestido de velório."

 A capa de As Cores do Entardecer me chamou atenção assim que a vi. Não existe algo que faça dizer "é isso que eu amo nessa capa", ela me agradou, simplesmente. E, quando comecei a leitura e entendi mais o seu verdadeiro significado, passei a gostar dela ainda mais.

 Neste livro conheceremos Dorrie, uma mulher de 36 anos que está divorciada, tem um casal de filhos e, por ter se decepcionado muito  com o amor, será muito difícil para um homem conquistar sua confiança. Porém, como não mandamos no destino, ela conhece Teague, que tenta conquistá-la. Mas quem fará com que Dorrie pense sobre a possibilidade de um novo relacionamento é Isabelle, uma mulher de 90 anos que carrega dentro do coração e da memória uma vida regada de emoções e dor.

 Acontece que, na década de 30, Isabelle se apaixonou por Robert, um rapaz negro. Ela, uma jovem branca, foi proibida de se envolver com ele e isso mudou completamente, e para sempre, o rumo de sua vida. Tantos anos se passaram e Isabelle não conseguiu esquecer tudo o que passou, muito menos apagar as dores. Mas, talvez, ao se abrir com Dorrie, com quem tem uma grande amizade depois de frequentar o salão no qual ela trabalha por anos, ela possa ter seu coração aquecido novamente e possa impedir que mais alguém seja impedido de amar.
"A única pessoa em que eu podia confiar era em mim mesma. O outro caminho era tortuoso demais e eu queria olhar direto para a frente."
 Dorrie e Isabelle tem uma amizade linda. Apesar da diferença de idade, as duas são confidentes, se tratam como mãe e filha e sabem que uma precisa da outra. Há respeito, carinho, amor e confiança na relação delas e ambas aprenderão uma com a outra. Isabelle passou momentos horríveis e, mesmo assim, é uma pessoa que consegue passar tranquilidade e em vários momentos faz Dorrie refletir sobre suas atitudes. Ela, por outro lado, dará à amiga a oportunidade de falar sobre seu passado sem ser julgada e aprenderá a transformar sua vida naquilo que ela deseja.

 Isabelle narrará sua vida entre os anos 1939 e 1944 durante uma viagem repentina que fará com Dorrie e irá nos comover com tudo o que passou e nos fazer indagar, a todo momento, o que aconteceu no final desse período de sua vida que está tão refletido nos dias de hoje. Descobriremos os riscos que passou, as dificuldades que enfrentou e a crueldade que sofreu por conta de pessoas próximas à ela. Ela fala sobre seu romance , conta como os negros eram tratados em sua cidade (para vocês terem noção, eles trabalhavam de dia, pois haviam placas que avisavam que depois do pôr do sol era melhor não ser apanhado), fala sobre os desejos de Robert, o tratamento de seu pai e de sua mãe e, claro, seus sentimentos.

 A narrativa teve alguns altos e baixo, confesso, mas o desejo de saber como a história chegaria aos dias atuais e as coisas pelas quais Isabelle passou me faziam querer ler mais e mais. De verdade, por mais que alguns momentos tivessem cenas extensas demais e o ritmo da leitura diminuísse, não tive vontade de largar o livro. E além do preconceito presente no passado de Isabelle, Dorrie é negra e isso  o tonar ainda mais presente no livro e nos deixa ainda mais envolvidos com as situações narradas.
"Quando o cara certo aparecer, não estrague tudo.
 Isabelle se apaixonou pela pessoa errada? Ou as pessoas pensavam errado sobre seu amor por Robert só poque ele era negro? O que fazer, continuar amando Robert e fugir ou simplesmente abrir mão desse amor? Essas são perguntas que terão respostas apenas com o tempo e durante toda a leitura. Julie Kibler aborda um tema complexo em seu livro e escreveu uma história que emociona e envolve o leitor de uma maneira surpreendente. Mais surpreendente ainda é o fato de ele ser baseado na história de sua avó, que foi contada para ela por seu pai, e que foi retratada com sinceridade e clareza nesse livro comovente.

 Em As Cores do Entardecer temos um romance doloroso, um rapaz responsável que salvará seu amor do perigo mas que correu um perigo maior ao se apaixonar por ela, uma mulher fria capaz de agir como o pior inimigo de alguém que ela mais deveria amar, uma senhora de olhar triste mas que brilha ao falar de seu amado, uma mulher batalhadora que ainda aprenderá muito com seus erros e uma história baseada em fatos reais que envolve e comove o leitor.

Comentários

  1. mas gente esse livro parece ser mt bom! ja anotei aqui na minha lista para le-lo :)
    tonsdeleitura.blogspot.com

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  2. Que amor de blog!! Muito lindo seu cantinho!

    As Cores do Entardecer parece ser um drama super envolvente e emocionante, já quero ler! É o tipo de livro que quase sempre entra para meus favoritos.
    Essa capa não é das melhores :/ Acho que, nas livrarias, não é um livro que chame muita atenção.
    Sua resenha ficou ótima!!! Me deixou ainda mais curiosa com o livro.

    Beijos! Já estou seguindo aqui :)

    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Sabia que esse livro prometia, só poderia ser bom.
    Livros que abordam o preconceito, nos sensibilizam muito, já que não conseguimos compreender tamanha ignorância...

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  5. Eu não amei essa capa mas ela também me chamou a atenção de alguma forma. Amei a resenha e já coloquei ele na lista!

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  6. Achei a capa ok, nem mais nem menos, se fosse para escolher por ela, provavelmente não escolheria. Apesar disso gostei bastante da história e do tema que o livro trás.

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