[Resenha] A Garota do Calendário - Junho | Audrey Carlan


Título: A Garota do Calendário - Junho
Título original: Calendar Girl - June
Autora: Audrey Carlan
ISBN: 9788576865278
Grupo Editorial: Record
Editora: Verus
Ano de lançamento: 2016
Número de páginas: 160
Gênero: Romance, Romance Hot
Compre: eBook | Físico
Gênero: O sexto volume do fenômeno editorial nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de cópias vendidas Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de junho em Washington com Warren, um coroa rico que precisa de uma mulher a seu lado para tratar com políticos e investidores. O acordo entre eles não envolve sexo — já com Aaron, o filho de seu cliente, Mia não pode garantir.
"Confie na jornada..." p. 52
Resenhas anteriores: 
A Garota do Calendário - Março | A Garota do Calendário - Abril
A Garota do Calendário - Maio


 Nas resenhas dos livros anteriores da série A Garota do Calendário comentei o quanto me senti mais próxima da protagonista a cada livro que lia. Com este sexto volume chegamos, oficialmente, na metade da série, o que me fez começar a leitura pensando em tudo o que havia lido, em tudo o que Mia havia passado e, parece que a história de "se sentir próxima da personagem" é mesmo real, já que ao avançar na leitura Mia parecia compartilhar dos mesmos sentimentos e pensamentos que eu (ou seria ao contrário?). E eu me senti realmente conectada à ela quando Mia conhece Aaron, filho do cliente desse mês. Sabe quando sua amiga fala sobre algum cara que conheceu e você tem aquele pressentimento ruim e já começa a dizer "presta atenção onde você está pisando"? Então. Foi assim que eu me senti.
"– Sua essência é sua força de vida, seu magnetismo. Quando você me tocou, eu senti a carga." p. 16

 Nesse mês embarcamos com Mia direto para Washington, capital dos Estados Unidos, para ser acompanhante de um coroa que precisa de uma bela e jovem mulher ao seu lado enquanto tratar de negócios, consegue investidores e faz contatos políticos. Warren precisa atrair homens poderosos pra seu lado, pois, só assim, um grande projeto que ele tem em mente poderá se realizar. Então Mia tem uma nova chance de ajudar quem a está ajudando, entretanto, Aaron não tornará esse mês tão fácil quando parece.
"O mundo seria muito melhor se todos dissessem o que pensam e vivessem de acordo com a regra de ouro." p. 39
 Quando terminei a leitura, Audrey Carlan me mostrou o quando eu estava certa e enganada, ao mesmo tempo, a respeito desse livro. Por um lado, acertei ao pensar que Aaron poderia ser um personagem-problema, mas, por outro lado, achei que Mia erraria ainda mais em relação a ele - o que não aconteceu exatamente. A autora fez ótimas escolhas para esse livro e sinto que estou ficando repetitiva com meus elogios, porém não posso deixar de comentar como, a cada volume da série, sinto que fiz a coisa certa ao apostar nessa leitura.
"– Algumas coisas nunca mudam. – Nós dois rimos." p. 42
 O lado hot da jornada de Mia está mais leve nesse livro, só que existem cenas muito mais fortes. Podemos perceber a diferença na maneira como a autora aborda o sexo e os relacionamentos de Mia a cada livro, só que dessa vez a diferença é gritante e deixa qualquer leitor bem incomodado. Não posso dizer o porquê desse sentimento, porém Audrey abordou um medo e uma realidade presente na vida de mulheres ao redor do mundo e foi o que me deixou com sentimentos conflituosos em relação ao livro. Eu queria avaliá-lo com 3 estrelas - caracterizando-o como uma boa leitura -  porque não concordava com um personagem, porque queria, de algum modo,fazer justiça mas, enquanto escrevo a resenha, percebo como Audrey Carlan conseguiu me atingir e é isso que espero dos livros que leio: que me façam fugir da realidade ao mesmo tempo em que me permitam refletir sobre a mesma. Só não dou 5 estrelas porque tenho outros três livros de A Garota do Calendário que foram meus favoritos, então, não seria justo.
"– Então é assim que você vai jogar? – Não estou jogando." p. 70
 Como disse no início da resenha, uma certa nostalgia atinge Mia e seus leitores. O mais legal do livro, para mim, foi o fato de que Mia começa a refletir melhor sobre tudo o que passou nos últimos meses, além de tomar uma decisão importante que a acompanhará para sempre. Também é realmente tocante ver como todos os personagens a mudaram da mesma forma como ela os marcou e, quando Mia precisa, eles estão prontos para apoiá-la. Esse livro possui mais de um momento de reflexão e gostaria de poder mencionar cada um deles, porém sei que será muito mais proveitoso se vocês descobrirem por si mesmos.

 A Garota do Calendário - Junho traz um verdadeiro conflito de sentimentos. Em um momento você está rindo e torcendo para a felicidade alheia, no outro está pensando sobre o passado e sentindo saudade, então você está angustiado e quer mudanças, só que Audrey Carlan mostra como uma coisa leva a outra e como uma vida modificada pode alterar outras muitas vidas sem nem se dar conta. Mia enfrenta bons altos e baixos justamente na metade de sua jornada e o mais gratificante é saber que ela está decidida a continuar.

Próximo livro: 
A Garota do Calendário - Julho