[Resenha] A Irmã da Tempestade | Lucinda Riley


Título: A Irmã da Tempestade
Título Original:
Autora: Lucinda Riley
ISBN: 9788580414776
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 528
Gênero: Drama
Sinopse: Em "A irmã da tempestade", segundo volume da série As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa história sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas. Ally D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens.  Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado. Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.
"Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força"

 Lucinda Riley é uma autora e uma pessoa que gosto muito. No ano passado, quando tive a oportunidade de mediar o lançamento de As Sete Irmãs aqui no Rio de Janeiro, fiquei muito feliz em ter mais contato com a autora depois disso e conhecer mais dela. A proposta dessa nova série me agradou muito e, desde que li o livro anterior, mal podia esperar por A Irmã da Tempestade.
"- Chega de se esconder - disse Maia, erguendo o copo. - Mesmo se não der certo, pelo menos eu vou ter tentado.
 - Chega de se esconder - falei, sorrindo, e brindei com ela."
 A sinopse do livro já dá todos os detalhes que eu daria para vocês nesse primeiro parágrafo, mas, para quem não sabe, em As Sete Irmãs conhecemos, em especial, Maia, a filha mais velha de Pa Salt, um homem que adotou sete meninas de diferentes lugares. Antes de morrer, ele deixou pistas sobre origem de cada uma das filhas em cartas para que elas fosse, ou não, em busca de suas famílias biológicas. Depois de acompanhar a viagem de Maia até o Rio de Janeiro, é a vez de conhecermos e viajarmos com Ally, a segunda filha mais velha de Pa Salt - e que herdou seu amor pelo mar -, uma velejadora profissional que deixou o talento como flautista de lado por conta da atual profissão. 
"Aquela carta era seu passaporte para o futuro."
 Uma das coisas que mais gosto no estilo de Lucinda Riley é a maneira como ela não facilita as coisas para os leitores. Ela não nos dá as respostas logo de cara, nem nos permite saber o que acontecerá em seguida - e não importa quantos livros você tenha lido da autora, sempre se surpreenderá. Uma prova disso é o fato de ela não começar o segundo livro de onde o anterior parou. Ela volta um pouco mais, nos permitindo saber quem é Ally realmente e o que esperar dela. Claro que isso nos deixa mais ansiosos para chegar até onde havíamos parado, porém cada página até aquele momento é muito valiosa.

 Sim, acabamos tendo momentos repetidos do livro anterior, mas a narrativa em primeira pessoa da autora nos permite ter um novo ponto de vista sobre certos acontecimentos e agregar pensamentos e dúvidas sobre certos acontecimentos. Em um primeiro momento cheguei, sim, a me perguntar se ter mais ou menos 100 páginas com informações de antes da última cena do livro anterior valeriam a pena para o rendimento da leitura, mas Lucinda sempre sabe o que faz. Ela não deixa a desejar em enredo, narrativa nem construção de personagens, e acompanhar tudo isso é incrivelmente prazeroso.

 Ally é uma personagem que me agradou ainda mais que Maia - e algo me diz que Lucinda fará os leitores gostarem mais de cada irmã para que nossos sentimentos em relação a série seja crescente. Todo o drama que a envolve e os altos e baixos de sua vida nos fazem querer estar a seu lado durante as novas descobertas não apenas acompanhando-a e, sim, cuidando. Ela nos permite diversas emoções ao longo da leitura, consegue nos envolver de verdade em seu passado e nos deixar imaginando como será seu futuro de algo em diante. 
"Ela é uma voz fantasma. Ninguém faz ideia de quem ela seja"
 É impressionante como podemos perceber todo o cuidado e pesquisa da autora para escrever seus livros. Os dois últimos, em especial. Ela consegue passar tanta segurança em suas palavras que nós realmente nos sentimos no local onde a protagonista está e conseguimos captar todo o clima que o envolve. Ally nos levará de Atlantis à Londres e, finalmente, à Noruega para conhecer toda a verdade sobre suas origens. Viajar para o passado e para o presente tornam a leitura ainda mais dinâmica e emocionante, uma vez que a autora nos deixa tão empolgados em diversas partes que é impossível não querer estar dentro do livro para conferir tudo ainda mais de perto. Eu queria comentar um pouco sobre alguns personagens (Anna e Jens, em especial), mas deixarei que vocês se envolvam por essa história sem saber, como eu não sabia, quem eles eram de verdade.

 A Irmã da Tempestade  conseguiu ser ainda melhor do que o volume anterior da série As Sete Irmãs e isso só reforça ainda mais a ideia de que Lucinda Riley é uma autora que vive se superando. Ally nos permite conhecer suas dúvidas, seus medos e suas emoções com a esperança de que com a ajuda do passado seu futuro consiga ter um só rumo, porém, o presente será cheio de altos e baixos.