[Bienal do Livro] Meus últimos dias de Bienal 2015

 Depois de escrever o título desse post um filme passou em minha mente. Não um filme dos últimos 16 dias (porque, de certa forma, a Bienal começou no dia 01 de setembro para mim), mas sim um filme das últimas duas Bienais do Livro.

 Em 2013 eu não imaginava que estaria na Bienal de 2014, em São Paulo, e em 2014 não imaginava tudo que aconteceria comigo em um ano. É engraçado pensar e ver como as coisas mudam em tão pouco tempo. É engraçado ver como a vida nos surpreende.

 No vídeo acima falei (e mostrei) como foram meus primeiros dias de Bienal e, agora, resolvi escrever um post sobre meus últimos dias. Apesar de ter gravado alguns vídeos, não eram o suficiente para editar um vídeo legal para vocês, então assim como nos vídeo acima, vou falar dos eventos que participei e mais tarde vocês poderão conferir quem (autores, amigos e blogueiros) encontrei durante todos os dias lá na página do ML.

 Na sexta-feira, 11, estive presente no Conexão Jovem. A jornalista Jaqueline Silva mediou o bate-papo com a autora Isabela Freitas, que compartilhou uma grande novidade: os direitos de Não Se Apega, Não foram vendidos para a Rede Globo. O livro será uma série dentro do programa Fantástico e eu mal posso esperar para conferir o resultado. Ela respondeu as perguntas de vários leitores, deu conselhos, falou sobre seu processo de escrita, contou curiosidades e muito mais. Gravei alguns momentos do bate-papo para vocês:
 Eu havia dito que iria no sábado, dia 12, e esse era o dia que mais tinha evento e autores que eu queria conhecer. Infelizmente acabei passando mal e não pude estar lá, mas no dia 13 acordei bem cedo e consegui o que não havia conseguido em nenhum outro dia: chegar às 10h no Rio Centro. 
 Participei do lançamento do primeiro livro do Marcus Siani, Os Perigos de Madame Zenóbia, reencontrei a Lycia Barros na sessão de autógrafos de O Que Eu Quero Pra Mim e reencontrei também o Vinícius Grossos, que autografou meu O Garoto Quase Atropelado.
 Para fechar o dia, foi a vez de conhecer Josh Malerman. Um amigo meu (o Caleb, do blog Viajante Literário) amou Caixa de Pássaros e, como não poderia estar na Bienal, falei que levaria seu livro para autografar. Comprei meu exemplar e acabei não conseguindo ler a tempo, mas lá fui eu para a fila. Eu disse no vídeo sobre os primeiros dias de Bienal que esse ano eu estava evitando filas, então se o autógrafo fosse para mim, provavelmente eu não teria ficado. E eu contei isso para o autor.

 Josh foi tão carinhoso e atencioso! Achou incrível que eu estava na fila para autografar o livro de um amigo sem nem ter lido ainda, adorou saber que nós nos conhecemos pela internet e compartilhamos o amor pelos livros e escreveu no meu autógrafo que espera que o livro me deixe arrepiada. Eu fiquei um tempinho conversando com o autor e até minha amiga, que era a próxima da fila, disse que eu falei demais, mas, gente, o cara era tão incrivelmente simpático que me fez esquecer que havia uma fila ali e tirou de mim qualquer tristeza por não ter conhecido os outros autores internacionais que estavam na feira. Mal posso esperar para começar a leitura.
 Eu fiquei das 10h às 22h na Bienal do Livro no seu último dia. Encontrei muitas pessoas, amigos, autores e blogueiros que, assim como eu, se despediam da Bienal 2015 já com muita saudade. Faltando 5 minutos para às 22h (horário de encerramento), eu, minha mãe e minha amiga começamos a sair do pavilhão azul para encontrar o pai da Carol que havia ido nos buscar. Eu olhava para todos os lados como se quisesse guardar cada pedaço em minha memória. Foi naquele pavilhão que eu passei mais da metade da minha Bienal. Foi nele que encontrei mais pessoas, que peguei mais autógrafos e que participei de eventos. No caminho para o pavilhão laranja, comecei a lembrar das Bienais passadas e, pela primeira vez, me perguntei o que acontecerá na próxima Bienal.

Confira aqui as fotos da Bienal (álbum em construção)

 E eu achei que não ia me emocionar, mas ao ouvir a voz do locutor dizendo que eram os últimos segundos da Bienal e ao fazer a contagem regressiva para o final da Bienal 2015 com todas as pessoas que trabalharam ali durante os 11 dias de feira e os que ainda estavam se despedindo com pesar, só pude agradecer por ter vivido momentos tão especiais nesse ano e pela Bienal do Livro 2015 ter feito o que eu não achei que era possível: ela superou a de 2013.

 Em 2013 eu disse que ia ser difícil a Bienal 2015 superar aquela. Quando vi que essa Bienal começava no dia 3 de setembro (mesmo dia em que estive na minha primeira Bienal), pensei que eu poderia estar enganada. Eu acredito em sinais, de verdade, e tive muitas provas durante esses dias de que nada é por acaso. Eu ia dizer agora que difícil mesmo será a Bienal 2017 superar a Bienal 2015, mas ela começará no dia 31 de agosto, um dia bem importante para mim. Será um sinal? Vou ter que esperar dois anos para descobrir.

 Obrigada a todos os que fizeram a minha Bienal 2015 ser uma experiência maravilhosa. Nos vemos em 2017!