[Resenha] Matando Borboletas | M. Anjelais


Título: Matando Borboletas
Título Original: Breaking Butterflies
Autora: M. Anjelais
ISBN: 9788576863366
Grupo Editorial: Record
Editora: Verus
Número de Páginas: 224
Gênero: Romance, Drama
Sinopse: O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.
"Fomos planejados um para o outro, feitos um para o outro, e agora temos que ir embora juntos."
 Olá, pessoal! Hoje a resenha foi escrita por uma nova colunista do blog, que publicará uma resenha a cada mês a partir de hoje. E essa colunista é muito especial porque, adivinhem só, é minha mãe! Vocês já sabem que é graças a ela que me tornei leitora (na quarta-feira falarei sobre isso aqui no blog e contarei  uma novidade) e já que sempre que pode ela está lendo um livro, perguntei se ela não gostaria de escrever resenhas para o ML. Espero que gostem de ter ela aqui no blog também e, claro, não deixem de comentar falando o que acharam e de dar as boas-vindas para minha mãe <3

 O início de uma amizade zelada em seu aniversário foi como o fim da solidão de Sarah, porém mais tarde isso teria um preço alto. Tudo poderia ter sido diferente se ela não tivesse aceitado o pedido de amizade... Sarah e Leigh tinham 5 anos quando se conheceram. Seria uma história simples se o antes e o depois não fossem tão perturbadores. Sarah era muito solitária, não se relacionava, não tinha facilidade em ter amizades, mas a influência de Leigh na sua vida era como se tudo tivesse outro colorido. Foi uma amizade tão intensa que certas atitudes de Leigh a assustavam, como o fato de haver um pacto entre as duas aos 7 anos quando escolheram suas profissões e a possibilidade de que quando tivessem seus filhos iriam se casar. A vida de cada uma estava ligada e destinada ali naquele instante, até que o tempo passou, os anos passaram e cada uma seguiu seu caminho, mas de certa forma, sempre juntas. 

 O plano parecia ter dado certo, Leigh teve realmente um menino, Cadence, e Sarah uma menina, Sphinx. Cadence era um menino frio, não expressava seus sentimentos, não tinha emoção alguma, imitava os sentimentos de Sphinx e era como se o seu coração fosse vazio. Foi aos 5 anos que uma borboleta surgiu no caminho de Cadence e mostrou para todos como ele era. A forma como ele agiu só mostrou que ele podia piorar cada vez mais, porém seus próprios pais o deixavam impor regras e só o pai de Sphinx percebeu a loucura presente em seu olhar. A presença de Sphinx é crucial para o que quer que ele esteja desejando encontrar. Mesmo doente, ele consegue dominar Sphinx a ponto de ela estar ao seu lado, aparentemente, porque gosta dele mas, na verdade, ela aceita tudo por medo, mesmo que sua mãe e nem ninguém a tenha forçado a suportar as atitudes de Cadence. 
"Minha mão começou a tremer na dele, meus dedos se dobrando sobre os dele, como se uma força invisível os estivesse puxando, ainda que eu lutasse para resistir."
 O enredo da história é narrado em primeira pessoa por Sphinx. Ela relata com muita complexidade a relação tão intensa da mãe e Leigh, então fica a certeza de como sua vida seria diferente se sua mãe não conhecesse Leigh no "dia do balanço". O fato da personagem Sphinx narrar a história dá impressão de que ela está do seu lado te contando os fatos, pois ela narra até os acontecimentos na vida de sua mãe. A autora soube fazer isso de forma que as atitudes e o jeito de Sphinx me atingiram, me deixando incomodada e impressionada ao terminar a leitura. Os diálogos de Cadence e Sphinx são muito bem escritos e os detalhes me ajudaram a visualizar cada cena, me deixando com vontade de tirar essa menina de perto dele. Vontade de dizer pra ela ir para sua casa e abandoná-lo, pois ele não teria jeito

 Sarah, foi totalmente submissa a amizade de Leigh, tanto que de início achei que Leigh iria aprontar com Sarah o tempo todo na infância.  A autora soube explorar um menino problemático de maneira que eu pude sentir sua frieza, seu caráter duvidoso e seu olhar gélido. Achei que a mãe de Cadence, na verdade, sabia quem era seu filho, mas preferia se enganar achando que ali havia um coração doce e com esse pensamento influenciava sua amiga Sarah e, consequentemente, colocando Sphinx em perigo constante. Também achei o pai de Cadence muito ausente na história porque apesar da separação, faltou um pouco mais da presença, e de ações dele em relação ao filho.

