Resenha | As Coisas Que Fazemos Por Amor, de Kristin Hannah

Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro  significado de família.
Romance | Drama | 352 páginas |  Editora Arqueiro | 2017 | Amazon | Skoob

Em As Coisas Que Fazemos Por Amor, Kristin Hannah nos apresenta mais uma história cativante e  nos faz sentir a alegria e a dor de cada personagem. Nos envolve como se determinados personagens fossem próximos de nós e acabamos apostando em um final feliz, mesmo sabendo que nem toda história de amor tem o seu. Esse é um livro no qual temos duas personagens que tem algo em comum: elas se sentem incompletas. Pelo menos até que um dia suas vidas se cruzam e o destino mostrará que o futuro só depende da escolha de cada uma.
Quando os olhos secam, é porque não resta mais nada.
 Angie tem uma família unida e é a caçula de três irmãs. Ela sempre soube o que queria de sua vida e construiu metas a serem cumpridas, porém não consegue alcançar uma delas: engravidar. Ela acaba ficando amargurada e os problemas em seu casamento começam a aparecer, até que, após 14 anos, ela e Conlan decidem se divorciar. Sendo assim, aos 38 anos Angie resolve retornar para sua cidade natal para tentar recomeçar e, principalmente, superar o término de seu casamento, até que ela conhece Lauren.

 Lauren trabalha em uma farmácia, é estudante, esforçada e sempre batalhou por seus estudos, mesmo sendo o apoio da família. Sua mãe é alcoólatra e fica alienada a tudo que acontece ao seu redor, fazendo com que a filha fique responsável por tudo, inclusive as contas da casa. Quando é demitida, Lauren se vê perdida. Ela decide panfletar se oferecendo para trabalhar, e é assim que irá conhecer a melhor pessoa que poderia fazer parte de sua vida. Angie queria um filho, Lauren queria uma mãe. E é assim que tudo começa.
O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades mas também pode ser o motivo dessas dificuldades.
 Dessa vez, Kristin Hannah apresenta personagens que são determinadas, porém precisam se reinventar para conseguir alcançar suas forças novamente. As vidas de Lauren e Angie são completamente diferentes, mas se encaixarão uma na outra para que juntas elas possam seguir em frente. Lauren é uma daquelas personagens que você quer abraçar, quer ter a oportunidade de sentar junto e dar um conselho. Sua realidade é muito difícil e a falta de amor materno torna tudo ainda mais triste. Angie, por sua vez, tem uma família maravilhosa, cheia de amor para dar, mas se via angustiada por não ter a oportunidade de ser mãe. As duas precisavam de esperança e se encontraram. 

 As Coisas Que Fazemos Por Amor é um livro repleto de sentimentos. Os diálogos são profundos, as cenas são verdadeiras e os personagens parecem que são seus conhecidos. Você se sente parte da vida deles, compartilha dos sentimentos e pensamentos e percebe que as coisas que fazemos por amor podem machucar, mas é preciso ser forte para aceitar o rumo que nossas escolhas irão nos proporcionar.  Kristin Hannah  fala, através de sua escrita sensível e tocante, sobre escolhas e sobre como, sendo boas ou ruins, são elas que definem o rumo de nossas vidas. A autora também lembra que a vida não é fácil, mas  por trás de um olhar simples e tranquilo pode haver muita mágoa, assim como pode haver muito amor em um olhar triste e solitário. O que precisamos é estender a mão para o próximo e lembrar que é o amor que nos completa de maneira surpreendente. 

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