Resenha | 13 Segundos, de Bel Rodrigues

O fim de um relacionamento é sempre um período difícil, mas isso se intensifica quando você está no último ano do colegial e precisa decidir o que será do seu futuro. Lola sabe que a decisão foi o melhor para os dois, mas aquela saudade de alguém que estava sempre presente é inevitável. Agora, tudo que Lola quer é deixar isso para trás e focar em pôr a vida em ordem novamente, se redescobrindo após um relacionamento que exigiu tanto dela e reavaliando suas prioridades: estudo, amigos, família e o canto, sua maior paixão. Com o corte do coral das atividades extras, a garota finalmente decide ouvir seus amigos e resolve criar um canal no YouTube para postar alguns covers, nada mais do que um hobby para substituir seu tão amado coral. Focada em não se relacionar seriamente e aproveitar as festas do último ano, tudo parece se alinhar quando Lola conhece John, um intercambista que busca exatamente o mesmo que ela: se divertir e criar memórias inesquecíveis. Quanto mais as coisas mudam, mais a garota percebe como perdera seu tempo tentando salvar um relacionamento que já estava naufragado, e como agora ela se sentia genuinamente feliz com as pessoas incríveis à volta e seu grande hobby se tornando cada vez mais influente. Entre conselhos sinceros, noites quentes e provas do Ensino Médio, a única coisa que Lola não poderia prever era o quão rápido tudo poderia desmoronar. Em treze segundos, especificamente.
304 páginas | Romance | Galera Record | 2018 

Esse livro foi uma grande surpresa desde o momento em que eu peguei nele. Primeiro pensei que era algo sobre a morte, por conta da imagem e depois pensei que era sobre amorzinho. Mas na verdade não é nada disso. 
A lição mais valiosa que tirei daquele momento foi a força. Nunca soube quão forte era, até ser obrigada a perdoar alguém que não havia pedido perdão ou mostrado qualquer sinal de remorso.
13 segundos é o primeiro livro da youtuber Bel Rodrigues e conta a história de Lola, uma menina que é apaixonada por música e que tem uma voz perfeita. Sua mãe e seus amigos falam o tempo todo para ela criar um canal no Youtube, para o mundo escutar a voz maravilhosa que tem, mas Lola tem medo dos comentários maldosos que as pessoas podem fazer nos vídeos dela, então descarta essa ideia a todo instante.

E aí você pensa que o livro vai ser sobre a paixão de Lola pela música, o sucesso dela nesse meio, mostrando o apoio da família e dos amigos nessa fase da vida dela e é claro que não podia faltar um romance nessa história. Mas também não é nada disso. 
As pessoas associam que viver intensamente era sinônimo de encarar aventuras e fazer o que tem vontade, mas, para mim, viver intensamente era aprender aos poucos e com coragem a se amor em mundo que fazia questão que nos odiássemos.
O livro começa com Lola terminando o namoro com o Leonardo, ela já não estava mais feliz com as piadinhas que ele fazia e nem com o ciúme dele, então resolveu terminar. Todo mundo comemorou porque todo mundo percebia que tinha algo que não estava normal naquela relação. Depois desse rompimento, ela conhece um menino aleatório (que páginas depois, a gente descobre é o John) numa balada da vida e depois eles se encontram na escola e começam um romance. 

A história fica entre a paixão de Lola pela música, o romance dela com o John, a super amizade que ela tem com os amigos e algumas lembranças de situações do namoro dela com o Léo. Até que algo bem pesado acontece e você descobre que, na verdade, o livro é sobre relacionamento abusivo. 

A autora poderia ter focado mais no relacionamento da Lola e do Léo. A ideia é bem legal e muito importante, mas não ficou muito claro que era sobre isso que ela queria abordar nesse livro. Bel conseguiu mostrar no livro a importância de ter a família e os amigos por perto e de falar com alguém para conseguir passar por tudo isso. Apesar de não ter gostado muito do estilo da escrita, as vezes eu achava um pouco infantil, foi uma leitura rápida.
[...] I am Mine, do Pearl Jam era a música perfeita para representa-lo. Pensei diversas vezes em gravar um cover de uma daquelas canções sobre superação de coração partido, mas esse momento da minha vida não era sobre o Leo, nem homem nenhum. Era sobre mim.

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