[Resenha] A Casa das Marés | Jojo Moyes

Título: A Casa das Marés
Título Original: Foreign Fruit
Autora: Jojo Moyes
ISBN: 9788528612721
Grupo Editorial: Record
Editora: Record
Número de Páginas: 476
Gênero: Romance, Drama
Sinopse: Na década de 1950, uma cidade litorânea chamada Merham é dominada por uma série de regras sociais austeras. Lottie Swift, acolhida durante a guerra e criada pela respeitável família Holden, ama viver ali naquela cidade, mas Célia, a filha legítima do casal, não vê a hora de ultrapassar os limites de Merham. Quando um excêntrico grupo de artistas se muda para Arcádia, a velha mansão art déco construída de frente para o mar, as meninas não resistem à tentação de se aproximarem deles. Mas o choque para os moradores de Marham é inevitável e acaba por desencadear uma série de acontecimentos que terão conseqüências trágicas e duradouras para todos.Quase cinqüenta anos depois, no início do século 21, Arcádia começa a ser restaurada, voltando à vida e mais uma vez trazendo à tona intensas emoções. E a magia que permeia a mansão faz com que os personagens confrontem suas lembranças e se perguntem: É possível deixar nosso passado para trás?
"Algumas coisas estão predestinadas a acontecer. Não podemos lutar contra."

Acho que se eu dizer que amo a escritora Jojo Moyes não é novidade, né? E quem leu a resenha de Em Busca de Abrigo sabe que estou amando o fato de a Bertrand Brasil  estar lançando novas edições dos primeiros livros da escritora, assim tenho a oportunidade de lê-los e, claro, perceber as mudanças pelas quais a escrita da autora falou e ela mesma disse várias vezes. 
"Eu simplesmente acredito que, às vezes, o futuro tem um destido reservado para nós, algo que não podemos imaginar.E para torná-lo viável, precisamos continuar acreditando que coisas boas estão por vir."
 A Casa das Marés  foi o segundo livro publicado pela Jojo. Nele conhecemos Lottie Swift e a família Holden, que a acolheu durante a Segunda Guerra Muldial. Lottie ama viver em Merham, que é uma cidade litorânea, mesmo que esta seja dominada por uma série de regras sociais e não seja muito aberta para mudanças. Celia, que é a filha legítima do casal que criou Lorrie, por sua vez, não vê a hora de ultrapassar os limites da cidade. Nela há uma velha mansão art déco, chamada Acárdia, que foi construída em frente ao mar, e quando um grupo de excêntricos artistas se muda para a lá, as duas amigas ficam curiosas e fascinadas, ao contrário dos moradores da cidade, que ficarão em choque pela série de acontecimentos que eles trazem, além de consequências trágicas que deixarão marcas em todos. Quase cinquenta anos depois, a mansão volta a trazer intensas emoções quando começa a ser restaurada e Daisy, uma das designers contratadas para transformar Arcádia em um hotel à beira-mar, irá mergulhar na magia das histórias que o local traz.
“Aquela casa exercia sempre o mesmo efeito sobre ela. Sentia-se atraída, embalada pela aragem dos acordes menores que a brisa do mar soprava, provocante, em sua direção. Sussurravam os seus segredos, sugeriam lugares inéditos, novas maneiras de ser. Você precisa aprender a sonhar, Adeline lhe dissera.“
 Divido em três partes, o livro traz diversas histórias que tornam o enredo instigante. Jojo sabe como manter o interesse do leitor e sempre consegue manter um certo mistério em sua escrita. A narrativa em terceira pessoa nos permite conhecer vários personagens que, cada um com sua importância e história, acrescentam algo ao enredo e uma pista sobre o desenrolar da trama. A autora nunca deixa a desejar na construção de seus personagens e suas ligações, e isso é extremamente importante em histórias com muitos personagens.

 Apesar de a escrita de Jojo ser incrivelmente envolvente, esse livro teve dois "probleminhas" para mim: o início e a segunda parte do livro deixaram a desejar. Eu realmente me acostumei com a Jojo de seus livros mais recentes, por isso já começo as leituras de seus livros esperando certos aspectos e é obvio que a autora se aperfeiçoou. Eu esperava gostar mais desse livro do que o anterior, mas só lá para a página 100 que comecei a realmente me envolver com a leitura. Na segunda parte do livro, senti como se a autora quisesse acrescentar detalhes, mas só enrolou um pouco. Não no sentido de deixar as informações sem nexo, mas sim de estar demorando para revelar certas coisas. A história em si não deixou de ser boa, mas o rendimento da leitura deixou a desejar nesse aspecto.

Acabo de perceber que sempre digo a mesma coisa sobre as capas originais da Jojo: são até bonitas, mas as brasileira são melhores. Eu amo as edições da Jojo no Brasil e, mais uma vez, a Bertrand Brasil não deixou a desejar na capa. Eu gostei muito da capa azul com as fontes em tons de rosa, o que mantém as cores da original, mas a ilustração brasileira me agradou mais.
"- Os seus sentimentos jamais são a parte menos importante, Lottie."
 A Casa das Marés traz personagens intensos, histórias incríveis e enredo completo. Apesar de o desenvolvimento da leitura ter deixado um pouco a desejar para mim, sei que isso aconteceu por estar acostumada com sua narrativa mais atual, porém indico para todos os leitores da autora e para os que ainda não a conhecem, assim poderão perceber o progresso da autora, pois  Jojo Moyes mais uma vez me me fez ficar curiosa para saber o desenrolar da história e apresentou características que só ela tem.