[Resenha] O Coração da Esfinge | Colleen Houck



Título: O Coração da Esfingen
Título original:  Recreated
Autora: Colleen Houck
ISBN: 9788580416060
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2016
Número de páginas: 368
Gênero: Mitologia, Fantasia,
Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.
"Renascemos.
 Somos esfinge." p. 86

 Não é segredo para ninguém o quanto eu amo conhecer outras culturas e, quando sei que um livro envolve o tema, já passo a desejá-lo. Quando comecei a ler O Despertar do Príncipe - primeiro livro da série Deuses do Egito - fiquei muito empolgada com tudo o que a autora Colleen Houck  estava apresentando. Foi inevitável ficar acordada lendo de madrugada sem conseguir para a leitura e me envolvi na história de uma tal maneira que queria que todos  a lessem também. Agora, mais de seis meses depois, O Coração da Esfinge chega com reviravoltas e segredos que não poderíamos imaginar.
"Queria mais. Precisava de mais do que apenas uma sombra pálida de vida." p. 7
 A sinopse do livro já adianta a base do enredo, então vou me limitar a dizer que Lilly e Amon estão passando por momentos difíceis. Separados e sem poder se comunicar como gostariam, Amon é torturado pela perda de seu amor e por ter acabado no mundo dos mortos depois de ter que colocar seu coração na Balança da Verdade e da Justiça, graças ao seu envolvimento com uma humana. Lilly consegue sentir a dor de seu amado, por conta da ligação que possuem, e quer mudar seu destino. Então, quando ela menos espera, descobre que, de fato, o futuro de Amon e seus irmãos está em suas mãos. E a missão que lhe foi destinada pode lhe custar a vida.
"- Não confie em ninguém no mundo dos mortos, nem nos que você possa considerar amigos." p. 45
 A narrativa de Colleen Houck mais uma vez me pegou de jeito e me fazia querer atropelar as palavras de tanto que queria avançar na leitura, ao mesmo tempo em que queria desfrutar das informações que ali estavam. É muito incrível acompanhar a história e se dar conta do tanto de pesquisas realizadas, uma vez que certos personagens são muito seguros e certas informações são passadas com muita verdade. Infelizmente, a escrita da autora teve alguns altos e baixos durante o livro, entretanto temos personagens novos que nos surpreendem e acrescentam muito ao enredo e à vida de Lilly, em especial, sem falar dos muitos segredos dos deuses do Egito que serão revelados para nós.
"- [...] Você pode se lembrar de que mulheres poderosas como Hatshepsut costumavam ser representadas com uma barba falsa. Isso não se destinava a disfarçar ou enganar, era um sinal de poder." p. 51
 Dessa vez, além de Lilly, temos outras duas personagens que possuem bastante destaque: Tia e Ashleigh. Não posso dizer o porquê de elas serem especiais nem como irão mudar a vida de nossa protagonista, mas posso afirmar que Colleen conseguiu me deixar muito em dúvida a respeito do futuro dessas personagens. Também é graças à elas que me dei conta de que a autora acabou destacando mais o romance quando poderia estar abordando outros assuntos, e sei que tudo o que aconteceu na vida de Lilly nesse livro foi, principalmente, por conta de seu amor por Amon, porém certos momentos deixaram a desejar.

 Outro fato que me deixou meio receosa foi que senti como se Colleen quisesse nos dar um tempo para respirar e tornasse a leitura mais lenta sem mais nem menos. Era como se quisesse acrescentar alguns questionamentos que eu queria que acabassem e que só serviram para eu refletir sobre o que realmente estava achando da história e da protagonista. A mudança na personalidade e na segurança de Lilly desde o primeiro livro é notória, faz com que ela esteja melhor, porém haviam momentos de indecisão que eu simplesmente não conseguia engolir.

 O final do livro é algo que te deixa ansioso para o próximo volume da série, mas é uma ansiedade mais controlada do que a anterior. Terminei O Despertar do Princípe muito ansiosa para ler O Coração da Esfinge, mas os pontos negativos que mencionei não permitiram que eu ficasse tão empolgada para o próximo livro. Claro que quero ler, quero saber o desenrolar da trajetória de Lilly e Amon, porém fiquei com um pé atrás em relação ao desenrolar de tudo. Mesmo quase certa de que o romance vai ganhar, não gostaria que isso se tornasse o principal da série.
"Tudo o mais ao redor era caos." p.342
 Não existem dúvidas de que o enredo de Deuses do Egito é um dos melhores que acompanhei e, mesmo que Colleen Houck tenha deixado a desejar em pequenos pontos que fizeram a diferença durante a leitura, não consigo dizer que não gostei de fato de O Coração da Esfinge. Foi uma leitura muito boa pelos pontos em que eu queria focar, entretanto dei três estrelas porque esperava muito mais e não gostaria de ter ficado tão desapontada em tantos momentos. De qualquer forma, preparem-se para muitas dúvidas, segredos, descobertas e reviravoltas instigantes que te deixam com o coração na mão e leiam para conhecer a mitologia egípcias e não com olhos voltados apenas para o romance.

Comentários

  1. Oi, tô lendo O coração da Esfinge agora, sou completamente apaixonada pelo Egito e tava super ansiosa pra ler esse livro, mas confesso que me decepcionei um pouco, achei o primeiro livro meio fraco e tanto ele quanto este estão me deixando meio entediada, esperava mais da Colleen, pq sou doida pela maldição do tigre #teamren, e uma coisa que me irrita demais nas mocinhas é essa indecisão, sinceramente! E sempre envolvendo os irmãos, isso me deixa bem chateada, pq nunca é uma coisa passageira, é uma coisa que a gente tem que aturar durante vários capítulos e/ou livro e me incomoda. Sei que sempre há um conflito pra dificultar o encontro ou reencontro de um casal, como em Estilhaça-me (que honestamente me deixou vidrada bem mais que estes dois livros da Colleen) mas poderia ser de uma forma diferente, enfim, tô mais desabafando com alguém que leu mesmo. Não terminei de ler O coração da Esfinge, então espero que melhore e que eu possa dizer que realmente amei a história como um todo. Adorei sua resenha. Beijão.

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