[Resenha] O Silêncio das Águas, de Brittainy C. Cherry

Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?
Romance | Séries | 364 páginas | Editora Record | Amazon | Skoob

As pessoas que te ensinavam a amar nem sempre eram as que ficavam ao seu lado.

 Maggie tinha seis anos quando conheceu (e se apaixonou por) Brooks. Seu pai, após ter vários relacionamentos, conheceu uma mulher pela internet e resolveram morar juntos. Calvin, seu filho, era melhor amigo de Brooks e, dessa forma, Maggie o conheceu. A menina ficou encantada por ele e, mesmo pequena, persistia em tentar ganhar sua atenção. Até que um dia Maggie marca um encontro com Brooks, que não aparece. Enquanto esperava por ele, a menina acaba presenciando uma cena terrível que, a partir daquele momento, mudaria sua vida. O trauma fez com que ela se afastasse dos amigos, do amor da sua vida e de tudo que, para ela, significava ser feliz.


Nem tudo que está em pedaços precisa ser consertado.

 Brittainy C. Cherry é daquelas autoras que você quer ler tudo que escreve porque ela sabe escrever um romance cheio de dramas que tocam o seu coração. Isso me deixa sempre ansiosa para cada nova história e ela sempre consegue surpreender em algum aspecto. A forma como ela escreve envolve o leitor e tem sempre algo que nos comove, sempre há um ponto que vai te deixar atenta até chegar o fim. Em O Silêncio das Áaguas a narrativa é em primeira pessoa, alternada entre Brooks e Maggie, e o livro se divide em três partes: a infância dos protagonistas, a adolescência e amadurecimento deles. Essa separação nos permite acompanhar o crescimento de cada personagem e o desenvolvimento de seus pensamentos e ideias. A parte ruim é que o trauma de Maggie, para quem não viveu isso, pode parecer difícil de se identificar.

 É difícil acompanhar o sofrimento da personagem, as barreiras que foram criadas dendo dela mesma e seu silêncio durante a maior parte da leitura. Sua dor é compreensível, mas acaba que o livro demora muito mais tempo que o necessário para se desenvolver e o fato de que não houve a procura por um profissional para tentar compreender e ajudar Maggie se torna difícil de engolir. E o momento que mais esperávamos, o momento da liberdade, da revelação, acaba acontecendo em uma das oportunidades menos profundas.

Às vezes, as palavras eram mais vazias que o silencio.

 Brooks acaba sendo um dos maiores destaques do livro. Ele que antes não queria que Maggie fizesse parte de sua vida, se coloca na vida dela até que o encaixe seja perfeito. Ele se mostra atencioso, dedicado e, principalmente, leal, de forma que O Silêncio das Águas seja uma história de amor, amizade e superação.

 Brittainy C. Cherry apresenta um romance dramático com personagens que precisarão estar conectados para seguir em frente juntos e com alguns pontos que deixam a desejar, mas sem apagar a importância de suas mensagens.

 Você me promete o mesmo tipo de amor que li nos livros?

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