Resenha | Sob a Luz da Escuridão, de Ana Beatriz Brandão

Guerras e destruição, causadas pela ganância de um homem, quase levaram a raça humana à extinção. Com a radiação das bombas nucleares, o DNA humano sofreu mutações e uma nova espécie surgiu: os metacromos, seres especiais, com poderes extraordinários. Em meio ao caos de um mundo pós-apocalíptico, Lollipop e Jazz são resgatadas do instituto onde eram mantidas prisioneiras. Com as memórias apagadas, elas não sabem por que estavam ali nem quem as libertou. E, enquanto buscam respostas sobre suas origens, só lhes resta lutar pela sobrevivência. Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra a mulher que pensou estar morta há décadas, tudo desmorona e ele é obrigado a enfrentar o passado.
Ana Beatriz Brandão apresenta um mundo totalmente novo ao leitor em Sob a Luz da Escuridão. A raça humana não é mais a mesma, novas espécies foram criadas e agora é cada um por si. Uma história eletrizante, cheia de ação, tensão e romance, que vai provocar fortes emoções no leitor. Prepare-se e escolha seu lado nessa guerra: você é um metacromo ou um Deles?
334 páginas | Distopia | Fantasia | Verus Editora | 2018

Diferente de suas outras histórias – O garoto do cachecol vermelho e A garota das sapatilhas brancas, Ana Beatriz Brandão cria, em Sob a luz da escuridão, um mundo apocalíptico, onde quatro guerras mundiais já aconteceram e hoje, a população vive a consequência dessa destruição em massa.

Essa confusão toda começou quando o empresário Leonard Goyle – o ditador - assumiu o poder e começou a conquistar o mundo todo. Nem todos aceitaram essa ditadura, então as guerras e a destruição começaram. Bombas nucleares eram jogadas a todo instante e devido à radiação que era liberada, as pessoas ficaram doentes, com câncer, novas doenças foram surgindo e sofriam até mutações genéticas.
Pelos vidros da van, dava pra ver grupos de pessoas correndo pelas ruas em nossa direção e na direção do prédio que estava sendo bombardeado. Elas seguravam paus e pedras, e suas roupas estavam rasgadas. Os rostos, cobertos de uma tinta de cores variadas, tinham uma única expressão de ódio, como se fossem um só.
Quem sofria essa mutação era chamado de metacromo ou singular. Essas pessoas tinham poderes e por isso eram capturados pelos seguidores do ditador, que criaram o Instituto, um lugar onde era feito experimentos com essas pessoas para a produção de vacina para dar poderes para os que eram “normais”, mas isso não deu muito certo. Depois da morte do líder, não quiseram mais alguém que mandassem, então ficou cada um por si, as pessoas brigavam e matavam por nada.

O livro já começa com uma dessas singulares, a Lollipop, fugindo do Instituto durante um ataque de rebeldes. Na fuga, ela conhece o Chris, que consegue tirar ela e outra menina do prédio, a Jéssica. As duas não se lembraram de nada, nem a idade, nem os próprios nomes e nem o motivo de estarem presas naquele lugar. Chris cuidou das meninas por dois anos, ensinando a caçar, a lutar, a conhecer os seus poderes e a sobreviver no mundo caso ele não esteja com elas.

Quando Lollipop e Jéssica se veem sozinhas no mundo, já que tiveram que se separar de Chris, bate um desespero em Lolli, pois ela é a mais velha e tem que cuidar de Jéssica. Elas conseguem se virar sozinhas, mas depois de algumas semanas sozinhas, são capturadas por um grupo e conhecem o líder da Área 4, o vampiro Evan. 

Lollipop não é uma estranha para Evan, eles se conhecem há muitos anos, mas a menina não lembra de nada. Ao longo do livro, Evan vai contando a ela o que aconteceu, como eles se conheceram em outras vidas, quando Lollipop não era ela e do que ela é capaz de fazer. Por já terem uma conexão de “vidas passadas”, eles se apaixonam e começam um relacionamento, o que pode atrapalhar um pouco a reputação que Evan tem perante o seu grupo.

Não é apenas o líder do grupo que fica apaixonado pelas duas meninas que chegaram, Sam – amigo/filho de Evan – se apaixona por Jéssica. Os dois têm o mesmo poder, fazer fogo, então já criam uma conexão logo de cara, mas ao longo da história essa conexão fica mais forte. Então nós temos dois casais na história, eles ficam juntos o tempo todo, na alegria e na tristeza.
Assim foi criado o mundo em que vivíamos: as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tinham a perder? Ninguém poderia nos castigar, e sentir medo da morte era para os fracos. Aliás... o medo era um sentimento quase inaceitável. Quem tivesse medo não sobreviveria uma semana sequer naquele lugar
O livro é contado pelos quatros personagens, mostrando a rotina da Área 4, como eles fazem para sobreviver em meio ao caos. Descobrimos junto com a Lollipop e Jéssica do que elas são capazes. O casal principal não me conquistou, preferi Sam e Jéssica, eles são mais divertidos.

Sob a luz na escuridão tinha tudo para ganhar 5 estrelas. O mundo que ela criou, a escrita, os personagens são bons, o final que essa menina escreveu... eu não sei o que dizer. Porém, em alguns momentos, o romance de Evan e Lollipop teve mais foco do que o resto da história. A autora poderia ter deixado o romance um pouco de lado e ter investido mais nos outros personagens da Área 4.

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