[Resenha] O Rouxinol | Kristin Hannah

Título: O Rouxinol
Título Original: The Nightingale
Autora: Kristin Hannah
ISBN: 9788580414684 
Editora: Arqueiro
Gênero: Drama, Romance
Sinopse: França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.
"- Os homens contam histórias - respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. - As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nos recolhemos os cacos para começar a vida de novo."

 Incrível, emocionante, sensacional. Essas são as três palavras que se passam em minha mente quando penso em definir O Rouxinol. Depois de ler quatro livros de Kristin Hannah, minha única certeza era de que sua escrita é do tipo que qualquer um gostaria de ler e poderia amar. Ela é aquela autora que, não importa a história, você sabe que pode indicar o livro para alguém sem dúvida nenhuma. E esse livro só chegou para confirmar ainda mais meu pensamento.
"Meu filho ama uma versão incompleta de mim. Sempre pensei que isto era o que eu desejava: ser amada e admirada. Agora, acho que talvez eu preferisse ser conhecida."
 Uma senhora que sente que está no fim de sua vida. Ela é a primeira pessoa que conhecemos nesse livro. Depois de uma grande perda e um diagnóstico, ela aceita sem esperança de muito futuro o desejo do filho: vender a casa que viveu por tanto tempo e se mudar. Mas devido aos últimos acontecimentos difíceis em sua vida, ela voltou a lembrar dos acontecimentos realmente árduos pelos quais teve que passar e tentar superar. E para nos mostrar isso, ela nos leva até a França de 1939, pouco antes de a Segunda Guerra Mundial atingir a França e os nazistas invadirem o loca.
 "Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."
 Vianne e Isabelle são duas irmãs com personalidades opostas: a primeira, responsável e cautelosa; a segunda, leviana e impulsiva. As duas não tiveram uma infância fácil, ainda mais depois da morte da mãe e o abandono do pai - que as fez viver sobre os maus tratos de uma estranha -, e se tornaram ainda mais distantes quando Vianne enviou a irmã mais nova para um internato. Porém, com a guerra que se aproxima mais a cada instante, ela resolve voltar para perto da irmã e terá como objetivo mudar o destino de Paris. Contudo, o que uma garota de 18 anos pode fazer em relação a uma guerra?
"- Todos somos frágeis, Isabelle. É uma coisa que aprendemos na guerra."
 Como falei, a escrita de Kristin Hannha é do tipo que agradaria qualquer um, só que dessa vez está ainda mais envolvente. Ela conseguiu, de fato, me fazer sentir algo próximo do que senti ao ler A Garota Que Você Deixou Para Trás, da Jojo Moyes. E quem acompanha o blog ou assiste meus vídeos sabe o quanto eu amo esse livro e ele é único para mim, assim como sabe o quanto histórias ambientadas nas Grandes Guerras me deixam fascinada. Só que dessa vez Kristin me impressionou porque eu esperava muito do livro, mas não tanto. Eu esperava uma boa história, mas não uma história tão impressionante. Não uma história tão fantástica.
"A partir de agora, seria Juliette Gervaise, codinome de Rouxinol."
 Uma das coisas que mais gostei é de não sabermos, de fato, quem é a senhora que conhecemos no primeiro capítulo até certo momento. Eu já me sentia segura de meu pensamento mesmo quando a autora tenta nos deixar em dúvida e fiquei animada ao saber que estava certa, ao mesmo tempo em que outras verdades começavam a surgir e me deixar angustiada. Vianne e Isabelle são personagens opostas, mas que irão amadurecer, cada uma a sua maneira, durante a história. Ambas irão enfrentar medos, ambas irão desafiar a si próprias, só que o mais importante é que nenhuma irá desistir de seus princípios. As duas são personagens admiráveis que, com erros e acertos, mostram ao leitor a importância de ser perseverante de uma maneira grandiosa.
"Continue viva, pensou. Continue. Viva."
 A maioria das histórias de ficção ambientadas em guerras que li tratam do amor nos tempos de guerra. Elas tentavam mostrar como era possível encontrar uma paz em meio a tanto terror, mas as histórias que mais me agradam são as que mostram mais do que isso. E O Rouxinol é uma dessas histórias. Sim, temos romance, e, sim, a história é focada nas duas irmãs, mas nesse livro veremos como era o lado da guerra onde estavam as mulheres. As viúvas, mães, irmãs, filhas. Aquelas que convivem com os nazistas, que irão abrigá-los em suas próprias casas, que serão forçadas a fazer o que não querem. Veremos como era lutar na guerra sem uma arma.
"Feridas cicatrizam. O amor perdura."
 Com final tocante e profundo, O Rouxinol chegou para mim no final do ano para se tornar uma das melhores leituras dele. Kristin Hannah conseguiu superar todas as minhas expectativas e colocar o dobro de emoção e inteligência do que eu esperava em um enredo muito bem preparado e apresentado. Vianne e Isabelle são personagens que marcam o leitor com sua trajetória e nos mostram que viver poderia ser mais difícil do que sobreviver durante a guerra.


Comentários

  1. Oi Mariana, lendo a sinopse e a resenha o livro não me chamou a atenção, não é o tipo de gênero literário que eu costumo ler mas obrigada pela dica bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que pena, Fernanda. Mas, realmente, quando não gostamos do gênero fica difícil gostar da história. Beijo!

      Excluir
  2. Gostei da capa e amei a sinopse. Lendo a resenha fiquei mais apaixonada ainda e faço questão de ler o livro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Espero que ame e aproveite tanto a leitura quanto eu, Maristela!

      Excluir

Postar um comentário

Não saia sem comentar!
Queremos saber sua opinião ;)

Postagens mais visitadas