Resenha | Sem Você Não é Verão, de Jenny Han

A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher. Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece... Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles. Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas.
240 páginas | Romance | Editora Intrínseca | 2019

Depois de conhecer Belly em “O Verão Que Mudou Minha Vida”, é chegado o momento de se despedir. Não dela. Mas de Cousins Beach, talvez. Os próximos verões da menina estão ameaçados já que algumas das pessoas que sempre tornaram suas férias inesquecíveis estão ocupadas demais e outras… bom… não estão mais entre eles. Belly está disposta a fazer de tudo para guardar as memórias do passado e criar novas nos próximos anos, mas será que, apesar de tudo, ela aguenta conviver com o garoto que mais amou e provavelmente irá amar em sua vida?

As expectativas para o amadurecimento de Belly eram muitas. Talvez até demais… No segundo livro da trilogia Verão a menina parece ainda mais imatura e impulsiva. Egoísta é um adjetivo que poderia estar incluso para descrevê-la, mas a verdade é que ela não pensa apenas em si mesma. Ela pensa mais no Conrad! Elá SÓ pensa no Conrad. Suas atitudes não são motivadas por nada além de sua obsessão pelo garoto, que parece descer cada vez mais no meu conceito, e mesmo rodeada de problemas realmente sérios, de questões complexas e realistas, ela só consegue agir motivada pelo impulso e por sua paixão.

Se tem algo que não decepciona nesse livro, esse alguém é Jeremiah. Um dos meus personagens favoritos no primeiro livro agora ganha voz: a narrativa em primeira pessoa é intercalada entre ele e Belly. Me vi ansiando por seus capítulos em diversos momentos e percebi o quão bem construído ele foi. Se sentindo sempre em segundo lugar por causa do irmão e sofrendo a perda de alguém importante, ele ainda consegue se destacar pela sua sensibilidade, seu carisma e sua espontaneidade. É difícil perceber que, mesmo assim, ele fica às sombras de personagens que só sabem decepcionar. Seu irmão então, nem se fala. O garoto faz parte do padrão bad boy de uma maneira nada proveitosa. Babaca, insensível e egocêntrico, a maneira como ele lida com os problemas só o torna ainda pior e machuca todos ao seu redor. Não sei como Jenny Han conseguiu convencer alguém com um “mocinho” desse tipo.

Senti muita saudade da vibe praiana e tranquila de Counsins Beach. Isso deu uma quebrada no clima da história, mas a reviravolta disfarçada acaba aquecendo o coração e fazendo com que aquela pontinha de esperança reviva. O final enigmático porém explicativo é algo que me deixou bem intrigada e percebi que, não importa o quanto Belly tenha me irritado, estou apegada a esse enredo. Agora, o que resta é a vontade de voltar para Counsins Beach e acompanhar um amadurecimento real da protagonista. Será que Jenny Han preparou um grand finale?

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