[Resenha] Tudo e Todas as Coisas | Nicola Yoon


Título: Tudo e Todas as Coisas
Título Original: Everything, Everything
Autora: Nicola Yoon
ISBN-13: 9788580416992
ISBN-10: 858041699X
Ano de lançamento: 2017
Número de Páginas: 280
Gênero: Sick-lit, Romance
Encontre: Amazon | Skoob
Sinopse: "Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa nunca sai em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostuma com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."
"A vida é um dom. Não esqueça de vivê-la."
 Sabe quando você termina de ler um livro, o fecha e não sabe o que dizer ou pensar? Sabe quando você quer pensar e dizer tantas coisas que sem saber o que fazer ao certo resolve simplesmente ficar olhando para um ponto (no caso o livro) em busca de uma resposta? Sabe quando o livro é tão bom que  você não ri nem chora, apenas fica sem reação? Então, foi tudo isso que aconteceu quando eu terminei de ler Tudo e Todas as Coisas.
"Na verdade, há apenas uma única coisa que eu desejo: uma cura mágica que me permita sair correndo, livre, por aí, como um animal selvagem, mas nunca fiz esse pedido porque sei que é impossível. Seria como desejar que as sereias, os dragões e os unicórnios fossem reais. Em vez disso, peço algo mais provável que uma cura. Algo que provavelmente não vai nos deixar tão tristes.
- A paz mundial - respondo."
 Madeline é uma garota de 18 anos que tem uma doença rara, a IDCG. Ela basicamente é alérgica a uma infinidade de coisas, o que a impossibilita de fazer coisas simples como sair de casa. Sim, ela não sai de sua casa desde que foi diagnosticada com a doença quando tinha meses de vida, o local é todo equipado para que nada possa afetá-la e, claro, as pessoas que irão entrar na casa precisam passar por uma série de exames e passam por um processo de descontaminação para entrar. Não que isso aconteça muito, já que Madeline só faz aulas on-lines e seu professor preferido, por exemplo, só pode visitá-la duas vezes em dois anos.
"Algumas coisas, precisamos experimentar por nós mesmos."
 Em um dia que deveria ser igual a todos os outros de sua vida, a casa ao lado da de Madeline recebe novos moradores. Entre eles está Olly, um garoto que deve ter mais ou menos a sua idade e que logo desperta o interesse da garota. Ele e sua irmã, Kara, dão o primeiro passo para ter a amizade da vizinha desconhecida, mas ela sabe que é doente, que não pode sair para bater um papo na varanda ou assistir um filme, então, com certeza, ser amiga de Olly não pode e não vai acontecer.  Só que talvez ela esteja errada a respeito da última coisa.
"De uma coisa eu tenho certeza: a vontade só leva a mais vontades. Não há limites para o desejo."
  A narrativa em primeira pessoa nos permite ficar próximos o suficiente de Maddy para conhecer seus pensamentos, sua personalidade e seus desejos. Antes mesmo que ela diga ou faça algo nós já esperamos tal coisa dela e é incrível a sensação de conhecer tanto a personagem a ponto disso. E Nicola Yoon escreveu uma história onde estar com os personagens é o que importa. Digo isso porque tirando Maddy, não precisamos saber todos os detalhes da vida de cada um dos personagens e nem saber muitas características para imaginar cada um e conhecê-los de verdade. Cada um, a sua maneira, acrescenta algo na história, acrescenta algo em Madeline e acrescenta algo para nós. Eu não tinha ideia do que esperar do livro e talvez seja esse o motivo de eu ter gostado tanto dele, só que eu gosto da ideia de que ele é tão incrivelmente profundo que me deixaria sem palavras de qualquer forma e acredito mais nessa opção. 
"A vida é difícil, querida. Todo mundo encontra um caminho."
 A personagem que mais se destaca é Carla, a enfermeira de Maddy. Ela é tão carismática, adorável, cativante! A mãe de Maddy, Pauline,  por outro lado, não foi alguém que consegui gostar de cara ou sentir algo a respeito logo nas primeiras páginas. Kara, mesmo aparecendo pouco, é alguém que o leitor consegue decifrar. Olly... ah, o Olly. Ele faz tão bem para Maddy que a partir do momento em que nos damos conta de que ele pode fazer alguma diferença na vida da protagonista já passamos a gostar dele. Não vou comentar nada mais sobre eles e outros personagens que tem importância nas decisões e nos caminhos de Maddy, mas posso garantir que cada um acrescenta algo na história.
"Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua."
 Tudo e Todas as Coisas é mais do que uma história sobre uma garota doente que quer conhecer o mundo: é um total misto de sentimentos, é uma história sobre confiança, paixão pela vida e o desejo de viver. São tantos os sentimentos durante a leitura que qualquer um pode terminar como eu: olhando para o título do livro sem conseguir pensar em mais nada. Nicola Yoon me fez pensar sobre minha vida desde o primeiro capítulo e fez terminar a leitura com uma imensa vontade de fazer qualquer coisa louca que viesse em minha cabeça para me sentir tão viva quanto Maddy queria. A verdade é que estamos tão vivos que às vezes esquecemos de viver (ou deixamos para depois) o que realmente queremos, já que temos tempo. Só que enquanto o temos, o ideal é fazer o máximo de coisas que pudermos.
"No início, não havia nada. E então, de repente, havia tudo."

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