Gostei das características de Sphinx, mas não concordei com sua persistência em relação a Cadence. Sphinx tem 16 anos, poucos amigos mas muita esperança de que Cadence expressasse algum sentimento e se curasse do que quer que tenha. Ele, por sua vez, só podia dizer que expressava um sentimento: raiva. Sphinx mostra como sua vida estava em risco ao lado de Cadence mas que ela deseja ficar ao lado dele por acreditar em uma transformação

"Mas a luz pode ser cegante, pode brilhar tão forte em seus olhos que você não percebe o que está por trás, e então, como um carro escondido atrás de faróis ofuscantes, ele o atinge a toda velocidade."
 A diagramação está muito bonita, a capa lembra muito algumas cenas do livro, mas isso não quer dizer que a história foi todo um colorido e, sim, que o que parece lindo pode ser só aparência. O título é instigante e ao terminar a leitura tenho a certeza de que valeu a pena mesmo achando que o final poderia ter sido um pouco diferente.

M. Anjelais soube escrever uma história muito interessante, mostrando como alguém que parece perfeito pode carregar uma máscara que por trás a imagem é terrível e retratou muito bem como um sociopata pode manipular situações e pessoas. Matando Borboletas traz uma história intrigante, um suspense e uma amizade que mostra como muitas vezes um sinal pequeno pode detectar algo bem perigoso. Foi uma leitura muito bem fluída, tensa e que vai deixar os leitores desejando nunca passar pelo que os personagens passaram. Indico a leitura para aqueles que gostam de sentir os personagens tão próximos a ponto de dar agonia ao vê-los em perigo.

 :: Por: Thatiana Mortani

Comentários

  1. Thatiana, do céu: que resenha bacana! Esse livro, definitivamente, parece ser o tipo de livro que eu vá gostar, uma vez que adoro estudar os perfis psicológicos das personagens. Vou guardar o título e procurar assim que surgir uma oportunidade. Obrigado pela indicação e, é claro, SEJA MUITO BEM-VINDA!

    E como há braços, abraços!
    Caleb Henrique - Viajante Literário

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    1. Ola Caleb! Pelo que você falou, você vai gostar do livro. Guarde o título e quando tiver a oportunidade de ler, venha me dizer se realmente gostou. E eu que agradeço sua visita aqui no Magia Literária *.* Bjs

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  2. Hello Thatiana, bem vinda ao blog! Adorei a sua resenha logo de cara!
    Achei os nomes dos personagens muito diferentes, Sphinx e Cadence! Na verdade nao sabia quem era a moça e o rapaz, hehe.
    Então, a capa é linda, bem chamativa e colorida, eu adoroooo!
    Mas eu ja li umas resenhas que falavam não tao bem da estoria contruída pela autora, tipo como assim a menina tem uma cicatriz na cara e mesmo assim fica la com o Cadence, poxa vida ele é do mal!!!
    Até quero ler o livro, mas nao gosto de ficar agonia, e eu me sinto parte da estória mesmo qdo leio, fico bravo, choro, sinto medo....
    Mas acho q vou dar uma chance ao livro, quem sabe eu gosto ne?
    Bjus

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    1. Olá Suzzy! Que bom que gostou!
      É verdade, eu também achei bem diferente o nome dos personagens haha
      Pois é, Sphinx me deixou irritada em certos momentos, eu também achei um absurdo algumas atitudes dela mas quando uma história é boa ela nos envolve e temos essa sensação de agonia, alegria, é como se fosse tudo realidade. É a mágica da leitura! Dê uma chance ao livro =) Bjs *.*

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  3. Bem só pela sinopse me parece um livro dramaticamente dramático, e impressionantemente comovente.
    E eu amo essas duas características em um livro. E acho que esse livro tem muito a mostrar.

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  4. Amei a resenha, gostaria de poder ler logo esse livro, mas infelizmente tenho outros na frente. Só não gostei da capa, mas nada que impeça a leitura futuramente.

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  5. Que louco, um meio perturbador também, mas essa resenha sem dúvidas ficou ótima, adoro livros sobre amizades e esse é bem diferente dos livros sobre amizade que costumo ler.

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  6. Parece um bom livro de drama.
    Não é o que eu procuro para ler no momento, mas com certeza a história parece ser bem intensa.
    Um livro que prende a atenção do leitor.

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