[Resenha] Younger | Pamela Redmond Satran



Título: Younger
Título Original: Younger
Autora: Pamela Redmond Satran
ISBN: 9788501103765
Número de Páginas: 320
Editora: Record
Gênero: Chick-Lit
Sinopse:  Alice sempre pareceu mais nova do que realmente era, apesar de alguns fios de cabelo branco e do jeito despojado de dona de casa de Nova Jersey. Ou melhor: ex-dona de casa. Agora que o marido a deixou e que a filha já não é mais criança, ela precisa refazer sua vida. Então deixa que sua melhor amiga, Maggie, transforme seu visual na véspera do Ano-Novo. Graças às maravilhas da tintura de cabelo e de um par de jeans colado ao corpo, Alice se vê com uma aparência mais jovem, fato atestado num bar de Manhattan: à meia-noite, ela beija um cara que ainda usava fraldas quando ela já cursava o ensino médio. A mentirinha que contou a Josh a faz acreditar que, se ninguém perguntar sua idade, ninguém vai descobrir a verdade. Então Alice se candidata a um cargo na editora em que trabalhou brevemente antes de se tornar mãe em tempo integral – e consegue o emprego. Aos poucos, Josh se apaixona perdidamente por Alice, uma mulher muito mais interessante que as da idade dele. Para ele, Alice tem 29 anos – e pela primeira vez desde os 29 ela tem a sensação de que a vida é um mar de possibilidades. Mas, infelizmente, uma delas é ser desmascarada.
"Só nós mesmas temos o poder de transformar nossos sonhos em realidade."
Eu estava doida para ler Younger desde que a série de TV inspirada no livro foi anunciada. Tenho que admitir que o motivo não era a história ou série em si e, sim, a participação de Hilary Duff que, que é uma atriz, cantora e escritora que admiro muito. Hilary não é a protagonista, e ao assistir o episódio piloto me decepcionei um pouco por conta de sua pouca participação mas, sobre a série , falaremos em outro post em breve.

 Alice é uma mulher de 44 anos que, na noite de Ano Novo, resolve mudar sua vida. Acontece que o ano foi realmente difícil para ela, que teve que aceitar a separação do marido e ter sua filha morando em outro país, além de perceber que ela estava sozinha e não tinha nem um emprego. Ao encontrar sua melhor amiga na véspera de Ano Novo, ambas expõem seus desejos de mudar o presente para que o futuro seja bem melhor, mas a mudança de Alice pode ir bem mais longe do que ela imaginava.
"A mulher no espelho parecia comigo, de alguma forma, mas era uma versão diferente de mim que nunca existira na vida real."
A narrativa em primeira pessoa me agradou logo no primeiro capítulo, mas Alice é uma personagem que é insegura e até entendo que ela gostaria de ter feito outras decisões durante sua vida e que agora, ao tentar modificar tais decisões, acaba em uma confusão ainda maior, porém não conseguia aguentar alguns pensamentos que eu acredito serem muito imaturos. Entendo perfeitamente que  autora queria mostrar como a personagem se sentia em relação a sua filha - que não a respeita -, a sua separação, ao seu possível relacionamento e ao emprego estando com 44 anos, mas custava fazer uma personagem um pouquinho mais segura de si?

 Alice parecia, às vezes, não ter uma opinião própria e isso não era necessário. A autora poderia ter feito uma personagem segura, que vê o preconceito que as pessoas tem por conta de sua idade e que tenta mudar isso mostrando que ela é realmente capaz de fazer o que quer e não o contrário. Ao mesmo tempo, penso que a autora quis mostrar para leitoras que estão inseguras em algum dos aspectos sitados no livro que é possível ir além e que elas podem viver seus sonhos, então quando cheguei a certo momento da leitura Alice não me tirou tanto do sério.

 Por outro lado, temos Maggie, a melhor amiga de Alice. Ela tem a mesma idade da protagonista mas teve uma vida bem diferente: é realizada na carreira, é lésbica e não teve problemas com um relacionamento sério e nunca teve filhos. Mas é aí que se encontra o problema: Maggie decidiu que quer ter sua família, que não importa a sua idade e que ela conseguirá o que Alice não conseguiu: continuar trabalhando e cuidar de seu filho. Maggie é bem divertida e em muitos momentos desejei, até, que ela fosse a protagonista. Logo de cara consegui perceber a mensagem que a autora quis passar através da personagem e gostei de como ela conseguiu fazê-lo muito bem.

Younger não superou minhas expectativas mas não deixou de ser um bom livro. Aliás, quase foi ótimo, se Pamela Redmond Satran não tornasse sua protagonista uma mulher insegura. De qualquer forma, a mensagem de que não se deve subestimar alguém pela idade e que não se deve duvidar da capacidade de alguém que quer realizar um sonho ficam explicitas e gostei de acompanhar a trajetória e o desenvolvimento de Alice e de Maggie.

 Confiram o trailer da série e fiquem de olho no ML, em breve falarei sobre ela por aqui:

Comentários

  1. Acho que não leria esse livro. Sempre achei a maior bobeira esse complexo que as mulheres têm com a idade.
    Eu gosto de romances leves de vez em quando. Só não escolheria esse no momento! :-/

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    1. Também tem essa coisa de momentos, Lissandro. E, sobre o livro, não me identifiquei com os questionamentos da personagem e por isso a achei imatura (ainda mais com 44 anos), mas consegui entender que foi proposital da parte da autora para fazer com que as mulheres que pensam assim se deem conta de certas coisas :)

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  2. Eu fiquei com vontade de ler esse livro!
    Quando vi a capa com esse monte de velas achei engraçado e já imaginei do que se tratava.
    A história parece ser bobinha, mas eu acho q é a minha cara.
    Apesar de nao ter superado as suas expectativas, acho q vou gostar.

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    1. Acho que esperei demais pela série, Suzzy. Mas não deixou de ser uma leitura boa e me passou uma mensagem legal. Espero que goste e não deixe de me contar o que achou depois ;)

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  3. Haha, que capa fófis! Parece que o livro é bem legal, mas acho que é mais pra meninas, rs! Bjs, Mari, amo seu blog bjsssss

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  4. Interessante o livro, mas não faz meu estilo. Não gosto de nada com complexidade, gosto de histórias com personagens fortes e que não se abala atoa.

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  5. Diante da situação da Alice, até entendo as mil e umas inseguranças dela - não a toa ela teve que disfarçar a idade. Acho que o ponto fraco do livro foi o lance de personagens muito bonzinhos e personagens detestáveis. Não senti equilíbrio nas interações. Mas o livro é realmente uma leiturinha razoável 😉 Sou mais a série rs

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