[Resenha] Desintegrados | Neal Shusterman

Distopia envolve crítica a pensamentos atuais e chama atenção para doação de órgãos.


Título: Desintegrados
Título original: Unwind
Autor: Neal Shusterman
ISBN-13: 9788581638102
ISBN-10: 8581638104
Grupo Editorial: Novo Conceito
Selo: Novo Conceito
Ano de lançamento: 2017
Número de páginas: 416
Gênero: Distopia
Encontre: Amazon | Skoob
Sinopse: A Fragmentação tornou-se um grande negócio com poderosos interesses políticos e corporativos em jogo. O governo não quer apenas continuar com ela, como também expandi-la. Cam foi feito inteiramente com as melhores partes de fragmentados e, tecnicamente, ele é um garoto que não existe. Um verdadeiro Frankstein do futuro, que luta para encontrar sua identidade e se questiona se um ser como ele pode ter alma. Quando as ações de um sádico caçador de recompensas ameaçam a causa de Connor, Lev e Risa, o destino de um deles é ligado ao de Cam. A aguardada sequência de Fragmentados desafia a suposição de onde começa e termina a vida e o que realmente significa viver.

 Leia também: resenha Fragmentados
 Connor, Risa e Levi são os protagonistas que conhecemos em Fragmentados. Naquela época, Connor era um garoto de dezesseis anos que descobriu pro acaso que seus pais haviam assinado sua ordem de fragmentação, Risa era uma tutelada da Casa Estatal de quinze anos que seria fragmentada para que o Estado cortasse gastos e Levi era um menino de treze anos que seria dízimo. O caminho desses três se cruzou, de modo que cada um deles mudou e amadureceu juntos. Agora, depois de tudo o que nos foi revelado no primeiro livro da série distópica de Neal Shusterman, o autor nos apresenta mais três personagens que irão ajudar no desenrolar de tudo.
"Ele controla as próprias emoções, escondendo-as atrás de um sorriso." p. 15
 Starkey, Miracolina e Cam são os novos personagens que iremos acompanhar. Starkey vai aprender muito nas ruas após fugir de sua fragmentação, Miracolina ficará revoltada ao ser impedida de cumprir sua missão como dízimo e Cam é o primeiro humano composto. Sim, ele foi totalmente criado a partir de fragmentos de outras milhares de pessoas. Cada um deles terá seu destino ligado, de alguma forma, aos protagonistas já conhecidos por nós, e nos permitirão uma visão abrangente acerca dos novos acontecimentos.
"- Uma nação de adolescentes zangados, sem trabalho, sem estudo e com todo esse tempo livre nas mãos? Pode apostar que estou com medo e você também deveria estar..." p. 261
 Uma das coisas mais marcantes nos livros de Neal Shusterman é o fato de que sua narrativa em terceira pessoa é muito envolvente e esclarecedora. Ele consegue nos fazer prestar atenção no que realmente importa, ao mesmo tempo em que nos permite uma visão ampla de vários núcleos. Só assim os esclarecimentos necessários chegarão para nós enquanto essa realidade que não é a nossa nos mostra que ainda temos muito o que aprender.
 Os questionamentos do livro anterior ganharão respostas, assim como muito conteúdo será acrescentado e poderemos conhecer um outro lado da Guerra de Heartland, que dividiu as pessoas entre os Pró-Vida e os Pró-Escolha. Saberemos como a guerra se desenvolveu, conheceremos mais da propaganda de fragmentação, entenderemos melhor a cabeça dessas pessoas que se deixam levar por uma solução apresentada como perfeita por seu o seu governo utópico. Tudo aqui é muito bem explorado e só nos deixa ainda mais empolgados para o que está por vir.
"- Acho que é importante eu deixar isso bem claro - começa ela - Eu não sou agora, nem jamais fui, a favor da fragmentação..." p. 372 
 Desintegrados é uma das melhores continuações que já li. Neal Shusterman consegue responder todas as perguntas que precisam de respostas, além de nos permitir decifrar muitas incógnitas que nem chegamos a cogitar. Essa é uma distopia que consegue nos apresentar um futuro que poderia ser possível, assim como nos permite muitas reflexões sobre nossos atuais atualmente. Sem dúvidas uma leitura que vale muito a pena.

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